Homenagem aos pioneiros do plantio direto no Brasil
Com a presença de autoridades estaduais e produtores rurais da região, a Itaipu Binacional lançou o livro “Plantio Direto: A tecnologia que revolucionou a agricultura brasileira”. A obra narra a saga dos pioneiros Herbert Bartz, de Rolândia, Franke Dijkstra, de Castro, e Nonô Pereira, de Ponta Grossa.
Da esquerda para a direita: Franke Dijkstra, Herbert Bartz e Manoel Henrique Pereira (Nonô), pioneiros do plantio direto brasileiro.
Os pioneiros do sistema plantio direto (SPD) – técnica agrícola que surgiu no Paraná, nos anos 1970, e hoje está presente em aproximadamente 30 milhões de hectares no Brasil, quase metade da área plantada no País – foram os grandes homenageados durante o Show Rural Coopavel, no mês de fevereiro, em Cascavel (PR). O lançamento foi no auditório principal do Show Rural e emocionou os homenageados. Participaram da solenidade o diretor-geral brasileiro de Itaipu, Jorge Samek; o presidente da Coopavel, Dilvo Grolli; os secretários estaduais Norberto Ortigara (Agricultura) e Ratinho Júnior (Desenvolvimento Urbano); e a secretária executiva da Embrapa, Vania Beatriz Castiglioni, entre outras autoridades.Também estavam presentes o presidente do Sistema Ocepar, João Paulo Koslovski; o conselheiro da Federação Brasileira de Plantio Direto e Irrigação (FEBRAPDP), Ivo Mello; e os diretores de Itaipu Airton Dipp (técnico executivo) e Nelton Friedrich (Coordenação).De acordo com Samek, que assina o prefácio da obra, os homenageados “mudaram radicalmente a nossa agricultura” e colocaram o Paraná no mapa do desenvolvimento tecnológico. “No início dos anos 1970, o Paraná estava sendo corroído pela erosão, que levava uma das nossas maiores riquezas, que é o solo. E o plantio direto é uma ferramenta extraordinária, criada por esses três heróis paranaenses, que revolucionou o Brasil e o mundo e que tem origem no nosso Estado”, definiu.
Visionários
Nonô Pereira falou em nome dos homenageados e disse que o grande mérito dos pioneiros, 40 anos atrás, foi investir na divulgação da tecnologia, que inicialmente provocou estranhamento e sofreu resistência dos antigos agricultores. “Éramos chamados de visionários, poetas, filósofos e até de loucos. Mas as novas gerações aceitaram [a nova tecnologia] e o programa avançou”, disse.Herbert Bartz acrescentou que, no início, ninguém acreditava que o plantio direto fosse assumir o vulto e a importância que tem hoje, no Brasil e no exterior. “Por isso, nos sentimos muito honrados. Formamos um trio e não teria sido possível imaginar todo esse sucesso sem a intensa afinidade e colaboração que tivemos um com o outro”, completou.Franke Dijkstra comentou sobre a desconfiança dos agricultores antigos com a novidade. “O grande problema é que todo mundo se orienta pelo conhecimento existente. Então você tem que quebrar paradigmas para chegar aonde chegamos”, ensinou. Ainda segundo ele, a única certeza que os produtores tinham, quatro décadas atrás, para evitar o avanço da erosão e a perda de produtividade, era de que algo tinha que mudar na agricultura tradicional. “Do jeito que era, estávamos com os dias contados. Porque o solo é nosso maior patrimônio e temos de conservá-lo.”Nonô Pereira também destacou o papel de Itaipu e do diretor-geral brasileiro da binacional para desenvolver a agricultura no Estado e no País. “Jorge Samek tem sido dedicado, entusiasta, apaixonado e avalista dos programas que ele acredita. E isso ele faz por nós, faz pela agricultura do Estado do Paraná”, elogiou, acrescentando que Samek “é o mentor de todo esse trabalho que nos deixou emocionados”.
Sobre o livro
Dividido em dez capítulos, Plantio Direto: A tecnologia que revolucionou a agricultura brasileira tem 144 páginas e foi publicado com o selo da Editora Parque Itaipu, da Fundação Parque Tecnológico Itaipu (FPTI), com apoio técnico da técnico da Federação Brasileira de Plantio Direto na Palha (FEBRAPDP).A obra teve a coordenação editorial de Paulino Motter e Herlon Goelzer de Almeida, assistentes da Direção Geral de Itaipu. A edição e o texto são do jornalista Dimitri Valle, com consultoria técnica de Ivo Mello. A tiragem inicial é de 2.300 exemplares, que serão distribuídos gratuitamente por Itaipu e parceiros.