Alternativas de culturas para rotação em plantio direto
Ademir Calegari Eng. Agrônomo, Doutorando em Solos - IAPAR - Caixa Postal 481, Londrina –PR - Email: calegari@iapar.br
Introdução
Nas regiões tropicais e sub-tropicais onde as terras são cultivadas intensivamente, a diminuição da produtividade dos solos tem sido atribuído principalmente à erosão e aos processos de decomposição da matéria orgânica que provocam severa diminuição do potencial produtivo do solo. O não revolvimento aliado à adição de carbono orgânico através do cultivo de plantas, e a manutenção dos resíduos vegetais sobre o solo, são medidas fundamentais na preservação e busca do equilíbrio da matéria orgânica do solo. No sul do Brasil é generalizado o uso de espécies de adubos verdes de outono/inverno e primavera/verão quer como melhorador de solos, mulch como cobertura morta para o plantio direto das culturas de renda, intercalada a cultivos perenes (café, erva mate, seringueira, citrus e outras frutíferas perenes), assim como para ser utilizada como suplementação na alimentação animal. Diversos trabalhos de pesquisa com diferentes espécies de adubos verdes de primavera/verão e outono/inverno no sistema de plantio direto, realizados em diferentes condições agroecológicas do Paraná, tem mostrado a eficiência destes sistemas no equilíbrio e melhoria das características do solo. Das espécies testadas destacam-se: aveia preta (Avena strigosa), tremoços (Lupinus sp., ervilhaca peluda e comum (Vicia villosa e sativa)., nabo forrageiro (Raphanus sativus), ervilha (Pisum sativum), Mucunas (Mucuna pruriens),Crotalaria juncea (Crotalaria juncea), Guandu (Cajanus cajan), capim Moha-Iapar (Setaria itálica), caupi (Vigna unguiculata), milheto (Penissetum americanum), calopogonio (Calopogonium mucunoides), amendoim forrageiro (Arachis pintoi), etc, quer pelos seus efeitos físicos (aumento dos índices de estabilidade dos agregados do solo, elevação dos niveis de infiltração de água, etc); e/ou químicos no solo (aumento dos teores de N, P, K, Ca, Mg, e matéria orgânica na superfície do solo, quer pela reciclagem de nutrientes e/ou fixação do N-leguminosas, diminuição de alumínio tóxico, etc.); efeitos na biologia do solo, (incremento da meso-macro e micro fauna e flora assim como efeitos na redução de populações de fitonematóides), além dos efeitos alelopáticos, quer pelos exudados radiculares e também pelos tecidos das plantas, que afetam qualitativa e quantitativamente distintas populações de invasoras. Estes efeitos tem possibilitado um aumento nos rendimentos do milho, feijão e soja. Estimativas mostram que o plantio direto ocupa mais de 5 milhões de hectares no Paraná, enquanto que em todo o Brasil já são quase 20 milhões de hectares em plantio direto. A sistematização do trabalho em microbacias hidrográficas tem contribuído para uma melhoria considerável não só da agricultura como um todo, mas também das condições socio-econômicas e qualidade de vida dos produtores rurais do Paraná. No final do século XX, o grande desafio foi buscar desenvolver sistemas de manejo de produção sustentáveis”, onde várias comunidades científicas, agricultores e organizações procuram estratégias racionais de manejo dos solos agrícolas, sempre tendo em conta que o sistema esteja sendo conduzido rumo à sustentabilidade.
Uso de Plantas de
Cobertura
Numa análise generalizada, sem atentar para condições edafoclimáticas e sistemas produtivos específicos, nos sistemas de produção da região sul do Brasil há uma maior facilidade para incrementar o uso de espécies de outono/inverno, tanto nos sistemas de pequena escala como nos de média e grande escala de produção. Isso deve-se principalmente em função da menor área ocupada por culturas de renda cultivadas no inverno, enquanto no verão a maior parte das áreas são ocupadas pelos cultivos de soja, milho, feijão, etc. diminuindo assim a disponibilidade de áreas que poderiam ser ocupadas por espécies melhoradoras de solo.
O componente plantas de cobertura deverá sistematicamente fazer parte de um elenco de práticas que conjuntamente contemplem o manejo adequado do solo e da água. Dessa forma, a consolidação desta prática deverá ser alcançada quer em cultivo exclusivo de determinada espécie ou em sistemas de rotação com outras culturas ou mesmo com outras espécies de plantas usadas, sem obedecer esquemas rígidos, flexíveis de acordo com as condições climáticas predominantes, aspectos relativo à solos, disponibilidade de mão-de-obra, infra-estrutura e demais necessidades do produtor rural, além é óbvio das condições de mercado. É importante considerar que o bom senso do agricultor será fundamental no sentido dele decidir se deverá ou não em função das diversas atividades desenvolvidas fazer uso dos ajustes e modificações que melhor convierem dentro da propriedade.
O aumento da matéria orgânica do solo está diretamente ligado ao aumento na adição de carbono e/ou redução da taxa de decomposição dos materiais orgânicos frescos (MOF) e húmus. Uma forma de adicionar carbono ao longo dos anos é pela vegetação espontânea (invasoras), pelo cultivo de espécies perenes de pastagens ou através da prática ordenada de sucessões, rotações e/ou consorciação de culturas (sistemas), com elevada capacidade de produção de fitomassa que incluam conjuntamente cultivos comerciais e recuperadores de solos (plantas de cobertura).
A redução na taxa de decomposição dos MOF e húmus em cultivos anuais é obtida através de redução do revolvimento do solo, quer pela decisão de um manejo através do sistema de cultivo mínimo ou principalmente através do sistema de plantio direto.
Os principais aspectos auferidos pela manutenção e/ou adição da matéria orgânica do solo são:
elevada capacidade de armazenamento de água;
contribui para uma melhoria do estado de agregação das partículas de solo através da formação dos complexos organo-minerais;
proporciona um considerável incremento na vida biológica do solo;
promove uma acentuada redução das perdas de nutrientes, favorecendo sensivelmente o seu suprimento às plantas;
tem a capacidade de formar complexos com o alumínio e manganês que encontram-se em níveis tóxicos no solo;
contribui significativamente para o aumento da CTC (capacidade de troca de cátions) efetiva do solo;
melhoria do desenvolvimento e rendimento final das culturas.
O estudo dessas plantas tem demonstrado grande potencial na proteção e recuperação da produtividade do solo. Apesar disso, um constante desafio é estabelecer esquemas de uso compatível, das diferentes espécies com os sistemas de produção específicos de cada região, e se possível nos limites de cada propriedade, levando em consideração os aspectos ligados ao clima, solo, infra-estrutura da propriedade e condições sócio-econômicas do agricultor. As possibilidades do emprego dessas plantas, podem visar, além da conservação e/ou melhoria da fertilidade, incremento na produtividade das culturas comerciais, aproveitamento como forragem aos animais (pastejo direto, silagem, fenação, etc.) ou ainda a produção de grãos (como fonte de alimentos ou como fonte de renda).
Estas diferentes espécies poderão ser implantadas em cultivo singular ou em associações. Como por exemplo temos o consórcio de gramíneas e leguminosas, que além de apresentarem um importante efeito melhorador das características físicas do solo (agregação, estruturação), produzem um resíduo de relação C/N intermediária e que favorecerá uma mineralização paulatina do nitrogênio sem problemas com a rápida mineralização, no caso da decomposição individual das leguminosas (maiores riscos de lixiviação de N) e no caso de decomposição dos resíduos de gramíneas por estarem mesclados com resíduos de leguminosas normalmente não apresentam sérios problemas com imobilização do nitrogênio.
Objetivos do uso de espécies de plantas para cobertura do solo:
1) Promover a formação de cobertura vegetal, que além de proteger o solo irá quebrar a energia cinética da chuva bloqueando o impacto direto das gotas de chuva no solo, impedindo com isso, o desencadeamento do processo de erosão.
2) Com a presença da cobertura morta (”mulch”) há uma tendência de manutenção da umidade no solo (diminuição das perdas de água por evaporação), além de diminuir a oscilação térmica nas primeiras camadas.
3. Por meio dos efeitos dos resíduos vegetais (parte aérea e raízes) aumentar a infiltração de água no solo, diminuindo o escorrimento superficial e as perdas de água, solo e nutrientes.
4) Buscar uma melhor estruturação do solo (melhor agregação, maior aeração) favorecendo o crescimento das raízes dos cultivos posteriores.
5) Implementar a reciclagem de nutrientes no solo, diminuindo a lixiviação dos mesmos, bem como adicionar o nitrogênio ao sistema, principalmente com o uso de leguminosas minimizando a demanda externa de fertilizantes.
6) Possibilitar, com o crescimento rápido e agressivo, competição com as invasoras, diminuindo os custos com o seu controle.
7) Com a utilização das espécies, há uma tendência, ao longo dos anos, do aumento dos teores de matéria orgânica no solo, que irá proporcionar significativas melhorias nas características químicas, físicas e biológicas do solo.
O incremento na utilização de espécies de plantas melhoradoras do solo, deve ocorrer principalmente no outono/inverno, onde mais da metade da área ocupada por culturas de verão, permanecem em pousio, à mercê das chuvas erosivas e infestação de invasoras, etc. É possível ainda cultivar as espécies de verão, em adequados sistemas de consórcio com culturas comerciais de verão ou intercalar à culturas perenes.
Este componente quando passa a fazer parte de um determinado sistema produtivo, deverá ter sido criteriosamente avaliado regionalmente tanto o seu comportamento quanto seus diferentes potenciais de aproveitamento. Inclusive, a grande maioria das espécies deverão necessariamente fazer parte de um esquema adequado de rotação de culturas, onde cada componente deverá ocupar o seu referido lugar no espaço e no tempo, previamente definido e validado por resultados da pesquisa e dos agricultores.
As plantas de cobertura e seus resíduos, através da formação de cobertura morta, e pelos seus efeitos físicos e químicos (alelopáticos) afetam qualitativa e quantitativamente distintas infestações de espécies invasoras.
Assim são conhecidos os efeitos da aveia preta, centeio, azevém, ervilhacas, nabo forrageiro, espérgula, crotalária juncea, mucunas, guandu, milheto, calopogônio, feijão de porco, entre outros, no controle de diferente espécies de plantas invasoras. Sendo importante o uso e manejo dessas espécies em rotação quando se pretende diminuir populações de algumas invasoras.
Com a utilização dos diferentes plantas de cobertura é possível quantificar o montante de um determinado nutriente reciclado e/ou fixado biologicamente pelas leguminosas, considerando a biomassa produzida e os nutrientes contidos no tecido foliar (Tabela 1).
Tabela 1. Produção de matéria verde (M.V.) , matéria seca (M.S.) e montante de nitrogênio, fósforo e potássio (% da M.S.) de algumas espécies.
Espécies
M.V. (t/ha)
M.S. (t/ha)
Nitrogênio
Fósforo
Potássio
Aveia preta
15-40
2-11
0.70 - 1.68
0.14-0.42
1.08-3.08
Centeio
30-35
4-8
0.58-0.66
0.16-0.29
0.75-1.45
Ervilhaca peluda
20-37
3-5
2.51-4.36
0.25-0.41
2.41-4.26
Ervilhaca comun
20-30
3-5
2.74-3.47
0.27-0.38
2.33-2.56
Ervilha forrageira
15-40
2.5-7
1.77-3.36
0.14-0.41
0.67-3.31
Nabo forrageiro
20-65
3-9
0.92-1.37
0.18-0.33
2.02-2.65
Tremoço branco
30-40
3.5-5
1.22-1.97
0.25-0.29
1-1.77
Tremoço azul
25-40
3-6
0.85-2.15
0.12-0.29
1.36-1.49
Aveia preta + ervilhaca comum
15-20
2-10.5
0.93-1.39
0.15-0.16
1.23-1.47
Ervilhaca comum + aveia preta + tremoço branco
18-24,5
3,5-5,5
1,99-2.99
0,16-0,26
2,86-1.47
Ervilha forrageira + aveia preta
27,0-33,5
7,2-9,3
1,62-2,22
0,13-0,18
2,55-3,35
Milheto
11-90
3.5-21
0.34-1.46
0.13-0.29
1.05-3.12
Caupí
20-33
2,5-5.7
1.67-2.22
0.25-0.50
1.82-2.77
Girassol
20-46
4-8
1.08
0.21
2.64
Crotalária juncea
15-35
2.5-8.5
1.42-1.65
0.19-0.21
0.96-1.38
Mucuna cinza
10-25
2-5
1.56-2.43
0.46-0.57
1.00-1.55
Guandu anão
10-22
2-6.5
1.02-2.04
0.21-0.28
0.92-1.47
Milheto/caupí
19-40
3.5-10
0.61-0.82
0.13-0.17
1.08-1.12
Fonte: Adaptado de Calegari, 2000.
Os valores apresentados demonstram o grande potencial que os distintos adubos verdes possuem em deixar no horizonte superficial dos solo variáveis quantidades de nutrientes que poderiam ser absorvidos pelas raízes dos cultivos posteriores. Além desses nutrientes, um dos mais importantes aportes das plantas são os compostos de carbono orgânico, ou seja a matéria orgânica, que será responsável, direta ou indiretamente pelas interações e reações químicas, físicas e biológicas no sistema solo-água-planta.
Plantas de cobertura no sul do Brasil:
No Estado do Paraná são cultivados, com culturas anuais, mais de 6 milhões de hectares na safra de verão. Apenas uma parte dessa área é utilizada no inverno, ficando o restante exposto à ação da erosão, lixiviação de nutrientes e infestação por invasoras. O uso de plantas de cobertura (adubos verdes)principalmente de inverno e também as de entre-safra, tem mostrado eficiência no controle da erosão, proporcionando cobertura e proteção do solo, reciclagem de nutrientes, evitando perdas principalmente por lixiviação.
Além da possibilidade de melhoria e/ou conservação do solo e da matéria orgânica, essas plantas promovem consideráveis aumentos de rendimentos nas culturas subseqüentes; apresentam também significativa viabilidade econômica, por permitirem melhor aproveitamento e redução da adubação mineral nas culturas subseqüentes, com o decorrer dos anos num adequado manejo e rotação de cultivos. Além disso, várias espécies contribuem favoravelmente para a diminuição da infestação de invasoras, contribuindo para a diminuição do custo de produção das culturas de renda.
Outra importante forma de utilização das espécies de inverno é o seu emprego como forragem, na forma de pastejo direto, feno ou silagem, em consórcio (ou não) com outras espécies, principalmente as leguminosas (ervilhacas, ervilha forrageira,etc.) que, por apresentarem maior teor de proteínas em seus tecidos, irão enriquecer a qualidade da forragem. Ou também o próprio nabo forrageiro, que consorciado com aveia proporciona uma forragem enriquecida podendo proporcionar aumentos superiores a 20% na produção de leite.
Apresentamos a seguir algumas informações sobre as principais espécies empregadas no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Espécies de outono/ inverno
Aveia Preta (Avena strigosa Schreb)
Gramínea rústica com boa capacidade de perfilhamento, pouco exigente em fertilidade, resistente à seca, que apresenta vantagens em relação às variedades de aveia branca, principalmente quanto a ocorrência de pragas e doenças. Como adubação verde, protege o solo cobrindo-o rápidamente, melhorando as características físicas (raízes e resíduos da parte aérea) e químicas (reciclagem de nutrientes) do solo.
Como forrageira, pode ser utilizada na forma de pastejo direto, fenação ou corte e distribuição em cochos.
Pode ser consorciada com ervilha forrageira, nabo, ervilhaca, para adubação verde ou alimentação animal.
Espécie recomendada principalmente como pré-cultura da soja e feijão em rotação com outros cultivos. Em algumas situações pode ser usada antes do cultivo do milho (normalmente necessita de um maior suprimento de fertilizante nitrogenado). A aveia preta, assim como o nabo forrageiro* e as ervilhacas* (comum e peluda) prestam-se também para ser empregadas consorciadas com o milho safrinha. Pode ainda ser consorciada (com ervilhacas ou nabo) e semeada à lanço. Deverá ser semeada à lanço sobre o milho em crescimento (quando este tiver com 50-70 cm de altura), através de Lelly (Vicon), distribuidora de uréia, utilizando, de preferência uns 20% a mais de sementes do que quando for aveia em plantio normal. Caso haja aplicado algum herbicida residual no milho (atrazinas, ou outros), aguardar até no máximo que se possa andar com o trator e com a ” Lelly” dentro da lavoura de milho.
Para o plantio, recomenda-se usar 40-60 kg/ha de sementes, para produção de sementes e de massa, respectivamente. No caso da aveia Iapar-61 utilizar 40 kgs/há, pois a mesma tem um alto poder de perfilhamento (15 a mais de 30 perfilhos/planta), produzindo elevada quantidade de biomassa. E, também apresentando possibilidades de utilização como forragem (1-3 rebrotes) e, posteriormente após dessecação utilizaçaõ no plantio direto.
Quando utilizada na integração lavoura-pecuária é recomendável empregar mais sementes para aumentar a massa vegetal e diminuir os efeitos do pisoteio do gado no solo.
Nabo Forrageiro (Raphanus sativus L.)
Crucífera que apresenta elevada capacidade de reciclagem de nutrientes, principalmente nitrogênio e fósforo, o que a torna uma importante espécie para fazer parte de esquemas de rotação de culturas.
Desenvolve-se em solos de fertilidade média, podendo promover uma cobertura de 70% do solo já aos 60 dias do plantio. As raízes da variedade Ipr-89 do Iapar (nabo pivotante) promovem importantes efeitos físicos no solo, promovendo um preparo biológico e descompactando o solo.
Além do seu emprego como cobertura do solo, o nabo forrageiro pode ser usado na alimentação de bovinos de leite e de corte, em pastejo direto ou cortado e distribuido em cochos.
Pode ser consorciado com a aveia, centeio, ervilha forrageira, ou mesmo ervilhaca, tanto para adubação verde como para forragem. * Pode ser usado consorciado com milho safrinha (vide explicação em aveia).
É recomendada principalmente como pré-cultura de milho, feijão, algodão e soja, em adequados sistemas de rotação de culturas. Em função dos bons resultados obtidos pelos produtores, o interesse e a área de cultivo com nabo forrageiro vem aumentando no Estado.
Quando a finalidade do plantio for a adubação verde, recomenda-se a semeadura de 15 – 20kg/ha de sementes; para a obtenção de sementes deve-se semear 5 – 10kg/ha.
Ervilhaca Peluda (Vicia villosa Roth)Ervilhaca Comum (Vicia sativa L.)
Leguminosa de bom crescimento que proporciona uma eficiente cobertura protetora e melhoradora dos solos agrícolas.
A ervilhaca peluda desenvolve-se em solos de baixa fertilidade e com problemas de acidez (baixo pH e presença de alumínio), produzindo grande quantidade de massa, que poderá ser empregada como forragem de inverno ou como adubação verde. Pode ainda, para essas finalidades, ser consorciada com aveia, centeio, triticale, ervilha forrageira, nabo forrageiro,etc. * Podem ser consorciadas com milho safrinha (vide explicação em aveia).Tem ciclo longo, florescendo aos 140–160 dias. Pode suprir o equivalente a 80-120 quilogramas de nitrogênio no milho. Apresenta um importante efeito no controle de invasoras.
A ervilhaca comum desenvolve-se em solos corrigidos ou já cultivados, com bons teores de cálcio, fósforo e sem problemas de acidez. Pode ser empregada como forrageira (vários pastejos) ou como adubação verde. Como forragem, é empregada no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e também no Paraná, em pastejo direto ou na forma de feno, podendo ser consorciada com aveia, centeio etc., produzindo um alimento de elevado teor proteico e de boa palatabidade. Tem ciclo mais curto que a ervilhaca peluda, florescendo aos 100–130 dias.
As duas ervilhacas são recomendadas para o cultivo em rotação de culturas, principalmente antecedendo milho (aporte de 80 a 100 kg de nitrogênio/ha) soja, arroz,sorgo,etc.
Para o plantio da ervilhaca comum, recomenda-se 30-80kg/ha de sementes (produção de sementes e adubação verde respectivamente). Para a ervilhaca peluda recomenda-se 30–60 kg/ha de sementes (produção de sementes e adubação verde, respectivamente). Quando da produção de sementes de ervilhaca peluda é aconselhável semear uma planta ”tutor” antecipadamente (30-45 dias antes da semeadura da ervilhaca), o que pode ser o centeio tardio ou aveia preta (por ex. Iapar-61 que é de ciclo longo), e, posteriormente semear a ervilhaca peluda que poderá se apoiar nas outras plantas e assim produzir mais sementes e com melhor qualidade. (As emeadura simultânea normalmente incorre em acamamento das plantas dificultando a produção de sementes e colheita).
Tremoço Branco (Lupinus albus L.)Tremoço Azul (Lupinus angustifolius L.)
Leguminosas que podem ser empregadas como adubo verde, na proteção e recuperação das condições físicas e biológicas do solo e na produção de grãos.
Apresentam elevada produção de massa vegetal, possuindo um sistema radicular pivotante bastante profundo (1 metro ou mais) que proporciona melhorias nas condições físicas do solo, além de promover a fixação simbiótica do nitrogênio, através das bactérias dos seus nódulos (contribui com o equivalente a 90-100kg/N/ha na cultura do milho).
Adaptam-se em diversas condições climáticas; o tremoço branco normalmente suporta bem o calor, enquanto o tremoço azul, além de ser menos exigente em calor (altas temperaturas), pode tolerar até 8ºC negativos. São plantas que se desenvolvem em solos de média fertilidade; todavia, no caso de produção de grãos, é conveniente proceder uma adubação no solo, para garantia de maior produção.
Normalmente, o manejo ocorre aos 100–120 dias, e deve ser feito com rolo faca, tronco de madeira seguido de dessecação, conjunto de pneus seguido de dessecação.
São recomendados em sistemas de rotação de culturas, antecedendo o milho; normalmente tem suprido em 90–100kg/N/ha, proporcionando redução nos gastos com fertilizantes nitrogenados, além de aumentar em até 20% a produção de milho, se comparado ao milho após o pousio invernal.
Para o plantio do tremoço branco, recomenda-se 90-130 kg/ha de sementes, para produção de sementes e adubação verde, respectivamente.
Para o tremoço azul recomenda-se de 60–100 kg/ha de sementes (produção de sementes e adubação verde, respectivamente).
No cultivo dos tremoços sempre é recomendável o tratamento de sementes com fungicidas e também sempre ser utilizado em rotação de culturas e nunca em monocultura.
Ervilha Forrageira (Pisum sativum subesp. Arvense)
Leguminosa de rápido crescimento e que proporciona boa cobertura de solo, apresenta certa rusticidade, suportando temperaturas elevadas, podendo ser empregada como forragem verde, feno, silagem ou grãos secos e tostados na alimentação animal (bovinos, suínos, aves etc.). Para utilização como forragem pode ser consorciado com gramíneas (aveia, centeio etc.), ou ainda com nabo forrageiro, ervilhaca, apresentando elevado valor nutritivo e fácil digestão pelos animais.
Pode ainda ser empregada como cobertura de solo, propiciando bom controle das invasoras e favoráveis efeitos químicos, físicos e biológicos no solo. A cultivar Iapar-83 vem sendo cultivada com sucesso por produtores de todo o Sul do Brasil, Mato grosso e também de países vizinhos (Paraguay, Uruguay).
Dependendo da época de plantio e das condições climáticas, ciclo poderá ser encurtado. Para adubação verde, normalmente o manejo ocorre aos 80 – 110 dias.
É recomendada em sistemas de rotação de culturas, podendo ser usada em áreas de integração lavoura-pecuária, sendo utilizada em pastejo e posteriormente deixando-se rebrotar e ser aproveitada como cobertura de solo.
Para o plantio, recomenda-se 50 a 80 kg/ha de sementes, para produção de sementes e cobertura, respectivamente.
Consórcios
Nas regiões mais quentes, onde o processo de decomposição da matéria orgânica é mais acelerado, para uma maior estabilidade da cobertura morta no plantio direto, recomenda-se como plantas de cobertura na rotação o uso de gramíneas ou o consórcio de gramíeas x leguminosas e/ou outras famílias. Os consórcios mais recomendados e com melhores resultados para os cultivos de milho, soja, feijão, algodão são:
Aveia preta (20-25 kg/ha) + Ervilha forrageira (40-45 kg/ha)
Aveia preta (20-25 kg/ha) + Tremoço (branco e azul) (50- 70 kg/ha)
Aveia preta (20-25 kg/ha) + Ervilhaca (peluda e comum) (40-45 kg/ha)
Aveia preta (20-25 kg/ha) + Nabo forrageiro (10Kg/ha)
Av. preta (15-20 kg/ha) + Erv. Forrag.(25-30kg/ha) + Nabo (5-8 kg/ha).
Av. preta (15 kg/ha) + Erv. Forrag. (25 kg/ha) + Nabo(5 kg/ha) + Ervilhaca comum (20-25 kg/ha).
Av. preta (15 kg/ha) + Tremoço branco (25-30 kg/ha) + Nabo (5 kg/ha) + Ervilhaca comum (20-25 kg/ha).
* Nas regiões frias (Sul do Paraná, Sta. Catarina e Rio Grande do Sul) pode ainda ser empregado o azevém nas mistura com aveia, ervilhaca, centeio, etc.
* É possível também consorciar estas diferentes leguminosas com Centeio ou com triticale.
Após a colheita de trigo, ou do milho safrinha, ou mesmo após a colheita da soja ou do milho é possivel semear coberturas de curto período (50-65 dias): crotalaria juncea, milheto, sorgo forrageiro, moha; em algumas regiões é possível semear o nabo forrageiro e a ervilha forrageira (nestes casos antecedendo trigo, cevada, que podem ser semeados em maio/junho). etc.Espécies de primavera/verão Crotalaria Juncea (Crotalaria juncea L.)
Leguminosa anual, caule ereto, grande potencial de uso tanto nos cerrados como no Sul do Brasil. É uma planta usada como melhoradora e recuperadora de solos, contribuindo para a diminuição de alguns nematóides do solo, e prestando-se bem para a rotação com cultivos comerciais (milho, trigo, soja, sorgo, hotaliças, etc.); intercalada a milho, café, frutíferas, etc. e também como cultivo de entre-safra. Planta com certa tolerância à solos pobres de mediana fertilidade, crescimento bastante rápido competindo e cobrindo o solo com maior rapidez que as invasoras em geral, desenvolvendo-se bem tanto nos argilosos quanto nos arenosos, com potencial de produção de massa vegetal com 200-400mm de precipitação. Apresenta produção de biomassa variando em geral de 15-60 toneladas/hectare de massa verde e de 4-15 tons./ha de matéria seca, um bom sistema radicular melhorando a infiltração de água e boa capacidade de fixar nitrogênio e promover uma elevada reciclagem de vários nutrientes no perfil do solo, o que tem contribuido para um aumento no rendimento de cultivos posteriores (milho, soja, trigo, etc.). Normalmente quase não tem problemas com pragas e/ou doenças. Pode ser semeada solteira ou consorciada.
Recomenda-se semear de 20-25 sementes por metro linear e espaçamento de 25cm. Entre linhas (30-40 kg/ha); quando semeado intercalado ao milho isto deve ocorrer quando as plantas de milho alcançarem em torno de 30cm. de altura, podendo ser efetuado com a própria máquina usada no plantio de milho. Após a colheita mecânica do milho, as plantas de Crot. Juncea que foram podadas irão rebrotar e continuar crescendo até o momento do manejo que pode ser com rolo faca, deitado com um tronco e herbicidas, antes da implantação da nova cultura que poderá ser um cultivo de inverno (trigo, ervilha, etc.) ou cultivo de verão em plantio direto.
Pode também ser semeada misturada com milheto (10kg/ha de milheto + 15kg/há de crot. juncea).
Milheto (Pennisetum americanum sin. typhoides)
Gramínea anual de primavera-verão, que vem se destacando como opção de produção para os Cerrados brasileiros e também para o Sul do Brasil, principalmente devido a sua utilização como cobertura protetora do solo para o sistema de PLANTIO DIRETO, assim com forrageira para a pecuária. Planta que apresenta alta resistencia à seca, e à salinidade do solo, desenvolvendo-se em regiões com precipitações a partir de 200mm. Cresce bem em solos de mediana fertilidade, suportando condições de acidez, com crescimento rápido, vigoroso sistema radicular com elevada potencial de perfilhamento e alta capacidade de reciclagem de nutrientes. Em condições normais pode atingir 1.50 – 1.70m de altura aos 50-60 dias da semeadura, com uma produção de 4-6 toneladas de matéria seca por hectare, entretanto podendo chegar aos 100-120 dias a produzir em torno de 10 toneladas de matéria seca/ha. Excelente sistema radicular melhorador das características físicas do solo e com capacidade de diminuir inóculos de doenças e pragas do solo. Excelente para fazer parte de SISTEMA DE ROTAÇÃO DE CULTURAS, podendo ser empregado como cultivo de entre-safra, antes do cultivo da soja ( neste caso podendo ser plantado em algumas regióes do Sul do Brasil em Agosto; ou ainda antes do cultivo do trigo, podendo neste caso ser plantado após a colheita da soja ou milho em algumas regiões).
Pode ser usado como forragem aos animais (7 a 12% de proteina na mat. Seca), proporcionando 3 até 5 pastejos, sendo posteriormente deixado para rebrote e produção de massa verde que pode ser manejada com herbicida para implantação dos cultivos sem revolvimento do solo (Plantio Direto).
É recomendável semear 45 a 60 sementes por metro linear, linhas espaçadas de 17 a 25 cm., com um total de mais ou menos 250 sementes por metro quadrado que dará em torno de 18 a 22 kg/ha. de sementes. Pode ainda ser consorciado com Crotálaria juncea (10kg/ha de milheto + 15kg/ha de Crotalaria – misturadas as sementes). Pode também ser consorciado com Nabo forrag. (10kg de milheto + 10kg de Nabo). Pode ser semeado à lanço e posterior enterrio com grade leve (20 a 30kg/ha de sementes). Em caso de sobressemeadura (avião) recomenda-se de 30 a 35 kg/ha de sementes. É possível semear após a colheita da espécies de verão (soja, milho, algodão, etc.) em fevereiro-março, ou após a colheita de inverno (agosto-setembro), antecedendo os cultivos comerciais (soja, milho, etc.) O manejo pode ser feito através do pastejo animal e espera para rebrota, para posterior aplicação de herbicidas, ou ainda diretamente com herbicidas e posterior plantio do cultivo comercial.
As sementes finas, como é o caso do milheto podem ser semeadas a lanço sobre o solo desde que haja presença de palha (mulch) e posteriormente ocorra chuva para facilitar a germinação, nestes caso recomenda-se 20-30% a mais de sementes.
Guandu (Cajanus cajan L.)
Leguminosa arbustiva anual ou semiperene, que apresenta um grande potencial de uso em diferentes regiões brasileiras, quer tanto nos Cerrados quanto no Sul do Brasil. Isto se deve principalmente em função do seu emprego como planta protetora e recuperadora de áreas degradas, com melhoria física, química e biológica do solo, e o seu uso na alimentação animal, que como forrageira de alto valor protéico ou no arraçoamento através do grãos. Planta com alta resistência à solos pobres e de baixa fertilidade, desenvolvendo-se bem tanto nos argilosos quanto nos arenosos, podendo produzir boa massa vegetal com 200-400mm de precipitação. Apresenta alta produção de biomassa (variando em geral de 15-30 toneladas/hectare de massa verde e de 5-18 tons./ha de matéria seca), um forte e vigoroso sistema radicular capaz de romper camadas compactadas (pé-de-grade ou pé-de-arado) e aprofundar no perfil abrindo canais que facilitarão o crescimento dos cultivos posteriores além de aumentar a infiltração da água, fixar nitrogênio e promover uma elevada reciclagem de vários nutrientes no perfil do solo o que tem contribuido para um aumento no rendimento de cultivos posteriores (milho, soja, trigo, etc.) . Normalmente não apresenta problemas de pragas e/ou doenças, e contribui para a diminuição de alguns nematóides do solo. Pode ser semeado solteiro ou consorciado ao milho, e também intercalado ao cafeeiro e frutíferas. É recomendável semear de 16-25 sementes por metro linear e espaçamento de 50 cm, entre linhas (50kg/ha); quando semeado intercalado ao milho mecanizado, isto deve ocorrer quando as plantas de milho alcançarem em torno de 30cm. de altura, podendo ser efetuado com a própria máquina usada no plantio do milho. Por ocasião da colheita, as plantas de guandu que foram podadas irão rebrotar e continuar crescendo (caso não ocorra geadas) até o momento do manejo que pode ser com rolo faca, roçadeira, tritton e/ou herbicidas, antes do plantio da nova cultura de inverno ou verão em plantio direto.
Também existe o Guandu anão que é de porte menor, sendo recomendado de 15-20 sementes por metro linear e espaçamento de 0.4 – 1.0 metro entre linhas. Pode alcançar de 1.0 – 1.8m. de altura, normalmente inicia o florescimento aos 60-70 dias e completa o ciclo aos 140-150 dias da semeadura. Pode produzir de 12 a 20 ton. De massa verde/ha e 3.0 a 7.0 toneladas de matéria seca/ha.
Moha – IAPAR -
(Setaria italica)
Gramínea de verão de ciclo curto, muito utilizada na Argentina e Uruguay como forragem e cobertura de solo em rotação principalmente com soja e girassol . Ótima para ser empregada em rotação de culturas com vários cultivos comerciais. Podendo ser empregada após colheita de trigo ou milho safrinha (antes de soja, milho, girassol, algodão, etc.), ou ainda após colheita de milho, soja, algodão, etc. Utiliza-se 12 a 15 kg/ha, podendo ser semeada à lanço ou em linhas espaçadas de 17-40 cm entre linhas. População de 45-60 sementes por metro linear. Rápida cobertura do solo, possibilidade de pastejo e posterior rebrota para ser dessecada e empregada no plantio direto. A relação carbono/nitrogênio é baixa, ou seja pode ser plantado milho , sorgo ou outra gramínea sobre a palhada imediatamente após o manejo sem problemas de deficiência temporária de nitrogênio. O manejo preferentemente deve ser feito com herbicidas dessecantes (Roundup e outros), com dosagens baixas. O florescimento ocorre aos 30-50 dias e aos 70-85dias completa o ciclo. Boa produção de massa verde (15-25 t/ha) e 3-5 t/ha de materia seca. Pode produzir de 600 a 1200 kg/ha de sementes. A colheita poderá ser manual ou através de colheitadeiras.
Sorgo forrageiro (Sorghum bicolor)
Gramínea rústica de rápido crescimento, suporta seca prolongada, opção forrageira com vários rebrotes (2 ou mais), podendo ainda ser usado como planta de cobertura na entressafra (agosto a outubro; fevereiro a abril). Pode ser usado 8 a 10 kg/ha de sementes e pode produzir de 20 a 60 t/ha (1 corte) de massa verde e 4-10 t/ha de massa seca. Pode ser empregado em pastejo direto ou corte para forragem, em 2-3 cortes. Para manejo e posterior implantação de cultivos de renda é recomendável dessecar com herbicidas. Produz resíduos com elevado teor de celulose e lignina, o que contribui para uma palhada de difícil decomposição na superfície do solo.
Capim Pé-de-galinha Gigante (Eleusine coracana)
Gramínea de verão de ciclo médio, muito utilizada em países Africanos e Asiáticos como forragem e cobertura de solo em rotação principalmente com soja, algodão, milho, girassol, sorgo, arroz, feijão, etc. Foi trazida pelo CIRAD (Organização francesa) aos Cerrados do Brasil, por volta do ano 1995. Os grãos apresentam elevado teor protéico e são largamente empregado nestes países na alimentação humana e animal. Em algumas regiões pode ser empregada após colheita de trigo ou milho safrinha (antes de soja, milho, girassol, algodão, etc.), ou ainda após colheita de milho, soja, algodão, do cedo, etc. É uma planta de verão com boa rusticidade quanto à solos e suporta condições de seca, depois de bem estabelecido. Normalmente deve fazer parte de sistema onde se emprega a integração lavoura-pecuária. Utiliza-se de 5 a 8 kg/ha, de sementes , podendo ser semeada à lanço ou em linhas (preferentemente) espaçadas de 17-35cm entre linhas. População de 45-60 sementes por metro linear. Rápida cobertura do solo, plantas bastante tenras, de alta palatabilidade aos animais, possibilidade de pastejo e posterior rebrota para ser dessecada e empregada no plantio direto. O manejo preferentemente deve ser feito com herbicidas dessecantes (Roundup e outros). O florescimento ocorre aos 80-110 dias, normalmente e aos 130-150 dias completa o ciclo. Boa produção de massa verde (15-40 t/ha) e 4-8 t/ha de matéria seca da parte aérea. A massa radicular pode atingir de 4-6 t/hectare, sendo uma excelente espécie na reestruturação do solo. Pode produzir de 2000 a 3500 kg/ha de sementes. A colheita poderá ser manual ou através de colheitadeiras.
Sistemas de Rotação Indicados:
Para as regiões do Paraná:* a) tremoço/milho - aveia /soja - trigo/soja;* b) ervilhaca/milho - aveia/soja - trigo/milheto/soja;c) aveia/soja - aveia+ervilha forrageira lapar-83 /milho nabo+aveia/soja;* d) aveia/feijão - nabo+aveia/milho aveia+ erv. Forrag. /soja.
Para a Região Sul do Brasil:
*a) trigo/soja - ervilhaca/milho - aveia + nabo milho;*b) cevada/soja -ervilhaca/milho;*c) triticale/soja -ervilhaca/milho;*d) trigo/soja - aveia pastejada + ervilhaca pastejada/milho;*e) trigo/soja - ervilhaca/milho ou sorgo - nabo+aveia/feijão;*f) trigo/soja - colza/soja ou cevada/soja - ervilhaca ou nabo/milho;g) trigo/soja - trigo/soja - aveia branca/soja - ervilhaca/milho ou sorgo.**A aveia indicada acima é aveia preta (Avena strigosa), e a ervilhaca pode ser a Erv. Comum (Vicia sativa) ou Erv. Peluda (Vicia villosa).É possível ainda utilizar o sorgo, milheto, moha-Iapar, crotalária juncea, guandu anão, etc., espécies de crescimento extremamente rápido e portanto com possibilidades de uso nas entre-safras dos cultivos principais.