As Lições e as Ações para o Manejo da Resistência a Herbicidas


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Publicado em: 01/04/2010

As lições e as ações para o manejo da resistência a herbicidas

Na programação da Casa do Plantio Direto 2010 o pesquisador da Fundacep, Dr. Mario Bianchi, abordou a resistência de plantas daninhas. Ele traçou a evolução do uso de herbicidas para controlar plantas daninhas ao longo dos anos, possibilitando o entendimento das ações que levaram a seleção de plantas resistentes e estratégias para retardar e evitar a seleção de novas populações consideradas problema.

Para o pesquisador, conhecendo a história é possível prevenir problemas no futuro. ”Não podemos estar sempre correndo atrás do prejuízo. Chegou o momento em que o agricultor precisa adotar uma postura preventiva e se antecipar ao problema de resistência. Quem já não teve plantas daninhas resistentes à herbicidas na propriedade? Acredito que poucos agricultores podem se dizer livres do problema. Todos já tiveram essa experiência, com maior ou menor ntensidade, pois é uma situação comum nas lavouras do Rio Grande do Sul” comentou.

Produtos utilizados para o controle de plantas daninhas entre 1980 e 2010.

Para Bianchi, as perguntas que os agricultores e técnicos mais fazem são: o que pode ser feito para manejar plantas daninhas resistentes e qual será a próxima espécie problema? Bianchi explicou que uma das formas de prevenção é olhar para o passado. Conhecer o que foi feito e as razões dos problemas. ”Conhecer e entender as falhas e a partir daí adotar um manejo que reduza ou elimine o risco de resistência. Isso envolve técnicas de manejo além do uso de herbicidas”. O pesquisador explicou que o herbicida não elimina todas as plantas daninhas existentes na lavoura e, aquelas que permanecem, caso o mesmo produto seja aplicado continuamente, irão produzir sementes e manter a característica de resistência.

Entre 1970 e o final dos anos 1980, de modo geral, o agricultor fazia preparo de solo no cultivo da soja e também no de milho, e para o controle de plantas invasoras usava basicamente dois herbicidas em pré-plantio, incorporados ao solo ou na pré-emergência das plantas daninhas. O papuã era uma das plantas daninhas que escapava do controle e para eliminá-lo era necessário o uso da capinadeira mecânica.

A leiteira teve os primeiros relatos como planta daninha problema no Brasil em 1978, quando a pesquisa começou a trabalhar alternativas de controle químico. A partir de meados da década de 1980 houve significativo avanço no controle desta espécie daninha com o lançamento do herbicida imazaquim (Scepter).

Com a adoção do Sistema Plantio Direto, abandonou-se o preparo do solo para eliminar as plantas daninhas e a dessecação passou a ser utilizada no manejo das áreas. ”Nesse processo se usava glifosato + 2,4-D ou, em alguns casos, duas a três semanas depois do glifosato era feita uma nova aplicação com Gramocil, produto que também era alternativa para a dessecação”.

A mistura de Scepter + trifluralina foi muito utilizada e por longo tempo, no manejo das áreas sob plantio direto. Em decorrência do uso continuado do herbicida Scepter, surgiram populações de leiteira resistentes e, logo em seguida, apareceu o balãozinho ou saco-de-padre, como planta daninha problema. ”No final da década de 1990, o balãozinho tornou-se um problema muito sério, porque não existia herbicida que o controlasse. Em pós-emergência alguns produtos davam uma ”sapecada”, mas ele voltava a crescer e dificultava a colheita e a separação da sua semente do grão da soja”. Segundo Bianchi, não existia alternativa de herbicida eficaz. A história da seleção da leiteira se repetiu com o balãozinho, que foi selecionado pelo uso continuado de produtos com o mesmo modo de ação. ”Em momentos diferentes foram selecionadas as duas espécies daninhas, pelo uso contínuo do mesmo herbicida”, reforça.

O balãozinho que era tolerante e a leiteira que se tornou resistente a herbicidas pertencentes ao grupo de inibidores de ALS, foram dois problemas bastante sérios na época. Em 1993 foi registrado o picão-preto como resistente aos herbicidas desse mesmo grupo. ”É claro que a leiteira e o picão-preto resistentes não se expandiram para todas as áreas de soja do Rio Grande do Sul, mas muitas lavouras apresentaram o problema”, explicou Bianchi.

A chegada da soja geneticamente modificada, resistente ao glifosato, foi a solução a partir de 1995. Os primeiros cultivares de soja introduzidos ilegalmente no Rio Grande do Sul deram início a ampla adoção da tecnologia, fazendo com que já no ano 2000 a soja RR ocupasse 80% das áreas no Estado. ”Com a soja transgênica, o glifosato pôde ser usado, em pós-emergência, no controle do balãozinho, leiteira e picão-preto. Assim, o balãozinho desapareceu das lavouras cultivadas, mas em áreas sob pousio ele ainda está presente” reforça o pesquisador.

Bianchi lembra que, com a soja RR os agricultores otimistas pensaram que era o fim do problema de plantas daninhas nas lavouras. Passaram a usar apenas glifosato no manejo das áreas ao invés de trabalhar com glifosato + 2,4-D, por exemplo, ou fazer a dessecação com glifosato e depois aplicar paraquat+diuron (Gramocil) para fazer a limpeza da área.

Em 1994 a corriola era uma espécie secundária, com freqüência em torno de 40% das lavouras. Em 2004/2005, ela passou a ocorrer em mais de 90% das áreas. Uma planta que não era problema tornou-se uma das mais importantes espécies daninhas. Isso aconteceu pelo uso exclusivo de glifosato na dessecação, em pós-emergência e em doses inadequadas para o controle. ”As doses situavam-se abaixo do necessário para o controle ou a aplicação era efetuada em época inadequada, com a planta daninha totalmente desenvolvida. Essa planta começou a ”escapar” do controle, produzir sementes e aumentar a sua presença nas lavouras. O glifosato controla a corriola, mas em doses maiores que as normalmente utilizadas”, explicou Bianchi.

Frequência de espécies daninhas na cultura da soja no Planalto Gaúcho nas safras de 1994/95 e 2005/06. (Bianchi, 1995; Bianchi, 2006).

A buva, que praticamente não aparecia como problema em 1994/95, em 2005/06 estava em 30% das áreas. A poaia-branca aumentou muito sua presença aparecendo em 20-25% das áreas. Em alguns casos foi registrada também a presença da trapoeraba, planta típica de regiões com temperatura mais elevada. ”Temos 40 anos de uso de herbicida e pode se dizer que a cada 10 anos apareceu um novo problema, mas na última década houve um aumento significativo no aparecimento de novas plantas daninhas resistentes” considerou Bianchi.

Comparando levantamentos realizados nas safras de soja convencional em 1994/95 e em soja RR na safra 2005/06 percebe-se que o picão-preto, a leiteira e o papuã continuaram sendo as principais plantas daninhas, sendo que o papuã teve tendência de aumento. A corriola foi, com destaque, o maior problema ”A corriola, o papuã e a milhã germinam por longos períodos apresentando plantas em vários estádios de crescimento. Por isso é necessário fazer o controle um pouco mais tarde para eliminar as plantas daninhas desenvolvidas e as sementes que estão germinado, quando a soja estiver no 3º ou 4º trifólio, ou um pouco mais adiante”.

Segundo o pesquisador, nessa fase o manejo comumente utilizado contemplava dois litros de produto comercial a base de glifosato na dessecação e dois na pós-emergência. Essa dose controlava plantas com duas a quatro folhas somente. Como foram retirados herbicidas residuais do manejo em pré-semeadura, mesmo que o glifosato controlasse só plantas pequenas, não teria ação residual no solo, podendo ocorrer um novo fluxo de corriola mais adiante, produzindo sementes.

A situação mais grave, pelo tamanho de área infestada, é o azevém resistente ao glifosato, identificado em 2003, na região de Vacaria, RS, e que hoje está disseminado em todo o Estado, além da buva resistente, que foi identificada em 2005. Essas duas espécies têm grande importância em matéria de manejo e causam grande preocupação aos agricultores.

A explicação para o aparecimento de plantas resistentes ao glifosato é o uso desse ingrediente ativo de forma contínua. ”No caso do azevém, se utilizava apenas glifosato para sua dessecação no inverno, há muitos anos, mesmo antes da soja RR”. No caso da buva, Bianchi explica que ela não era uma planta daninha problema na década de 1990. Era facilmente controlada pelo uso do glifosato + 2,4-D. ”Com a alternância de ingredientes ativos de herbicidas a buva não se tornou problema até o momento em que o glifosato passou a ser o único produto usado, retirando-se outros herbicidas com ação sobre essa espéciel do manejo de plantas daninhas em soja”.

O aumento do número de plantas daninhas resistentes nas lavouras gaúchas é conseqüência da soma de fatores como a monocultura de soja, a área inexpressiva de milho para rotação e o volume de palha insignificante. Em muitas áreas o plantio direto é apenas um plantio sem lavrar. Houve o aumento da área de soja e redução na área de trigo, período no qual é feito o controle das plantas daninhas que sobraram do verão e a limpeza da área para o plantio de inverno. ”Ainda temos muitas áreas em pousio, à disposição das plantas daninhas, sem controle de invasoras e sem cobertura de solo. O Rio Grande do Sul tem, em média, um milhão de hectares com cultivos de inverno e os outros três milhões ficam expostos por quase seis meses. Aos poucos a situação está mudando, pois, o controle da buva tem obrigado os agricultores a fazer cobertura de solo no inverno”.

De acordo com Bianchi, foi retirada a pressão de controle que havia sobre a buva, usando um só herbicida, sem palha e sem rotação de culturas, ficando apenas a monocultura da soja e o uso do glifosato, ano após ano. ”Tiramos a ”tampa do poço” liberando a emergência das sementes presentes no solo. Em função disso, com o passar do tempo e com o uso continuado do glifosato na dessecação e na pós-mergência foram, selecionadas populações resistentes e agora temos que manejar a resistência dessa espécie”.

Lavoura onde foram aplicados 3,5 litros/hectare de glifosato (dose recomendada para controle de buva). A maioria das plantas morreu e algumas não sofreram com a ação do herbicida. Um caso típico de seleção, em que as plantas que não morreram podem ser consideradas resistentes em breve.

Como estratégia o pesquisador sugere a retomada de algumas ações praticadas no tempo da soja convencional ou no início do plantio direto, como a dessecação usando 2,4-D, que controla a buva, e retomar o uso de glifosato + herbicida com ação residual e glifosato + herbicida em pós-emergência.

Bianchi considerou que o uso exagerado de herbicidas acontece devido ao custo baixo dos produtos. ”Muitas vezes se usa mais do que é necessário para o controle das plantas daninhas, não só porque o produto é eficaz, mas porque sai quase de graça para o produtor, principalmente quando são produtos de procedência duvidosa. É importante que o agricultor tenha consciência de que a dose maior de herbicida, aumenta a força exercida sobre a população de plantas daninhas, isso leva a seleção daquelas que são resistentes e que no futuro serão um problema na lavoura. O pesquisador acredita ainda que o uso continuado de metsulfuron poderá, rapidamente, selecionar outras espécies resistentes. ”Se isso ocorrer estaremos jogando fora uma importante ferramenta de manejo de pastagens e da cultura do trigo que são o foco desse herbicida”.

Lições

A seleção de populações de plantas daninhas resistentes decorre do uso excessivo e repetido do mesmo herbicida ( com o mesmo mecanismo de ação).

O herbicida sozinho é uma alternativa para o controle de plantas daninhas e não a solução definitiva de manejo.

O segredo do sucesso no controle de plantas daninhas está na habilidade da pesquisa, da assistência técnica e do produtor, de integrar os métodos de controle. Nesse sentido não se pode esquecer que existe cobertura de solo, rotação de culturas e, por conseqüência a alternância de herbicidas com diferentes ingredientes ativos e mecanismos de ação.

O principal ponto no controle de plantas daninhas é adotar estratégias que reduzam o número de sementes produzidas, pois, quanto menos sementes estiverem disponíveis no solo, menor será a população e quanto menor a população de plantas daninhas menos prejuízo iremos causar e menores as chances de selecionar plantas daninhas tolerantes ou resistentes.

Ações

Uso de herbicidas com mecanismos de ação diferentes daquele que a espécie daninha apresenta resistência e que sejam eficientes (exemplo: glifosato + 2,4-D no controle da buva).

Cobertura do solo (supressão da planta daninha pela cobertura abundante).

Rotação de culturas (exemplo: o nicosulfuron + atrazina no milho controlam buva estabelecida e a que irá germinar).

Difusão das informações

Possibilidade para o futuro

Buva resistente a EPSPS e ALS

Motivo: uso excessivo de metsulfuron e clorimuron

Azevém resistente a EPSPS e ACCase e/ou ALS

Motivo: uso excessivo de graminicidas e iodosulfuron

Seleção de espécies tolerantes ao glifosato

Exemplo: corriolas, trapoeraba e poaia-branca

Toxicidade a culturas

Motivo:

a) Soja RR&ALS seguido de trigo sensível ao resíduo de ALS.

b) Confusão na aplic ação de herbicidas

Assistência técnica altamente treinada para manejo em sistemas de produção.

Durante a palestra Bianchi foi questionado quanto à viabilidade do aumento da dose para o controle de plantas tolerantes. O pesquisador considerou que depende sempre do grau de tolerância da planta. Ele explicou que a dose elevada irá suprimir o crescimento, mas a planta irá se recuperar depois da metabolização do herbicida e assim voltará a crescer. Os herbicidas geralmente são recomendados para um grupo de invasoras, para o qual ele é bastante eficaz, as outras plantas são tolerantes, por isso, misturar outro herbicida é mais eficiente que aumentar a dose, concluiu o pesquisador.

Outra pergunta foi sobre o controle de buva em pós-emergência da soja. ”O nível de controle de plantas que escapam da dessecação não é bom devido ao tamanho das plantas.O glifosato+clorimuron é a alternativa viável técnica e economicamente, mas usar glifosato + clorimuron na mesma aplicação aumenta a fitotoxicidade na soja, porém o controle é bem maior do que se aplicar em separado”. Bianchi explicou que os produtos à base de clorimuron sozinhos são herbicidas para pós-emergência inicial de plantas como picão com 4 a 6 folhas, carrapichão em torno de 4 folhas, buva até a fase de roseta. ”Sobras de plantas da dessecação vão rebrotar, e aplicar a mistura de herbicidas em buva com mais de 15 cm de altura, a planta daninha retomará o crescimento e a lavoura estará infestada, porque não é um produto indicado para plantas grandes”.

Também houve questionamento quanto ao controle de buva em soja, pensando na prevenção de resistência. Para Bianchi o que há de melhor para o controle de buva (plantas grandes, com mais de 15 cm) é a aplicação seqüencial. A primeira, 3 a 4 semanas antes da semeadura, com glifosato + 2,4-D, por exemplo. Próximo à semeadura o uso do Gramoxone, Gromocil ou Finale são produtos com mecanismo de ação diferentes do glifosato e 2.4-D. Para plantas menores (até 15 cm), dessecar próximo à semeadura com glifosato + clorimuron ou diclosulam. Outros produtos, que podem ser usados e que tem ação apenas na pré-emergência da buva são: imazetapir, sulfentrazone ou flumioxazin. Bianchi ressaltou que em plantas já estabelecidas esses produtos não têm controle eficaz.

”O controle da buva precisa ser integrado, porque não adianta um agricultor controlar e o vizinho dele não. Considerando que uma planta de buva produz de 250 a 300 mil sementes, a capacidade de infestação e disseminação é muito grande. A forma de manejo é minimizar ou evitar a produção de sementes. O período ideal para controle é no pós-colheita de soja e antes do plantio do trigo. Em áreas que não terão trigo (áreas de pastagens ou de pousio) acontece outro fluxo de germinação das sementes de buva no final agosto e início de setembro, sendo esse o período para controle. Deve-se monitorar a área e quando começar aparecer a buva, fazer o controle, com as plantas ainda pequenas. O monitoramento deve ser intensificado em áreas de pousio, sem produção de grãos. Fazendo isso, o número de plantas de buva que chega na cultura da soja com capacidade de produzir sementes é muito pequeno”.

Outro aspecto questionado foi sobre tecnologia de aplicação e a seleção de populações resistentes. Bianchi usou como exemplo uma lavoura de soja no 4º trifólio e a aplicação de 40g/ha de clorimuron. De acordo com o pesquisador, o topo da planta receberá as 40g, mas as folhas de baixo não. Então a planta daninha que está na mesma altura da soja irá receber dose cheia e aquela que está em baixo, sombreada, receberá bem menos produto. ”Na própria aplicação vamos ter uma super dose e uma sub-dose pelas características da aplicação. Não há como colocar a mesma dose em todas as plantas daninhas da lavoura, por isso podemos estar selecionando também com a tecnologia de aplicação adequada”.

Bianchi complementou afirmando que não há comprovação de que uma sub-dose ou uma superdose irão tornar a planta daninha resistente a determinado herbicida, pois, o exemplar resistente já existe na natureza, só depende da seleção. Isso acontece com o uso sucessivo do mesmo ingrediente ativo. Como colocado anteriormente a superdose e a subdose acontecem já durante a aplicação do herbicida, pois o produto atinge as plantas na lavoura desuniformemente. ”Temos a convicção que a superdose não define, mas acelera a processo de seleção. Por isso, usar a dose recomendada é a melhor opção. A chave é a alternância de mecanismos de ação quando se pensa em herbicidas, pois o produto sozinho não é a solução. Fundamental é integrar os métodos de controle, com a rotação de culturas e muita palha na cobertura das lavouras”.

Esquemas de uso de herbicidas usando dose recomendada com alternância do mecanismo de ação.

Tendências 2010 a 2040

Estará disponível no mercado a soja com resistência ao glifosato e com tolerância a sulfoniluréias; logo estará disponível soja resistente a glifosato e com tolerância a sulfoniluréias e imidazolinonas; soja com resistência apenas a imidazolinonas. Já existe milho RR e logo estará disponível o milho RR&Liberty Link. Com isso aumentam as potencialidades do manejo de soja e de milho com maior número de herbicidas, havendo um predomínio de inibidores de ALS, em soja. No futuro, em torno 2020, teremos soja RR + resistência ao dicamba. Além disso, haverá necessidade de controlar as plantas cultivadas com as características de resistência e/ou tolerância citadas, que emergirem após a colheita (decorrentes de perdas no processo de colheita mecanizada). O controle dessas plantas pode se tornar uma tarefa difícil e de maior custo. O desafio será manejar um sistema de culturas considerando a resistência de plantas daninhas, destacando ainda mais a necessidade de uma assistência técnica altamente treinada.

Conclusões gerais

O uso isolado e sucessivo de herbicidas do mesmo grupo é uma prática ineficiente para controle de plantas daninhas a médio e longo prazos.

A mistura de ingredientes ativos de diferentes mecanismos de ação reduz a velocidade de seleção de populações de plantas daninhas resistentes.

O manejo eficiente de plantas daninhas deve incluir a rotação de culturas e a produção de palha para a cobertura de solo

Com a rotação de culturas são usados herbicidas e práticas de manejos diferentes, que facilitam a redução da quantidade de sementes de plantas daninhas nos sistemas de produção.

Evitar o pousio e estimular a adubação verde ou cultivo de plantas para a produção de palha são importantes práticas de manejo de plantas daninhas.

É importante entender o mecanismo de seleção de populações resistentes à herbicidas, conhecer a forma como ocorreram os problemas nos últimos anos, adotar a alternância de práticas e novos conhecimentos para evitar a seleção de plantas daninhas resistentes.

Revista Plantio Diret, edição 116, março/abril de 2010. Aldeia Norte Editora, Passo Fundo, RS.