32 anos do IAPAR
O Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), órgão de pesquisa vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento (Seab), fez 32 anos no dia 29 de junho. A criação do Iapar, em 1972, resultou da mobilização de entidades e lideranças do setor agropecuário: Sociedade Rural do Paraná, Associação dos Engenheiros Agrônomos e nomes como Celso Garcia Cid, Horácio Coimbra, Pratini de Moraes e João Milanez, entre outros. ”Eles enxergaram que as características de solo e clima do Paraná desaconselhavam usar – sem validação – técnicas desenvolvidas para outras regiões”, afirma o diretor-presidente do Instituto, Onaur Ruano. Hoje, o Iapar tem 17 estações experimentais, 23 estações agrometeorológicas e dezenas de laboratórios e instalações especiais para pesquisa e transferência de tecnologia. Toda essa estrutura é conduzida por 839 funcionários. Desse total, 106 são pesquisadores, a maior parte deles com doutorado.”A missão do Iapar é desenvolver agropecuária paranaense por meio do conhecimento científico”, resume Onaur Ruano. Nesses 32 anos, as pesquisas do Iapar – juntamente com instituições parceiras como Emater, Embrapa, universidades e cooperativas – permitiram ao Paraná alcançar elevados níveis de produção e produtividade. Já são 120 as variedades lançadas, que possibilitaram avanços de produtividade em culturas como trigo, milho, feijão, forrageiras, café e frutíferas. Na área de manejo e conservação de solos, o Instituto foi pioneiro nas pesquisas com plantio direto, e também se destaca na investigação de plantas de cobertura para rotação de culturas. Mais recentemente, os resultados com o sistema de integração lavoura-pecuária mudaram o perfil econômico do Noroeste do Paraná, antes ocupado por pastagens degradadas.Na agricultura familiar, o Iapar inovou com o plantio direto a tração animal, o projeto redes de referência e a definição de metodologia para diagnósticos na propriedade, com participação do produtor na formulação dos problemas de pesquisa.Ruano explica que, nos últimos anos, o Iapar vem ampliando o enfoque de suas pesquisas. ”Os estudos sobre as mudanças na dinâmica do meio rural – o chamado Novo Rural –, investigação sobre a pobreza no campo e intervenções em projetos de desenvolvimento local são exemplos dessa abordagem”, finaliza.