Semeato demonstra lançamentos em Dia de Campo
Aconteceu nos dias 15, 16 e 17 de setembro, a primeira edição do Dia de Campo Semeato. O evento realizado na propriedade de Ivan e Luciano Possebom, em Bela Vista, RS, teve como objetivo demonstrar as inovações e tecnologias desenvolvidas pela empresa. A Semeato apresentou ao público de 500 agricultores da Região Norte do Rio Grande do Sul, 14 modelos de máquinas para pequenas, médias e grandes propriedades. O enfoque do dia de campo foi o plantio direto de qualidade, destacando o corte de palha e as alternativas para os diferentes tipos de solos e condições de topografia. Um dos destaques foi o conjunto de facão com desarme automático para plantio em solos pedregosos. Segundo Eduardo Copetti, Gerente Desenvolvimento Mercado e Produto da Semeato, esse sistema traz mais agilidade ao plantio e maior rendimento operacional.
A Semeato trabalha ativamente no desenvolvimento de tecnologias que atendam as demandas dos agricultores e, segundo Eduardo Copetti , nos últimos anos houve um aumentado considerável na procura por máquinas sem adubo, só semente. Esses modelos são destinados ao agricultor que faz adubação do sistema, antecipada ou a lanço. Na Região Centro Oeste esse é o padrão solicitado no momento da aquisição de semeadoras, pois a adubação é feita a lanço na maioria das propriedades e as máquinas necessitam apenas do mecanismo para deposição da semente. ”No Rio Grande do Sul, as Regiões de Santo Ângelo e São Luiz Gonzaga foram as primeiras a solicitar esse tipo de semeadora, que tem alto rendimento no plantio. Hoje já se percebe que praticamente todas as regiões do Estado estão demandando modelos com essa característica. A maioria dos modelos Semeato possui essa alternativa (só semente) para atender aos agricultores que fazem adubação de sistema”, explica Copetti.
Eduardo Copetti: ”O disco ondulado é mais eficiente no corte da palha, principalmente no plantio em solos úmidos ou arenosos, pois evita o encestamento”.
A Semeato apresentou durante o evento 14 modelos de máquinas. As múltiplas, para culturas de inverno e verão, são divididas em quatro famílias e 10 modelos. ”Temos máquina para o pequeno agricultor, que planta 7 linhas de trigo e 3 linhas de soja, por exemplo. Essa máquina é um investimento para o mini e pequeno produtor e possibilita que ele faça todo o plantio direto com rotação de culturas com uma única máquina. Depois os modelos vão crescendo, de 13 até 33 linhas, para grãos graúdos (soja, milho, feijão, algodão) e para grãos finos (trigo)”.
A qualidade do plantio direto começa com uma semeadura bem feita, por isso a Semeato desenvolve produtos focando nesse objetivo e lançou no início de 2010 um disco ondulado, com 25 ondas. Para Eduardo Copetti é uma opção com boa aceitação no mercado. ”É um disco mais eficiente no corte da palha, principalmente no plantio em solos úmidos ou arenosos, pois evita o encestamento. Os agricultores têm avaliado muito bem os resultados do disco ondulado, tanto no momento do plantio quanto no desenvolvimento da cultura”.
Futuro e novos mercados
Para Copetti um dos grandes desafios da indústria de máquinas para plantio direto ainda é a questão do revolvimento do solo na abertura de sulco. O que todo o agricultor deseja e a indústria busca é o plantio invisível. Mas, para isso, deve-se considerar vários fatores como a quantidade de palha sobre o solo, a velocidade de plantio, o tipo de sulcador, a umidade e tipo de solo. Outro ponto importante, é a uniformidade na profundidade da deposição da semente. O sistema que controla a profundidade da semente já evoluiu, mas pode melhorar, para uma germinação rápida e uniforme.
Quanto ao futuro Copetti demonstrou preocupação ao avaliar o plantio direto em algumas lavouras. ”A rotação de culturas e a abundância de palha sobre o solo, essenciais para o plantio direto, foram deixadas de lado. Estamos fazendo plantio sem lavrar. Não se pensa em um sistema de produção com o uso do plantio direto”.
A Semeato atende o mercado externo, principalmente o Leste Europeu. Nesses países os agricultores necessitam semeadoras de grande porte, com 6 e 12 metros. De acordo com Copetti, além das máquinas há grande demanda por informações sobre plantio direto. ”Eles estão vivendo o que nós vivemos no início dos anos 90 aqui no Brasil. Buscam conhecer nossa realidade para adaptar às necessidades deles. Por essa razão, não podemos entrar nesse mercado oferecendo só a máquina, precisamos disponibilizar também a informação sobre o sistema de produção com plantio direto e ajudá-los na adaptação”, finalizou.
Revista Plantio Direto, edição 119, setembro/outubro de 2010.