Perguntas & Respostas


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Publicado em: 01/12/2019

Aldeia Norte Editora Ltda Rua Uruguai, 421, sala 702, Albert Einstein Center 99010-110 Passo Fundo/RS Fone (54) 3311 1235 revista@ Fundador Gilberto de Oliveira Borges (1947-2002) Direção Juliane Borges juliane.borges@ Diretor | Editor João Manoel Borges jm.borges@ Circulação e Assinaturas Tadeu Ricardo Attolini tadeu@ Conselho Consultivo Antonio Luis Santi (Universidade Federal de Santa Maria) Elmar Floss (Grupo Floss) Erlei Melo Reis (Universidade de Passo Fundo) Fernando Penteado Cardoso (Fundação Agrisus) Gilberto Cunha (Embrapa Trigo) João Carlos Moraes de Sá (Universidade Estadual de Ponta Grossa) Telmo Jorge Carneiro Amado (Universidade Federal de Santa Maria) Walter Boller (Universidade de Passo Fundo) Ruy Casão Jr. (IAPAR) Para anunciar comercial@ 54 3311 1235 Impressão: Maraugraf – Marau/RS Nota: As opiniões emitidas em artigos assinados, são de inteira responsabilidade dos autores e não refletem necessariamente as da Revista Plantio Direto & Tecnologia Agrícola. É proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo desta publicação sem autorização da Editora. Perguntas & Respostas Importante: As Referências Bibliográficas citadas nos artigos técnicos/científicos estão disponíveis em “Conteúdo Aberto”. ISSN 16778081 O calcário calcítico é um corretivo de solo que possui 5% ou menos de óxido de magnésio (MgO) em sua composição, e o calcário dolomítico é um corretivo que possui mais do que 5% de MgO. Além do custo, um dos critérios principais para a utilização de um tipo ou outro de calcário é a necessidade de adição de magnésio ao solo, e sua relação com os demais elementos, em especial o cálcio. A recomendação principal é que tanto o cálcio quanto o magnésio estejam presentes no solo em quantidade suficiente para que as plantas consigam absorver esses nutrientes. O teor exato recomendado de cálcio e magnésio pode variar para cada tipo de solo, região, e cultura produzida, sendo importante buscar orientação dos Manuais e Informações Técnicas Regionais. Em geral, encontra-se recomendações em que a saturação de cálcio na CTC (Capacidade de Troca de Cátions) do solo esteja entre 50 a 65%, e a saturação de magnésio esteja entre 10 a 20%. Alguns Quais os critérios para utilizar calcário calcítico ou dolomítico? trabalhos recomendam relações entre cálcio e magnésio que variam entre 2:1 até 4:1, embora essa seja um indicador que varia com o tipo de solo e cultivo, havendo diversos trabalhos de pesquisa com resultados aparentemente contraditórios, que fortalecem a evidência de que uma relação ideal entre cálcio e magnésio no solo é dependente do tipo de espécie cultivada e da capacidade do solo de fornecer esses nutrientes. No entanto, não adianta a relação de cálcio e magnésio estar equilibrada, e as quantidades de nutrientes como fósforo e potássio estarem em níveis abaixo do padrão. Da mesma forma, não adianta a relação de cálcio e magnésio estar equilibrada se o solo não estiver com a acidez corrigida. Considerando esses fatores, pode-se dizer que, a menos que a saturação de magnésio no solo esteja muito baixa e/ou a relação Ca:Mg esteja muito alta, o critério principal de decisão entre o calcário calcítico ou dolomítico ainda é o custo do insumo para o produtor.

De forma geral, a aplicação de glifosato e 2,4-D pode ser recomendada, contudo existem relatos de formação de “pasta” quando a mistura ocorre em condições de baixa temperatura (abaixo de 10°C) da água e/ou com algumas formulações de glifosato como a DI e a WG. Essa reação nunca foi explicada ou reproduzida de forma sistemática, e as causas parecem ser específicas e não correm de forma ampla. Com exceção dessa formação da “pasta”, não ocorre incompatibilidade nem antagonismos entre esses dois herbicidas de forma a se perder eficiência. Já, o cletodim (e outros graminicidas como haloxifope) ao ser associados com 2,4-D pode apresentar redução da eficiência em função da absorção e translocação dos graminicidas. Pensando em aplicação com menores custos na presença de buva (considerando buva resistente ao glifosato), a mistura de 2,4-D + glifosato é indicado. No caso de a população ser de azevém (resistente ao glifosato), a associação mais indicada é glifosato + cletodim. Considerando uma área na qual será semeada soja e onde há presença de buva e azevém, é recomendado a aplicação de 2,4-D em mistura com glifosato e cletodim? Em qual dose? Já em situações de infestações mistas (buva + azevém resistentes ao glifosato), a associação de glifosato + 2,4-D + cletodim é a opção mais eficiente. A mistura de diferentes mecanismos de ação herbicida, para azevém glifosato + cletodim e para buva glifosato + 2,4-D, atingirá ambas as espécies em mais de um sítio de ação, o que é recomendado para prevenir resistência aos herbicidas. Contudo, a associação das três moléculas na mesma aplicação poderá apresentar perda de eficiência de controle e ser menos econômica do que a mistura de dois princípios ativos apenas. No caso de associação de 2,4-D + cletodim na mesma aplicação recomenda-se uso das máximas doses indicadas na bula.