O desafio de produzir para o mercado mundial
Com o objetivo de difundir informações do setor aos produtores associados aconteceu de 23 a 25 de junho, em Gramado (RS), o 23o. Seminário Cooplantio. Promovido pela Cooperativa dos Agricultores de Plantio Direto – Cooplantio, o evento contou com a participação de 1.200 pessoas que acompanharam na programação 10 palestras e dois painéis focados na produção para o novo mercado mundial.
Autoridades na cerimônia de abertura do 23o Seminário Cooplantio
A palestra de abertura do evento foi de Fábio Chaddad que fez uma análise da oferta e demanda de alimentos e a conseqüente oportunidade para o agricultor brasileiro. Segundo ele, alguns fatores foram determinantes para a alta dos preços das commodities agrícolas, principalmente na última safra, entre eles estão as condições climáticas desfavoráveis e quebras de safra; estoques mundiais em níveis baixos; a desvalorização do dólar americano; o crescimento da participação de fundos institucionais em mercados de commodities; o aumento do preço do petróleo e fertilizantes; o uso crescente de grãos e oleaginosas na produção de biocombustíveis e o progressivo aumento da demanda por alimentos, impulsionado pelo crescimento populacional e do poder aquisitivo.
No longo prazo Fábio Chaddad projetou que os preços reais de commodities agrícolas tendem a cair e ainda haverá uma possível redução de margens na atividade agrícola, conseqüências das mudanças estruturais no setor que farão o produtor rural enfrentar além dos tradicionais riscos de preços e produção, a necessidade de produzir em escala atendendo as crescentes exigências de qualidade no mercado mundial.
Mais de 1.200 associados de diversas regiões do Sul do Brasil participaram do evento.
Para Chaddad, o Brasil será o maior beneficiário da expansão do comércio internacional e do alta de preços agrícolas, pois há limites para os aumentos de produção de grãos no futuro, principalmente na Ásia onde os recursos naturais terra e água são escassos, a infra-estrutura é deficiente, a estrutura fundiária e legislação restringem a consolidação da produção e a baixa tecnificação e capacitação de pequenos agricultores desfavorecem a produção em escala.
Fábio Caddad finalizou afirmando que as perspectivas para o produtor brasileiro são muito positivas. Contudo, há a necessidade de desenvolvimento da capacidade gerencial, aumento da produtividade, controle rigoroso de custos, priorização da qualidade na produção, gestão de riscos e a atuação de cooperativas fortes no segmento.
Abertura de mercados
O administrador Márcio Edson Castro Mitidieri tratou da certificação da produção agropecuária e afirmou que a rastreabilidade do processo produtivo é uma ferramenta importante para a abertura do mercado externo. Segundo ele, a tendência é a de que os consumidores de forma geral queiram conhecer a origem e a forma de produção dos alimentos que consomem. ”Quando o consumidor adquire um produto, ele deseja que o mesmo não promova: miséria, desmatamento, trabalho infantil, danos ambientais. A grande questão é: como ele vai ter certeza que isso está sendo feito? Somente através da rastreabilidade e certificação dos produtos o consumidor terá segurança quanto à origem e forma de produção”, considerou Mitidieri. Para ele essa é uma tendência mundial e todo o sistema produtivo terá que se adequar no futuro.
O palestrante explicou que produzir seguindo um conjunto de práticas consideradas boas pelo mercado com a adoção da certificação favorecerá o acesso do produtor a novos consumidores e obtenção de preços diferenciados para seus produtos.
Gerenciamento de empresas familiares
Um tema importante para a realidade do setor primário no Brasil foi abordado por Cilotér Borges Iribarrem, da Safras & Cifras. No 23o. Seminário Cooplantio ele tratou da evolução das empresas rurais familiares. Inicialmente Iribarrem traçou um cenário histórico e contemporâneo da agricultura brasileira destacando a evolução tecnológica e gerencial da produção agropecuária. Segundo ele, o Brasil teve em 15 anos um acréscimo de mais de 55% na produtividade, isso ilustra a notável evolução do segmento, mas há muito ainda para ser feito. Para Cilotér, em um cenário de competitividade e globalização a condução da atividade agrícola como empresa é uma necessidade. ”As áreas continuarão produzindo, mas nem todos os empresários continuarão na atividade”, destacou.
Cilotér Borges Iribarrem, da Safras & Cifras, tratou da evolução das empresas rurais familiares
O crescimento da população influencia muito a produção de alimentos, exigindo mais eficiência do agricultor. Segundo Cilotér, projeções indicam que em 2030 no Brasil mais de 90% da população viverá nos centros urbanos e apenas 9% estará no campo produzindo alimentos. E esse não é um cenário apenas brasileiro é uma tendência mundial. O Brasil detém o maior volume de áreas agricultáveis do planeta. Portanto, o país será cada vez mais estratégico na produção de alimentos.
Irribarem destacou que a produção e gestão estão em crescente evolução. Para ele gerir o negócio exige rigoroso controle de produção, financeiro, tributário, fundiário. A também a necessidade de aumento da escala através de aquisição de novas áreas, de parcerias e da terceirização. O uso de tecnologia na produção, no controle e no gerenciamento de informações é fundamental e, além disso, o treinamento de mão-de-obra é necessário para garantir o sucesso da gestão do negócio. ”Controlar e agir corretivamente! Sem indicadores, não há medição. Sem medição, não há controle. Sem controle, não há gerenciamento”, lembrou o palestrante.
Cilotér reforça que o conceito tradicional de empresa familiar rural, adotado pela maioria das pessoas, está equivocado. No Brasil, 90% das empresas rurais são familiares e para Irribarem os conflitos habituais nas relações são: intromissão excessiva do pai na gestão do dia-a-dia, o filho não aceita abertamente as sugestões, o pai não escuta ao filho como ele deseja, há desconfiança do pai na capacidade do filho e o pai impõe mais do que delega. Essa situação em partes está enraizada no conflito entre os princípios da empresa: mercado e lucro e os princípios da família: satisfação das necessidades pessoais.
Decisões para manter com vida longa uma empresa familiar
• Nunca é cedo para iniciar o tratamento de sucessão. • O processo de sucessão deve ser iniciado com a participação do fundador. • Família tem que conhecer o negócio economicamente e financeiramente. • Estabelecimento de uma rotina de reuniões com a administração e membros da família. • Desenvolver um clima de diálogo para tratar dos conflitos já existentes e dos que podem aparecer. • Separar claramente os conceitos da família e propriedade. • Estar preparado para alteração do comportamento de alguns familiares após o desaparecimento do fundador. • Conscientizar os herdeiros de que eles vão receber uma propriedade para estabelecimento de uma possível sociedade com o objetivo de manter a escala do negócio. • Não copiar o modelo do fundador, a realidade dele foi diferente do atual. • Não considerar a empresa da família como única fonte de realização profissional para os seus membros. • Estabelecer dois grupos (sócios e gerentes) para uma gradual separação entre proprietários e gestores. • Manter os empregados devidamente informados das mudanças.
Fonte: Safras & Cifras”A arte de combinar empresa e família faz enfrentar no dia a dia dois conceitos que são antagônicos: o amor e o dinheiro. Na família você é aceito pelo que é, na empresa pelo que faz”, considerou Cilotér.
Fertilizantes
O mercado de fertilizantes foi apresentado por Nelson Horowitz, doutor em Ciência do Solo pela UFRGS e Gestor da Unidade de Negócio de Fertilizantes da Cooplantio.
Horowitz iniciou sua apresentação situando o público quanto ao cenário do mercado de fertilizantes, sua importância e influência na produção. Ele explicou que o uso de fertilizantes não é recente, pois de desde 1840 registra-se o uso desses produtos na agricultura. Segundos dados da FAO, se não fosse pelo uso de fertilizantes 3,5 bilhões de pessoas não existiriam pela falta de alimentos no mundo. ”Sem o uso dessa tecnologia, quase 50% dos habitantes do planeta não poderiam existir”, salientou Horowitz.
Nelson Horowitz recomendou o uso inteligente dos fertilizantes, sempre com base em dados técnicos e informações confiáveis.
”Há uma relação estreita entre o consumo de fertilizantes e o aumento da produção no Brasil. A área plantada cresceu muito pouco quando comparada à produção, pois a agricultura brasileira ganhou em tecnologia”.
Segundo os dados apresentados, a área plantada cresceu no período de 1992 a 2007 apenas 2,3% a.a. Enquanto que a produção cresceu 6% acompanhada pelo crescimento no consumo de fertilizantes que chegou a 9% a.a., evidenciando o aporte de tecnologia nas propriedades nesse período.
Para Horowitz o aumento no consumo e o direcionamento de áreas para o plantio visando à produção de biocombustíveis influenciaram na alta dos preços dos alimentos. Os fertilizantes seguiram essa tendência pelo aquecimento da demanda em todo o mundo.
”Nos Estados Unidos, mais de 10 milhões de hectares de soja foram direcionados para o cultivo de milho para a produção de etanol. O milho é matéria prima na cadeia produção de proteína para alimentação animal e é fertilizado mais que o dobro da soja. Isso influencia na demanda por fertilizantes e também nos preço dos alimentos, impactando no mercado. A alta no preço dos principais insumos energéticos como a energia elétrica, o enxofre e o petróleo, também são agentes nesse processo”, explicou Horowitz.
O Brasil é o 4o. consumidor de fertilizantes, representando 5,7% do consumo mundial. Segundo palestrante, o país é um tomador e não um fazedor de preço de fertilizantes. Além disso, o Brasil não se caracteriza como um grande produtor, pois do total do nitrogênio consumido, apenas 25% é produzido no país. De fósforo se produz 49% do total consumido e de potássio, apenas 8% é produzido internamente. Portanto, o Brasil, em especial o Rio Grande do Sul, é um grande importador de fertilizantes. O Estado gaúcho importa 95% do seu consumo interno.
Nelson Horowitz apontou como tendências no mercado de fertilizantes o contínuo aumento no preço do potássio, possível oscilação no custo do fósforo e destacou o nitrogênio como uma incógnita, pois não há projeções considerando que o sulfato de amônia é um subproduto da produção de nylon e está conectado ao preço do petróleo.
Segundo ele, no longo prazo, o Rio Grande do Sul continuará sendo um grande importador de fertilizantes. A crise de alimentos poderá se estender até 2017, segundo dados da FAO e o petróleo continuará difícil de prever. Horowitz lembra que historicamente o mercado de fertilizantes sofreu com altos e baixos, mas se reestruturou, permanecendo poucos fornecedores no mundo. No Brasil aproximadamente 70% do mercado está concentrado em 5 empresas. Ele destaca que as mudanças serão lentas: ”Não é de uma hora para outra que se revolve um problema assim, é um mercado que exige grandes investimentos”, contemporizou.
Usar mais ou menos fertilizantes? Na resposta Horowitz foi enfático ”Use bem, use correto. O fertilizante exige eficiência de quem trabalha com ele. Esse item pode chegar a 45% do custo de produção e isso é muito significativo. É necessário o uso inteligente, sempre com base em dados técnicos e informações confiáveis”, recomendou.
Para Nelson Horowitz o conceito de fertilização precisa ser ampliado, pois o fertilizante sozinho não resolve tudo. Segundo ele, a estrutura do solo e o pH, a ciclagem de nutrientes, adubação verde visando à fixação do nitrogênio e a adubação do sistema devem ser observados no planejamento da propriedade.
Aplicação eficiente de fertilizante começa com o diagnóstico correto das deficiências. De acordo com o Horowitz, é necessário melhorar a amostragem do solo em plantio direto, para que o produtor tenha a informação mais próxima possível da realidade da propriedade. Ele destaca também a necessidade de análise foliar, levantamento do histórico da área e a elaboração de mapas de produtividade através do uso de agricultura de precisão. Esses fatores vão contribuir muito na otimização do uso dos fertilizantes.
Um cuidado importante no momento de adquirir fertilizantes granulados é observar a qualidade do produto. Horowitz ensina que é importante é observar o tamanho do grânulo. ”Não deve ter diferença de tamanho entre os grânulos dos nutrientes (N, P e K), se isso ocorre, à medida que a adubadeira se movimenta, vai separando os finos dos grossos através da trepidação. Os efeitos dessa segregação é um plantio com adubação totalmente desuniforme”, ressalta.
Manejo para altas produtividades
Antonio Luiz Fancelli, professor do Departamento de Produção Vegetal da ESALQ/USP, falou aos participantes do 23o. Seminário sobre manejo de milho e soja visando altos rendimentos.
Dr. Fancelli iniciou sua apresentação falando dos fatores que norteiam a produtividade. Segundo ele, pontos importantes que devem ser observados quando se objetiva altas produtividades são o genótipo, o ambiente e o manejo. Fancelli explica que o produtor não tem condições de alterar genótipo, mas é fundamental que ele conheça todos aqueles direcionados a sua região, a sua condição de lavoura, para que cultura tenha chance real de expressar o potencial produtivo. Quanto ao ambiente, que é composto pelo solo e o clima, da mesma forma que o genótipo o agricultor não pode alterar, por isso é necessário que ele saiba caracterizá-lo, conhecendo suas potencialidades e aceitando suas limitações. O terceiro fator que é o manejo, o agricultor pode interferir definindo estratégias para que o genótipo escolhido expresse seu potencial produtivo.
Antonio Luiz Fancelli, da ESALQ/USP: o agricultor deve entender como a planta se desenvolve para ajudá-la a produzir mais.
De acordo com Fancelli o estresse de plantas e a necessidade de mudança da estratégia de manejo são fatores limitantes de produtividade. Segundo ele, quanto maior o tempo em que a planta fica submetida ao estresse menor será o potencial produtivo. O agricultor deve amenizar esses fatores ajudando a planta a se preparar para enfrentá-los antecipando-se ao problema. Como exemplo de fator de estresse ele cita a estiagem. ”Vai faltar água? É imprescindível desenvolver mais raiz”, destaca.
Para reduzir o uso de fertilizantes e continuar produzindo bem é necessário fazer com que a planta consiga absorver melhor os nutrientes que estão disponíveis no sistema e isso depende de raiz, por isso devemos favorecer que a planta produza raízes mais eficientes para manter o nível de produtividade mesmo reduzindo fertilizante ou queimando ”gordurinha”. De acordo com Fancelli, para aumentar a eficiência na utilização dos recursos naturais e nutrientes é necessário também um sistema de rotação de culturas. Produzindo com enfoque sistêmico se consegue produzir de forma racional e sustentável.
Antonio Fancelli ensina que é importante perceber visualmente o que a planta está dizendo. ”Não podemos manejar nenhuma planta baseado em números de dias após um evento, a planta não sabe ler calendário, ela percebe os sinais da natureza”, defende Fancelli. Segundo ele, vários pesquisadores já mostraram que é possível estabelecer relação entre os aspectos bioquímicos e aspectos morfológicos da planta. ”Observando a planta é possível determina o que está acontecendo em termos de fisiologia”. Para Fancelli a escala mais adequada para a cultura da soja é a de Fehr & Caviness, que determina o estádio da planta através de nós maduros.
O palestrante deu ênfase à importância da raiz no estabelecimento da planta visando altas produtividades. ”Não dá para plantar soja sem nitrogênio, isso não pode acontecer em cultura nenhuma. É fundamental que se tenha nitrogênio na fase inicial, para a formação de tecidos novos. A soja não fixa nitrogênio na emergência, vai fixar mais tarde. O negócio é ajudar a planta a fazer raiz mais cedo e isso não vai atrapalhar a nodulação, até 20 kg/ha não há problema” enfatizou Fancelli. Ele também sugeriu atenção quanto à questão de área foliar. ”A soja poderá ser submetida até 30-35% de desfolhamento antes do florescimento e somente 10 a 15% após o florescimento, pois do contrário poderão ocorrer perdas significativas de produtividade”.
Antonio Fancelli finalizou a apresentação sobre a cultura da soja sugerindo cuidado com o mofo-branco (Sclerotinia sclerotiurum) na próxima safra. Segundo ele em algumas regiões a doença será um grande problema devido às características do fungo que tem como hospedeiras plantas de mais de 75 famílias, 278 gêneros e 408 espécies dentro das quais incluem alfafa, feijões, trevos, ervilha, batata, fumo, hortelã, soja, girassol, tomate e canola. Milho e sorgo não são plantas hospedeiras. Algumas plantas daninhas se reportam como hospedeiros, entre elas dente-de-leão, hortelã, funcho-de-cachorro, alface-espinhoso, margarida, entre outras.
O controle da mofo-branco é dificultado devido à permanência de escleródios viáveis por um longo tempo no solo, os scleródios podem sobreviver até 11 anos e são altamente resistentes a substâncias químicas, calor seco de até 60 oC e congelamento.
Mercado do Arroz
Camilo Feliciano de Oliveira, Analista de Mercado do Instituto Riograndense do Arroz (IRGA), tratou das perspectivas de mercado do arroz.
Camilo Oliveira, do IRGA: valorização do produto refletirá no aumento dos custos de produção.
Segundo Oliveira o crescimento econômico acelerado dos últimos anos, ampliou o mercado consumidor. Porém, a produção não acompanhou e o resultado foi o aumento dos preços. Como causa para a valorização do arroz, Oliveira aponta o crescimento populacional e a demanda mundial aquecida, principalmente por alimentos, a elevação dos custos logísticos, a competição entre produtos com maior valor agregado, influência de grandes fundos de investimento, políticas restritivas (subsídios à exportação e barreiras tarifárias) que causaram distorção e redução da competitividade global e a política de baixos preços para os alimentos.
Para o cenário mundial dos próximos anos analistas apontam a tendência de manutenção de preços elevados para as próximas 4 a 6 safras. ”A reversão de expectativa somente deverá ocorrer se o suprimento mundial de carne tornar-se estável, se houver queda nos custos de produção, redução do preço do petróleo, se a produção suprir o incremento de demanda e se houverem avanços tecnológicos significativos”, explica Oliveira.
A tendência para 2009/2010 é de que a produção mundial tenha crescimento inferior a 1% aa. Já o consumo mundial tende a um crescimento acima de 1%, deixando a oferta e demanda extremamente ajustadas e os preços internacionais em alta.
O gráfico mostra tendência de aumento de preço até 2009, após esse período estabilizando na média de US$ 600,00 no mercado internacional.
Para o segundo semestre de 2008 o cenário indica possibilidade de valorização do produto, devido ao ajuste entre oferta e demanda no mercado interno e externo, principalmente na entressafra. Porém, a velocidade desta valorização dependerá da ação do governo (leilões de estoques públicos), dos preços internacionais e do volume de arroz exportado pelo Brasil.
Oliveira destaca ainda as conseqüências da valorização do arroz na próxima safra (2008/09). Segundo ele haverá uma alta significativa nos custo de mão-de-obra, diesel, energia elétrica e fertilizantes. A valorização do arroz também estimulará um provável aumento de área plantada e de produção no Brasil.
O 23o. Seminário Cooplantio contou também com palestras de Paulo Guedes (BR Investimentos), que abordou o cenário econômico internacional; Sigismundo Bialoskorski Neto (Departamento de Contabilidade da FEA-RP da USP) que falou sobre cooperativismo como suporte a produtividade, a eficiência econômica e ao desenvolvimento da agricultura, Luiz Carlos Baldicero Molion (Professor associado e diretor do Instituto de Ciências Atmosféricas ICAT/UFAL) que tratou do tema aquecimento global, Luís Ignácio Prochnow (Diretor no Brasil do International Plant Nutrition Institute - INPI), que apresentou as tendências em nutrição de plantas e mercado mundial de fertilizantes.
Revista Plantio Direto, edição 106, julho/agosto de 2008. Aldeia Norte Editora, Passo Fundo, RS.