Aldeia Norte Editora Ltda Rua Uruguai, 421, sala 702, Albert Einstein Center 99010-110 Passo Fundo/RS Fone (54) 3311 1235 revista@ Fundador Gilberto de Oliveira Borges (1947-2002) Direção Juliane Borges juliane.borges@ Diretor | Editor João Manoel Borges jm.borges@ Circulação e Assinaturas Tadeu Ricardo Attolini tadeu@ Conselho Consultivo Antonio Luis Santi (Universidade Federal de Santa Maria) Elmar Floss (Grupo Floss) Erlei Melo Reis (Universidade de Passo Fundo) Fernando Penteado Cardoso (Fundação Agrisus) Gilberto Cunha (Embrapa Trigo) João Carlos Moraes de Sá (Universidade Estadual de Ponta Grossa) Telmo Jorge Carneiro Amado (Universidade Federal de Santa Maria) Walter Boller (Universidade de Passo Fundo) Ruy Casão Jr. (IAPAR) Para anunciar comercial@ 54 3311 1235 Impressão: Maraugraf – Marau/RS Nota: As opiniões emitidas em artigos assinados, são de inteira responsabilidade dos autores e não refletem necessariamente as da Revista Plantio Direto & Tecnologia Agrícola. É proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo desta publicação sem autorização da Editora. Perguntas & Respostas Importante: As Referências Bibliográficas citadas nos artigos técnicos/científicos estão disponíveis em “Conteúdo Aberto”. ISSN 16778081 Como trabalhar com nabo forrageiro em áreas com histórico de mofo branco (Sclerotinia sclerotiorum)? Não é recomendado utilizar o nabo forrageiro (e nem outras espécies das famílias das Brassicas e Leguminosas) em áreas com histórico do fungo causador do mofo branco, em função dessas espécies serem hospedeiras do fungo. Pensando no objetivo de erradicação (que é tarefa extremamente difícil) e redução do inóculo de Sclerotinia a níveis pouco significantes, o ideal é não utilizar nenhuma espécie hospedeira ao longo de várias safras (incluindo girassol, feijão, soja, nabo forrageiro, ervilha, ervilhaca, tremoço, entre outros). Às vezes tal tática não é possível em função da rentabilidade das áreas (excluir soja da área por várias safras não é viável), então nesse sentido busca-se ao menos minimizar e manter o talhão com histórico da doença por pelo menos um ano inteiro sem hospedeiros. Caso seja imprescindível o uso do nabo como planta de cobertura, deve-se realizar o manejo da cultura (rolagem/dessecação) antes do florescimento, que é o momento preferencial para infecção do fungo e também evita que sementes de nabo contaminadas com o mofo retornem ao banco de sementes do solo. No caso de utilizar o nabo em áreas com mofo branco, a consorciação com espécies gramíneas é o mais recomendado. Em áreas que a safra anterior teve incidência média/elevada da doença (incidência acima de 25%), o ideal é mantê-las apenas com espécies gramíneas (trigo, aveias, centeio, milho, etc.) ao longo do ano, buscando reduzir o inóculo. A utilização de controle biológico com organismos do gênero Trichoderma e Bacillus podem auxiliar na redução do inóculo durante a entressafra, buscando minimizar danos em safras futuras. O PRNT refere-se ao Poder Relativo de Neutralização Total, e é um indicador do poder de correção do solo de um determinado corretivo (ou seja, a qualidade daquele insumo como corretivo). O PRNT é composto de dois fatores: o PN (poder de neutralização) e RE (reatividade das partículas). O PN é o quanto o corretivo usado tem de equivalência ao Carbonato de Cálcio (CaCO3) puro, que é a substância padrão utilizada para corrigir a acidez do solo. Esse PN é apresentado em porcentagem. Exemplo: O corretivo X possui 75% de PN, ou seja, possui 75% da capacidade de neutralização do CaCO3. O que quer dizer quando um corretivo possui PRNT maior do que 100%? Quais as vantagens e impactos na dose utilizada?
A outra parte que compõe a medida do PRNT é o RE (reatividade das partículas), que é o quão finamente moído está aquele corretivo. Isso se dá pois quanto mais fino é o calcário, mais facilmente e rapidamente ele irá reagir. O cálculo do RE é baseado na porcentagem de corretivo que fica retido em peneiras de diferentes tamanhos, e também se apresenta em porcentagem. O PRNT se dá pela seguinte fórmula: PRNT = (PN x RE) / 100 Em um exemplo prático, podemos imaginar que um determinado corretivo XYZ tem 75% de PN, e 82% de RE. Aplicando isso na fórmula: PRNT = (75 x 82) / 100 Nesse caso, teremos um PRNT de 61,5%. Um PRNT maior do que 100% indica que o corretivo tem uma granulometria muito fina e/ou ele é composto por substâncias com alta capacidade de neutralização de acidez. A vantagem de corretivos com PRNT maior do que 100% é que é necessária uma dose menor do insumo por área para realizar a mesma correção, além do efeito de neutralização geralmente ser mais rápido. Considerar o PRNT do corretivo no momento da decisão é muito importante, pois tendo a informação do PRNT do produto, é possível calcular o custo real do corretivo, para uma comparação mais eficaz entre os produtos oferecidos. Para calcular o quanto realmente se está pagando por determinado corretivo, deve-se dividir o custo pelo PRNT, da seguinte forma: Custo real = Custo / (PRNT / 100) Exemplo: A tonelada do calcário A está com custo de R$ 850,00, e possui PRNT de 65%, enquanto que a tonelada do calcário B está com custo de R$ 1.050,00, e possui PRNT de 82%. Comparando ambas: Custo real Calcário A = R$ 850,00 / (65 / 100) Custo real Calcário A = R$ 850,00 / 0,65 Custo real Calcário A = R$ 1.307,69 por tonelada Enquanto que: Custo real Calcário B = R$ 1.050,00 / (82 / 100) Custo real Calcário B = R$ 1.050,00 / 0,82 Custo real Calcário B = R$ 1.280,48 por tonelada Perceba que o Calcário A, apesar de mais barato, por ter um PRNT mais baixo, terá uma eficiência menor, e você precisará aplicar uma quantidade maior do produto para compensar esse PRNT menor. É possível que às vezes esse seja o caso no momento de comparar dois ou mais corretivos, e, portanto, é importante ter essa questão em mente.