Acompanhamento Mensal de Quatro Lavouras em Diferentes Sistemas de Manejo


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Publicado em: 01/06/2012

Acompanhamento mensal de quatro lavouras em diferentes sistemas de manejo.

Lavouras A (esquerda) e B (direita) com detalhes da cobertura de solos em 02 e 29 de junho de 2012.

Lavouras C (esquerda) e D (direita) com detalhes da cobertura de solos em 02 e 29 de junho de 2012.

Observações do período

Em maio as lavouras A e B estavam sob pousio desde a colheita de soja feita em março. O pousio de outono predomina em mais de 90% das lavouras do Sul do Brasil. Sendo uma prática que permite o estabelecimento e sobrevivência de pragas, patógenos e plantas daninhas. Ambas as áreas apresentavam populações elevadas de grilos com o consumo de plantas pela praga. Tam-bém a presença de plântulas de buva, estabelecendo com vigor pela ausência de cobertura de solo com plantas cultivadas.

Na lavoura A, no final de maio foi semeada aveia, que se encontrava na fase de alongamento em 29 de junho. Enquanto a lavoura B continuava em pousio, com ambiente favorável a pragas de solo, plantas daninhas e patógenos estabelecidos em soja da safra anterior.

A lavoura C teve milho no verão e permaneceu em pousio durante todo o outono. Com semeadura de trigo na última semana de junho. No período de outono foi feito o controle de plantas espontâneas com o uso de herbicidas pós-emergentes.

Montículos de terra de galerias de grilos na área B, com monocultura de soja e pousio de inverno, em 02 de junho de 2012.

Planta de buva em 02 de junho de 2012.

A lavoura D teve soja no verão, pousio no período de março e abril, com semeadura de aveia em maio.

As lavouras C e D foram cultivadas com sistemas planejados de rotação de soja com milho no verão, e não apresentaram problemas com pragas de solo (grilos e corós) ou manchas de reboleiras causadas por nematoides e patógenos de solo (rizoctônia). Apesar de períodos prolongados em pousio, a rotação de culturas no verão, a semeadura de aveia e nabo-forrageiro para adubação verde, evidenciam estratégias de supressão biológica de pragas e patógenos de solo e de plantas daninhas resistentes a herbicidas.

De forma geral, nas quatro lavouras, percebem-se dificuldades na qualidade de semeadura. A abertura e fechamento de sulcos são deficientes, com movimentação exagerada de solo e deficiência na distribuição de sementes e baixa qualidade no estabelecimento de plântulas.

Tempo

Os registros de chuvas mostraram o mês de maio com apenas 29 mm, 22% das precipitações normais. A falta de chuvas foi usada como argumento para o não cultivo de culturas destinadas à adubação verde de outono. Em contraste, os agricultores que semearam nabo em março ou início de abril estavam com as lavouras na fase de floração e com abundância de massa verde.

Em junho foram registrados 187 mm, 45% acima das normais para o mês. As práticas de manejo de culturas, época de semeadura, rotação de culturas e processos que ajudam a planta a expressar rendimentos elevados evoluíram, com expectativas de rendimentos elevados. Entretanto, a distribuição irregular de chuvas e as dificuldades na previsão de eventos climáticos continuam sendo fatores que limitam a adoção de práticas preventivas de manejo de lavouras.

Publicado na Revista Plantio Direto, edição 129, maio/junho de 2012.