Pioneer comercializa treze diferentes híbridos de milho com a tecnologia YieldGard®
A Pioneer, comercializa no Brasil, já nessa safra verão, treze diferentes híbridos com a tecnologia Yieldgard®. A tecnologia com o gene Bt estará presente nos seus principais híbridos de milho atualmente comercializados no mercado como o 30F53, 30R50, 30K64, 30K75, 30F80, além de outros.
Essa tecnologia confere ao milho maior proteção contra o ataque de pragas importantes como a broca da cana-de-açúcar e a lagarta do cartucho, proporcionando a possibilidade de redução nas aplicações de inseticidas, melhorias na qualidade de grãos, além de outros benefícios. Dependendo do nível de pressão desses insetos, da fase da cultura, das condições climáticas no momento do ataque, os danos causados tanto na produtividade como na qualidade do produto final, podem ser maiores do que 40%, caso as pragas não sejam controladas adequadamente. Por esses aspectos, a tecnologia Bt trará inúmeros benefícios ao agricultor brasileiro, a exemplo de outros países como Estados Unidos, Canadá e Argentina, além de outros, onde essa tecnologia já faz parte da vida dos agricultores há vários anos.
A Pioneer, durante o período de avaliação da tecnologia, conduziu ensaios sob regime de contenção, ou seja, dentro das suas estações de pesquisa, sob autorização do órgão responsável, a CTNBio, a fim de obter informações seguras sobre a tecnologia e registrar seus híbridos para futura comercialização. Após a aprovação e liberação da tecnologia Yieldgard®, a Pioneer instalou em mais de 150 locais, campos demonstrativos para avaliação de eficiência agronômica, aumentando ainda mais o conhecimento sobre a tecnologia em condições ambientais e de manejo brasileiras.
Esses estudos de campo serviram para aprimorar e treinar o departamento técnico da Pioneer, a rede de representantes da empresa, além de permitir reunir informações consistentes para o treinamento dos agricultores e dos profissionais que atuam na área da assistência técnica por meio de inúmeros eventos realizados pela empresa. A programação inclui a realização de aproximadamente 200 dias de campo e 35 encontros técnicos.
A tecnologia YieldGard®
A tecnologia YieldGard® tem sua origem numa bactéria de solo identificada como Bacillus thuringiensis (Bt) . Essa bactéria foi descoberta em 1911, na Alemanha. Em 1938, na França, formulações contendo colônias dessa bactéria foram comercializadas como inseticida biológico.
O Bacillus thuringiensis produz proteínas específicas com ação inseticida conforme a ordem dos insetos. Hoje são mais de 50 diferentes famílias organizadas segundo um código numérico. No caso da tecnologia YieldGard®, há produção de uma proteína que possui ação inseticida sobre importantes pragas da cultura do milho, como por exemplo, a broca da cana-de-açúcar e a lagarta do cartucho. Para que os insetos morram, eles necessitam ingerir partes de plantas contendo essa proteína. Após a ingestão, a proteína na forma de cristal, libera o seu núcleo ativo ligando-se a receptores específicos no trato digestivo dos insetos, provocando poros, destruindo tecidos, levando-o até a morte. Isso significa dizer que, mesmo com a tecnologia YieldGard® ocorrerão sintomas de raspagem das folhas, fazendo com que o produtor adote o monitoramento como uma prática rotineira em sua lavoura.
Benefícios da tecnologia
O benefício inicial e direto é a presença da proteína com ação inseticida em todas as partes da planta e durante todo ciclo. Isso permite o controle das pragas-alvo desde as fases iniciais de desenvolvimento da cultura até as fases finais, minimizando as reinfestações, evitando, no caso da lagarta do cartucho, o seu possível alojamento nas espigas, perfurações na palha e conseqüente podridão de grãos e produção de micotoxinas.
As micotoxinas são substâncias produzidas por fungos, potencialmente cancerígenas e muito prejudiciais para os seres humanos e animais, em especial para as aves e suínos, pois reduzem a conversão alimentar, atrasando o abate devido à maior incidência de diarréias, aumentando a mortalidade, incidência de câncer, distúrbios reprodutivos, além de outros.
A expressão da proteína durante todo o ciclo da cultura é um grande diferencial da tecnologia. Atualmente, a eficiência para o controle da lagarta do cartucho, por exemplo, é reduzida, não somente pelos aspectos ligados aos inseticidas utilizados como dose e tecnologia de aplicação, mas principalmente, pela fase da cultura, quando o porte elevado não permite que máquinas e equipamentos entrem na lavoura e façam o controle adequado.
A possibilidade de redução do uso de inseticidas pode contribuir para a diminuição de riscos com intoxicações de agricultores, funcionários e aumentar a eficiência de utilização de máquinas e equipamentos nas propriedades. Estudos realizados em países que utilizam essa tecnologia há mais tempo, concluíram que a tecnologia YieldGard® reduz significativamente os impactos ambientais e sociais por meio da menor utilização de inseticidas, menor número de intoxicações, menor emissão de CO2, economia de combustível, além de outros.
Monitoramento e manejo de resistência de insetos
Uma das maiores preocupações com o uso do milho Bt é a seleção de insetos resistentes que possam reduzir a vida útil dessa tecnologia. O fenômeno de seleção de insetos resistentes já está presente na agricultura há muitos anos. São inúmeros os exemplos de insetos, doenças e plantas daninhas, resistentes à inseticidas, fungicidas e herbicidas, respectivamente. Já foram catalogados mais de 500 casos de insetos e ácaros resistentes a pelo menos uma classe de defensivo agrícola.
Para a tecnologia do milho Bt, a estratégia mais utilizada para o manejo do aparecimento desta resistência é a adoção do plantio das áreas de refúgio. Áreas de refúgio são áreas de milho sem o gene Bt, que devem ser plantadas anexas às áreas com o gene Bt, permitindo assim, que nas redondezas da lavoura plantada com o gene Bt ocorra uma população de insetos suscetíveis, e estes, ao se cruzarem com os possíveis insetos resistentes (escapes), oriundos da área com o gene Bt, produzam uma descendência que mantém uma proporção de indivíduos suscetíveis na população original, evitando-se assim o aparecimento de insetos resistentes.
No Brasil é recomendado o uso de no mínimo 10% de área de refúgio e que a mesma esteja no máximo a 1.500metros de distância do milho Bt. Para maior eficiência da prática do refúgio, recomenda-se plantio de híbrido de mesmo ciclo.
Normas de coexistência e o direito de opção pelo uso da tecnologia
Por determinação da CTNBio, através da Resolução Normativa n° 4, de 16 de agosto de 2007, fica estabelecido as distâncias mínimas entre os cultivos comerciais de milho geneticamente modificados e não geneticamente modificados em áreas vizinhas, visando a coexistência entre os sistemas de produção.
Segundo as normas, as lavouras de milho geneticamente modificadas deverão ter uma distância de isolamento de 100 metros ou 10 linhas de milho convencional de mesma estatura como bordadura, isto é, ao redor da lavoura com o gene Bt, acrescidas de outros 20 metros de isolamento. A área de isolamento pode ser plantada com qualquer cultura (exceto milho), ou permanecer em pousio.
Fonte: Imprensa Pioneer Sementes