Quinoa e Amaranto têm cultivo comercial no Cerrado
A partir de outubro, a Fazenda Dom Bosco (Cristalina-GO) prepara-se para mais uma colheita de quinoa e amaranto, no Cerrado do Distrito Federal. O trabalho é uma parceria com a Embrapa Cerrados (Planaltina-DF), unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária- Embrapa , vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
A Fazenda Dom Bosco desenvolve o plantio comercial dessas espécies graníferas que se destacam pelas qualidades nutricionais e de funcionalidade. O fator de destaque nessas plantas é a ausência de glúten, uma vantagem de seu emprego como alimento para os celíacos, como são denominadas as pessoas alérgicas ao glúten.
Como todo trabalho pioneiro, a pesquisa e o desenvolvimento da quinoa e do amaranto também encontraram barreiras. O pesquisador da Embrapa Cerrados, Carlos Roberto Spehar, que dedica-se aos estudos da quinoa e do amaranto há 15 anos, lembra que no início da pesquisa essas plantas eram desconhecidas e não se tinha uma idéia de como se tornariam cultivadas no Brasil.
”Hoje, já se descortina um mercado e há um conjunto mínimo de tecnologia para o cultivo comercial. As vantagens de seu emprego como alimento são inúmeras e sempre se descobrem novos usos, com possibilidade de mercado”, afirma o pesquisador.
As cultivares disponíveis, BRS Piabiru e BRS Alegria têm apresentado desempenho agronômico satisfatório no Cerrado e em outras regiões, como o Nordeste, Sul e Sudeste. Novas opções têm sido desenvolvidas e poderão ser recomendadas, à medida que aumente a demanda por esses grãos.
Informações complementares sobre o cultivo, os usos e o mercado de quinoa e amaranto podem ser obtidas com Sebastião Conrado de Andrade, proprietário da Fazenda Dom Bosco, pelos telefones (61) 3501-4411/3504-0054 ou com o pesquisador Carlos Spehar, pelo e-mail spehar@cpac.embrapa.br ou telefone (61) 3388-9865.