O espaço do plantio direto é referência para agricultores e técnicos
Em 2001 o desejo de manter o plantio direto presente na Expodireto levou a Revista Plantio Direto a organizar um espaço onde agricultores e assistentes técnicos pudessem discutir e receber informações sobre as demandas das diversas especialidade agronômicas relacionadas com o sistema. Nasce então o Projeto Casa do Plantio Direto. Já são doze edições e o espaço é uma referência para o público da feira. O projeto conta com o apoio de empresas e instituições e oferece palestras e reuniões debate com acesso gratuito durante os cinco dias de realização da Expodireto.
Na edição 2013, além Exposição de banners técnicos sobre novas lagartas da soja, manejo para altas produtividades, nutrição e consumo de água, fixação biológica de nitrogênio em soja e milho, sintomas de doenças em folhas de soja, adubação verde em plantio direto, impacto da gota de água da chuva: um comparativo entre plantio direto e convencional, a Casa do Plantio Direto ofereceu uma programação técnica, reunindo mais de 900 pessoas, entre os dias 4 e 8 de março, em Não-Me-Toque, RS.
Durante cinco dias as portas da Casa do Plantio Direto estiveram abertas para assistentes técnicos, estudantes e agricultores, que acompanharam a programação de palestras e reuniões-debates que é uma referência durante a Expodireto.
Na tarde do dia 4, sob a coordenação do Dr. Antonio Luiz Santi, da Universidade Federal de Santa Maria, aconteceu a reunião-debate com o tema ”Agricultura de Precisão e o Sistema Plantio Direto: desafios produtivos”, que lotou o auditório da Casa do Plantio Direto. Fabrício Pinheiro Povh, da Fundação ABC de Castro, PR, falou sobre a pesquisa em AP aplicada pela assistência técnica, com base no trabalho realizado junto aos produtores rurais associados das Cooperativas Capal, Batavo e Castrolanda, mantenedoras da Fundação. O tema ”a visão da pesquisa gaúcha na agricultura de precisão” ficou por conta do Dr. Telmo Amado, da Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria, RS e a Agricultura de Precisão sob a visão do agricultor foi abordada pelo Engenheiro-Agrônomo Alexandre Van Ass, das Sementes Van Ass, de Panambi, RS.
”Gesso: alternativa para corrigir quimicamente o perfil do solo sem mobilização”, foi a palestra de Douglas Dalla Nora, da Universidade Federal de Santa Maria, que iniciou o segundo dia de programação da Casa do Plantio Direto. À tarde, Luiz Ataides Jacobsen trouxe para o público informações sobre o novo arranjo de custos e a margem de contribuição na agricultura.
Na quarta-feira, terceiro dia de programação, os participantes da reunião-debate fizeram uma reflexão sobre o avanço da resistência de plantas daninhas aos herbicidas no Rio Grande do Sul. Com a coordenação do Dr. Leandro Vargas, da Embrapa Trigo e a participação de Mário Bianchi, da CCGL Tecnologia, de Cruz Alta, Carlos Mertins da Cotrijal de Não-Me-Toque e Marcos Fridrich, agricultor em Ajuricaba, RS, que debateram a resistência englobando as visões da pesquisa, assistência técnica e do agricultor.
Na Casa do Plantio Direto, a assistência técnica, a pesquisa e o agricultor, debatem as demandas das propriedades rurais e juntos buscam direcionamentos para preocupações que vêem de dentro das porteiras.
As novas lagartas em soja que assustaram a pesquisa e técnicos e se tornaram um tormento para os agricultores na última safra, foi mais um importante tema debatido na Casa do Plantio Direto 2013. Dirceu Gassen, da Cooplantio e o Jerson Guedes, da Universidade Federal de Santa Maria, trouxeram importantes informações sobre a identificação da praga para os agricultores e técnicos. Outro importante tema discutido na programação do dia oito foi a demanda de nutrientes para altos rendimentos das culturas de soja e trigo. Coordenada pelo Engenheiro-Agrônomo Décio Fernando Neuls, a palestra do Professor Pedro Escosteguy, da Universidade de Passo Fundo, foi um bate-papo informal que estimulou a participação e o esclarecimento de dúvidas de agricultores e técnicos. Escosteguy destacou que o alto rendimento de uma planta ou semente não funciona de forma isolada, só é possível pela soma de vários fatores como a escolha do cultivar, com alto potencial de rendimento e adaptado a cada região; da adoção das melhores tecnologias de manejo da cultura e das condições ambientais como o clima, solo, manejo de doenças, pragas e plantas daninhas.
O encerramento da programação da Casa do Plantio Direto trouxe para a discussão um desejo da maioria dos agricultores de soja da região Norte do Estado: alcançar a marca de 6 toneladas ou 100 sacos por hectare. O tema foi tratado na palestra da manhã chuvosa do dia 8 de março, ultimo dia de Expodireto, pelo Engenheiro-Agrônomo Dirceu Gassen, Gestor de Marketing e Serviços da Cooplantio, em um auditório lotado de agricultores e técnicos.
A edição 2013 da Casa do Plantio Direto foi uma promoção da Revista Plantio Direto, Fundação Agrisus, CASE IH e Semeato.