Lavouras referência de manejo
Lavouras A (esquerda) e B (direita) com detalhes da cobertura vegetal em 17 de setembro e 12 de outubro de 2010.
Lavoura C (esquerda) com detalhes da cobertura de solo com semeadura de aveia e lavoura D (direita) com milho semeado sobre nabo-forrageiro dessecado, em 17 de setembro e 12 de outubro de 2010.
Depois do período seco em agosto, com 33% do volume de chuvas normais, setembro continuou com precipitações escassas até o dia 19. Em dois dias, na seqüência, choveu 168 mm completando o mês com 16% acima da normal para setembro.
O mês de outubro, com poucos dias de chuva e precipitação normal, completou um período de três meses muito favorável ao desenvolvimento de trigo e de cevada.
As chuvas concentradas em poucos dias resultaram em dificuldades para o estabelecimento inicial de milho. A semeadura de soja foi adiantada em função do clima favorável para semear.
A distribuição das chuvas continua irregular e localizada, característica dos períodos de La Niña.
Temperaturas e precipitações médias mensais de 30 anos e as constatadas em 2009 e 2010.
A área A, onde se cultivava trigo no inverno e soja no verão, nesse ano teve pousio, pela expectativa econômica pessimista na fase de semeadura do trigo. Essa área teve o desenvolvimento espontâneo de azevém e outras plantas esporádicas em manchas. Percebeu-se a presença de plantas de azevém resistentes ao glifosato, porém poucas plantas de buva, resultado da estratégia de cultivos de inverno em anos anteriores.
A área B, com pousio no inverno e soja no verão há vários anos, evidenciou a distribuição generalizada de azevém resistente ao glifosato e presença de buva de vários estádios de desenvolvimento.
A área C teve aveia branca na fase final de enchimento dos grãos. Não havia presença significativa de plantas daninhas, evidenciando a importância da rotação de culturas na geração de renda e no manejo fitossanitário da lavoura.
Plantas de azevém e buva resistentes ao glifosato, depois da dessecação, na área A em 12 de outubro de 2010.
Buva em diferentes estádios de desenvolvimento e azevém resistentes ao glifosato na área B, em que se pratica o pousio no inverno, em 12 de outubro de 2010.
A área D teve nabo-forrageiro no inverno, para adubação verde e recebeu correção da fertilidade com a aplicação de calcário e de potássio. Foi dessecada em agosto e teve a semeadura de milho no início de setembro. Em 12 de outubro as plantas de milho apresentavam três folhas verdadeiras, início do desenvolvimento vegetativo. O espaçamento de 50 cm entre linhas e população de 76 mil plantas de milho por hectare. Não havia problemas com populações de buva ou azevém resistentes ao glifosato, nem presença de plantas daninhas de difícil controle.
As observações nas quatro áreas evidenciam com muita clareza a importância e a necessidade da rotação de culturas no manejo de plantas daninhas, pragas e doenças.
Revista Plantio Direto, edição 119, setembro/outubro de 2010.