Soja Resultados de pesquisa em 2018


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Publicado em: 01/10/2018

Introdução Com o início de mais uma safra de soja no Brasil, registrase que a pesquisa agropecuária tem fortalecido muito o cultivo em todas as regiões, inserindo ciência e tecnologia no sistema de produção. Para difundir um pouco do que a pesquisa em soja gera no país, a Revista Plantio Direto & Tecnologia Agrícola traz uma coletânea dos resultados mais importantes de pesquisa desse ano, incluindo os ensaios em rede para ferrugem-asiática e mofo-branco, e também alguns dos trabalhos divulgados no Congresso Brasileiro de Soja de 2018. Os resultados dos trabalhos estão apresentados de forma resumida e divididos em seções. Plantas Daninhas 1) Foi realizado um trabalho em Piracicaba/SP para avaliar diferentes tratamentos químicos para o controle de capimbranco (Chloris elata, sin.: Chloris polydacyta). Na tabela 1 podem ser conferidos os resultados de controle dos diferentes tratamentos, aos 7, 14, 21 e 28 dias após a aplicação. As associações herbicidas foram eficazes, sobretudo glifosato SI + haloxyfope ou setoxydim ou cletodim, e ainda glyphosate SP + cletodim, com porcentagens de controle maiores que 90% (Silva et al., 2018). 2) Foi realizado um estudo na Embrapa Soja de Londrina/ PR para avaliar o controle químico de espécies de crotalária na cultura da soja. Os tratamentos com lactofen, fomesafem e clorimurom controlaram Crotalaria spectabiles. O clorimuron e a mistura de imazapic + imazapyr apresentaram controle na faixa de 80% para Crotalaria ochroleuca. Com exceção do glifosato, os demais produtos estudados, que são comumente utilizados na cultura da soja, não controlaram satisfatoriamente a Crotalaria juncea (Adegas et al. 2018). 3) Foi realizado um estudo no estado de São Paulo sobre alternativas de controle para o Fedegoso (Senna obtusifolia) na cultura da soja. A partir dos resultados obtidos sobre o controle em pré-emergência, pode-se constatar: a eficácia do metribuzin inibindo 100% o estabelecimento das plantas de fedegoso; a sensibilidade ao flumioxazin, sulfentrazone e clomazone e a ineficácia de clorimuron-ethyl, diclosulam e s-metolachlor. Com base nos resultados, o fedegoso foi considerado tolerante ao glifosato principalmente em estádios de crescimento avançado e o metribuzin aplicado em pré emergência mostrou ser uma alternativa de controle para a espécie (Araújo et al. 2018). Soja Resultados de pesquisa em 2018

Pragas 1) Pesquisadores de Rio Verde/GO estudaram o efeito de determinados inseticidas nas vespas do gênero Trichogramma, que são agentes de controle biológico de lagartas na soja. Os resultados demonstraram que inseticidas contendo tiametoxam + lambdacialotrina, clorpirifós, clorfenapir, e bifentrina + carbosulfano diminuem o efeito de parasitismo dessas vespas (Pires et al., 2018). 2) Estudo feito no Paraná demonstrou que mariposas da lagarta da soja (Anticarsia gemmatalis) não diferenciam soja Bt de soja não-Bt quanto à escolha do local de oviposição, porém preferem ovipositar na face adaxial (face de cima da folha) dos terços superior e médio das plantas (Gonçalves e Bueno, 2018). Tabela 1. Controle (%) aos 7, 14, 21 e 28 dias após aplicação, e massa fresca e seca (mg) de Chloris elata. 3) No sudoeste goiano, um estudo testou os inseticidas Clorfenapir (240 i.a/ha); Indoxacarbe (60 i.a/ha); Benzoato de emamectina (7,5 i.a/ha); Benzoato de emamectina (10 i.a/ha); Espinetoran (38,4 i.a/ha); Benzoato de emamectina + Metoxifenozida (7,5 + 22,5 i.a/ha) para controle da lagarta falsa-medideira. Os tratamentos com Indoxacarbe e Benzoato de emamectina + Metoxifenozida se mostraram mais eficientes após 21 dias. Os demais tratamentos não tiveram diferença entre si (Castro et al., 2018). 4) Avaliando tratamentos de semente para controle da lagarta Spodotopera frugiperda, pesquisadores de Minas Gerais encontraram que entre os tratamentos fipronil (200 mL p.c./100 kg de sementes); clorantraniliprole (100 mL p.c./100 kg de sementes); ciantraniliprole + tiametoxam (80 + 250 mL p.c./100 kg de sementes) e ciantraniliprole (80 mL p.c./100 kg de sementes), ciantraniliprole + tiametoxam, ciantraniliprole isolado e clorantraniliprole ocasionaram menor proporção de plântulas com danos aos 16 e 22 dias após a semeadura e foram os únicos tratamentos que não ocasionaram a morte de plântulas. O trabalho foi conduzido sem restrições hídricas, assim provavelmente, em condições de seca e no campo os resultados poderiam ser diferentes (Marucci et al., 2018). 5) Foi feito um estudo em casa de vegetação a respeito de danos em vagens de soja, testando diferentes intensidades de injurias. Com 5, 10, 15, 20 e 25% de injurias nas vagens no estádio de desenvolvimento R4 (plena formação de vagens), a soja apresentou a mesma produtividade e a mesma qualidade de grãos produzidos pela soja sem injúrias. Nas condições deste estudo, pode-se concluir que as plantas de soja têm a capacidade de tolerar até 25% de injúria nas suas vagens, sem comprometer a produtividade e a qualidade dos grãos (Bueno A.F et al., 2018). 6) Em Chapadão do Sul/MS, foram estudados os efeitos de alguns inseticidas nas lagartas falsa-medideira (Chrysodeixis includens) e Helicoverpa armigera. A eficiência de cada produto testado nesse ensaio está nas tabelas 1 e 3. As eficiências ao longo das datas avaliadas apresentam certa variação para cada inseticida, em função do seu modo de ação, e por isso, com as informações geradas pelo trabalho, a assistência junto com o produtor deve analisar e adequar ao seu manejo adotado (Camargo et. al, 2018). 7) Um estudo no Paraná a respeito da eficiência de alguns inseticidas para o percevejomarrom da soja (Euschistus he- Tabela 2. Efeito de alguns inseticidas no controle de lagartas Helicoverpa armigera na cultura da soja. % de eficiência (%E) aos 3, 7, 10 dias após a primeira aplicação (da1a) e aos 2 dias após a segunda aplicação (da2a). Chapadão do Sul/MS – Fundação Chapadão Safra 2017/2018.

ros) concluiu que os inseticidas imidacloprido + betaciflutrina; tiametoxam + lambdacialotrina; imidacloprido + bifentrina e acefato aos 2, 4, 7 e 10 dias após a primeira e segunda aplicação apresentaram eficiência igual ou superior a 80% no controle de adultos e ninfas de percevejo marrom, na cultura da soja (Bellettini et al., 2018). 8) Também, em Selvíria/MS, houve estudo sobre a eficácia do bioinseticida a base de Baculo Vírus para lagarta Spodoptera, falsamedideira (Chrysodeixis includens) e Helicoverpa armígera. Como resultados, a aplicação em R4 (plena formação de vagem) de Surtivo Plus (AcMNPV4 + ChinNPV + HearNPV + SfMNPV) proporcionou proteção as plantas contra desfolha causada pela lagarta Spodoptera eridania na cultura da soja Bt (Papa et al., 2018). Pg. 184. Além disso, concluiu-se que a aplicação em R3 do bioinseticida Surtivo Plus (AcMNPV4 + ChinNPV + HearNPV + SfMNPV), nas doses de 140mL/ha e 200 mL/ha e Surtivo Soja (ChinNPV + HzNPV), nas doses de 100 e 200 ml/ha associado a uma aplicação de chlorantraniliprole, proporcionaram proteção das plantas contra desfolha causada pela lagarta Chrysodeixis inclundes e proteção as vagens contra danos de Helicoverpa armígera (Zanardi Jr. et al., 2018). 9) Pesquisadores na Embrapa de Londrina estudaram os seguintes inseticidas para tratamento de semente (TS) e dosagens por 100kg sementes no controle de raspador da soja (Sternechus subsignatus): 120g de imidacloprido (Gaucho®, Bayer); 52,5g de tiametoxam (Cruiser 350 FS®, Syngenta); 70g de tiodicarbe (Tiodicarbe®, Rotam); 50g de Fipronil (Standak®, Basf); 50g Tabela 3. Efeito de alguns inseticidas no controle de lagartas de Chrysodeixis includens na cultura da soja. Eficiência (%E) aos 7, 10 dias após a primeira aplicação (da1a) e aos 2,7 e 10 dias após a segunda aplicação (da2a). Chapadão do Sul/MS – Fundação Chapadão Safra 2017/2018.