O Uso de Assistência de Ar nas Pulverizações


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Publicado em: 01/12/2005

O uso de assistência de ar nas pulverizações

Marco Antonio GandolfoEngenheiro Agrônomo, Doutor em Agronomia - Departamento de Marketing – Jacto S/A - Pompéia - SP.

O crescimento da demanda por alimentos no meio agrícola tem proporcionado ao homem uma serie de oportunidades em investimento no setor, mas por outro lado tem exigido a cada dia maior eficiência econômica e produtiva para sua permanência na atividade. Uma das razões desta condição, é o aparecimento de novas doenças e pragas que trazem consigo desafios à pesquisa em produtos e técnicas nas aplicações.

Uma das mais preocupantes modificações está relacionada ao aparecimento de resistência e adaptação destes agentes nocivos a alguns agroquímicos e culturas. Estes problemas podem expor ao fracasso as tentativas de controle resultando em grandes prejuízos econômicos além de e perda de qualidade nos alimentos e matérias primas.

É indiscutível a importância das pulverização dos agroquímicos para o controle destes agentes de danos, bem como a escolha correta do equipamento e da técnica na aplicação que possa oferecer o melhor controle com a maior eficiência e menor custo. Tal técnica consiste em escolher uma classe de gotas que atendam as necessidades do produto aplicado. Dentre as técnicas modernas de aplicação, o controle do tamanho, número e composição das gotas podem reduzir perdas por deriva e evaporação e elevar a quantidade de produto que atingirá a planta ou o solo. O movimento destas gotas até os alvos podem ser dificultados pela ação das correntes ascendentes de ar quente que agem contra a força da gravidade, principalmente nos momentos de maior temperatura ambiente e maior incidência dos raios solares nos solo. Este efeito provoca a flutuação das gotas, dificultando ou impedindo sua chegada à cultura ou ao solo.

Uma das alternativas para minimizar o problema desta flutuação das gotas é o uso de gotas de maior tamanho, uma vez que as mesmas podem vencer a resistência das correntes ascendentes devido a sua maior massa. Porém, tais gotas são menos sujeitas à desvios das partes superiores da planta, reduzindo sobremaneira sua penetração nas partes mais baixas das culturas de elevada densidade foliar, fato que pode limitar a eficiência necessária dos agroquímicos no controle das plantas daninhas, pragas e principalmente doenças.

Outra forma para facilitar a chegada e a penetração das gotas nas diferentes partes das plantas, minimizando o efeito das correntes ascendentes é o uso de uma corrente de ar artificial descendente, conhecido como sistema vortex. Este sistema consta de uma corrente de ar artificial que é gerada por um ventilador axial (Figura 1), que impulsiona uma corrente de ar descendente por tubulação inflável de distribuição ao longo da barra de pulverização. O efeito aerodinâmico produzido pelo ar sobre as folhas das culturas ocasiona maior movimentação das mesmas, favorecendo a distribuição dos produtos nas plantas e maximizando a eficiência das aplicações.

Os equipamento modernos equipados com estes sistemas podem atender a praticamente todas as escalas de produtores, estando disponíveis em máquinas montadas (Figura 2), de arrasto (Figura 3) e autopropelidas (Figura 4).

Máquinas munidas destes sistemas são mais exigentes em manutenção e técnica para uso, exigindo inclusive, maior preparo dos operadores. Podem apesar disto, significar ganho de qualidade de aplicação importante diante dos recentes desafios no combate a agentes de danos na agricultura, sobretudo pelas condições ambientais adversas em que algumas aplicações são realizadas, podendo significar a diferença necessária ao setor produtivo para manutenção de sua competitividade bem como de seu crescimento.