Critérios indicadores do momento para a aplicação de fungicidas
Erlei Melo ReisFaculdade de Agronomia e Medicina Veterinária Universidade de Passo Fundo Passo Fundo – RSE-mail: erleireis@tpo.com.br1. Introdução
O manejo integrado de doenças de plantas preconiza o uso integrado de todas as medidas disponíveis para seu controle tendo-se em vista a preocupação econômica e ambiental (Bergamin Filho, 1995). Entre as táticas estão incluídas a resistência genética, a rotação de culturas, o uso de sementes e de mudas livres de patógenos, o tratamento de sementes com fungicidas, a desinfestação química ou física do solo e/ou de substratos, o controle biológico em todos os seus aspectos, o manejo da irrigação e da fertilidade do solo, o uso de populações indicadas pela pesquisa, o uso de fungicidas em órgãos aéreos e etc.
Em geral, quando se aborda o tema controle de doenças em órgãos aéreos tem-se em mente quimioterapia ou a aplicação de fungicidas nos órgãos aéreos das plantas. É importante lembrar que os fungicidas são uma dentre as várias ferramentas disponíveis para o controle de doenças.
Os fungicidas (”matadores de fungos”) são substâncias químicas aplicadas em substratos ou plantas visando ao controle de doenças causadas por fungos. Essas substâncias podem ser aplicadas no solo, em sementes ou nos órgãos aéreos das plantas, tanto nas em estado de dormência no inverno, como nas que se encontram em estado vegetativo ativo e em produtos colhidos.
Os fungicidas são classificados quanto ao modo de ação em residuais ou protetores, de contato, sistêmicos, loco-sistêmicos, de profundidade e mesostêmicos.
Por conceito os fungicidas residuais ou protetores para agirem requerem a germinação dos esporos. Durante esse fenômeno são absorvidos através da membrana plasmática do fungo e atingem no interior das células os sítios onde irá agir o mecanismo de ação.
Os fungicidas de contato não requerem a germinação dos esporos. Desse modo quando aplicados nas plantas, matam mesmo as estruturas de dormência como esclerócios, clamidosporos e micélio dormente. Em geral são fitotóxicos se aplicados em plantas com órgãos verdes sendo por isso usados em tratamento de inverno em fruticultura nas espécies de folhas decíduas.
As substâncias fungicidas que apresentam mobilidade (sistêmicos) são absorvidas por raízes e órgãos verdes e translocados principalmente pelo xilema. Apenas o fungicida fosetil alumínio é relatado com tendo mobilidade bidirecional via floema. Portanto, a sistemicidade não é igual em espécies vegetais de folhas estreitas e folhas largas. É dita total em gramíneas e, em geral, nas demais loco-sistêmica.
Os fungicidas mesostêmicos do grupo das estrubilurinas, reagem com substâncias lipídicas da superfície da planta apresentando, por isso, um prolongado efeito protetor ao serem lentamente liberadas.
Por conceito fungicida protetor ou residual não são sinônimos de fungicida de contato. Lembra-se que a forma correta de uso do fungicida de contato é para tratamento de solo e de plantas frutíferas que derrubam as folhas no inverno. Por exemplo, os fungicidas de contato são os indicados para o tratamento de inverno e os protetores ou residuais para a proteção de órgãos verdes (Reis et al, 2001).
Quando se discutem critérios para uso de fungicidas deve se ter em mente também que algumas culturas, devido ao seu valor econômico (arroz, cevada, feijoeiro, milho, trigo, soja e etc.), suportam de uma até no máximo quatro aplicações e outras até mais de 10 (batateira, macieira, pessegueiro, tomateiro e etc.).
2. Critérios indicadores do momento para o início e intervalo das aplicações
Os critérios utilizados para sinalizam o uso de fungicidas em órgãos aéreos das plantas podem ter uma base empírica ou científica. Os critérios baseados em princípios empíricos não tem suporte científico pois baseiam-se principalmente na experiência.
2.1. Critérios empíricos
Calendário fixo. Toma-se como base para a aplicação de fungicidas um calendário fixo, geralmente a intervalo semanal. Nesse caso os fungicidas protetores são aplicados a intervalos semanais e os sistêmicos, os translaminares e os mesostêmicos a intervalos de 14 dias. Sempre que ocorrem chuvas e ao cessarem, se retomam os tratamentos observando-se o mesmo intervalo. Dados da literatura mostram que uma chuva de 13 mm remove da superfície da planta todo o resíduo deixado por um fungicida protetor ou residual (Jones, et al. 1993). Poucas indicações sugerem utilizar a precipitação pluvial, ou a quantidade de chuva, necessária à lixívia do resíduo do fungicida, como um critério para indicar a reaplicação dos fungicidas.
Os fungicidas protetores ou residuais são removidos da superfície das plantas pela água da chuva ou de irrigação. Além disso, como durante o desenvolvimento vegetativo a planta esta em crescimento constante, diariamente surgem novas áreas de tecido jovem desprotegido, por isso, exigem aplicações repetidas ou seqüenciais.
Embora esse critério não leve em conta a presença e a quantidade da doença, é o mais utilizado em olericultura e fruticultura.
Comparando-se o uso do calendário fixo em safras com clima favorável ao desenvolvimento de uma doença e de clima desfavorável apresentariam o mesmo retorno econômico de sua aplicação?
Estádio fenológico. Outra possibilidade de uso dos fungicidas é sua aplicação com base nos estádios fenológicos do hospedeiro. Portanto, esse critério não leva em conta o patógeno nem a doença, apenas o estádio fenológico do hospedeiro
Por exemplo, em trigo, na década de 70, as primeiras recomendações da pesquisa sugeriam uma aplicação no final do afilhamento para controle do oídio, outra no final do emborrachamento para oferecer proteção à folha bandeira e outra em plena floração para proteger a espiga.
Esse critério não levava em consideração a presença ou não da doença, de sua intensidade e de seus danos, embora os fungicidas eram recomendados para o controle da doença.
Certamente que em função da suscetibilidade dos cultivares ao oídio e às ferrugens muitas aplicações devem ter sido feitas sem garantirem o retorno econômico ao produtor além de contribuírem para a poluição ambiental. Por esses motivos deve se ponderar que esse não foi um bom critério indicador do momento para o controle químico das doenças do trigo.
Algumas perguntas pertinentes ao tema devem ser formuladas: esse foi um bom critério para uso em trigo e satisfazem os princípios de Main (1977)? Foi finalmente substituído por critérios racionais ou permanecem em uso apesar do progresso da ciência?
O uso de fungicidas deve ter um alvo que é o fungo agente causal da doença. Por isso, um critério científico deve levar em conta a sua presença e a intensidade e/ou dano da doença que ele causa e não apenas o estádio fenológico do hospedeiro.
Portanto nos casos em que se está utilizando fungicidas e o objetivo é o controle de um fungo alvo, se deve considerar a causa da doença e quantificando sua intensidade no momento do início e no intervalo das aplicações. Por outro lado, se um pesquisador conduz experimentos para identificar o estádio fenológico que apresente a melhor resposta econômica á aplicação do fungicida o fato deve-se ao controle de uma doença não identificada e quantificada ou ao efeito do produto estimulando (tônicos, nutritivo) a produção? Lembra-se que os fungicidas à base de estrubilurinas determinam uma duração maior da retenção de folhas na cultura da soja e que esse fato pode determinar um acréscimo no rendimento de grãos. Nesse caso o produto químico seria fungicida? É lógico que quando num experimento se pode identificar um estádio fenológico que determinou a menor resposta esse fato deve ser atribuído ao controle de uma doença. Se isso for verdadeiro, por que então não se usar a presença e a quantidade de doença como critério indicador do momento e do intervalo das aplicações de fungicidas numa dada cultura?
2.2. Critérios científicos
Os critérios científicos que norteiam o uso de fungicidas em qualquer cultura fundamentam-se nas afirmações de Main (1977) de que (1) ”os agricultores cultivam a terra para ganharem dinheiro e não para alimentarem milhões de famintos” e (2) ”tanto a falta como o excesso do uso de medidas de controle (fungicidas por exemplo) podem reduzir o lucro dos produtores”.
Baseado nesses princípios o uso de fungicidas numa cultura deve garantir a sustentabilidade econômica e ambiental da atividade agrícola. Por isso, se não ocorre a doença ou se não é econômico o seu controle não se deve aplicar fungicida pois isso contribui para a poluição ambiental.
Concordando com essas afirmações visualizam-se dos critérios científicos: (1) o Limiar de Dano Econômico (LDE) (Munford & Norton, 1984) e (2) os Sistemas de Previsão de Doenças (Sutton, 1988).
2.2.2. Limiar de dano econômico
O LDE é a pedra fundamental do manejo integrado de doenças de plantas.
Nesse contexto dano é empregado como sendo ”qualquer redução na qualidade e na quantidade da produção” e perda ”a redução financeira por unidade de área devido a ação de agentes nocivos”, segundo Zadoks (1985) e Bergamin Filho et al.(1995).
Para melhor ilustrar os fundamentos que norteiam o critério do LDE exemplifica-se com o controle do oídio em soja, doença causada pelo fungo Ascomiceto Microsphaera diffusa.
Portanto ao aceita-se o fato de que ”os produtores cultivam a soja para ganharem dinheiro”, o primeiro passo é saber-se o dano que uma determinada doença causa numa determinada cultura. Se a doença causa danos e sabendo-se o seu montante se pode decidir quanto à necessidade de seu controle para minimizar e reduzir seus danos e as perdas. Por exemplo, Balardin (2002) relata que os danos causados pelo oídio em soja podem ser de até 24,51 % no cultivar RS 7 – Jacuí.
Por isso, é imprescindível que haja retorno econômico na adoção da tecnologia e isso requer que se tenham critérios bem definidos para seu uso.
Coube aos nematologistas Munford & Norton (1984) a apresentarem uma proposta para viabilizar o uso prático desses princípios.
O LDE corresponde a intensidade da doença na qual o benefício do controle iguala ao seu custo (Equação 1);
LDE = Cc/ (Pp x Cd) = 1/1 =1
(1)
ID = Cc/(Pp x Cd x Ec), na qual,
(2)
ID = intensidade da doença;Cc = custo do controle;Pp = preço da tonelada de soja;Cd = coeficiente de dano eEc = eficiência do controle, considerando um determinado fungicida usado.
A pesquisa deverá fornecer aos usuários os dados relativos a Ec dos fungicidas recomendados para uso em soja.
Como o valor da Ec altera o LDE propõem-se uma alteração de modo que o EC fique fora do denominador de modo que o fungicida mais eficiente seja empregado com um LDE maior e um com menor eficiência com LDE inferior. Por isso, a fórmula empregada passa a ser (3):
ID = [Cc/(Pp x Cd)] x Ec
(3)
ID = quantidade de doença a ser calculada e que corresponde ao LDE;Cc = custo do controle:
Custo da aplicação
(Dados da Fundação ABC – Castro – PR; considerando-se, trator < 70 HP, operador 3,6 Salários mínimo/mês e pulverizador 600 L com barra de 12 m):............................................. R$ 6,50/ha;
Amassamento
(Dano de 3% sobre 50sc./ha ou 1,5 sc/ha)................................................................ R$ 37,50 Fungicida:. ............................................................................................................ R$ 28,00Total:..................................................................................................................... R$ 72,00
Portanto o Cc = R$ 72,00/ha
Lembra-se que o Cc é variável para cada situação e por isso cada profissional deve calcular seu valor correspondente a cada nova realidade.
Pp = Preço da tonelada de soja R$ 530,00 ou preço histórico de U$ 11.00 / saco; Cd = Coeficiente de dano:
No trabalho de Agostini et al. (1999) foi estabelecida a correlação entre o rendimento de grãos de soja e a severidade do oídio. A função de dano obtida foi
R = 2.348 – 15,6 S , com R2 = 0,76 e P < 0,0001. Nesse caso o coeficiente de dano (Cd) é 15,6 kg/ha, ou seja, para um rendimento de 2.348 kg/ha, cada 1,0% de severidade determina uma redução no rendimento de grãos de 15,6 kg/ha. Esse Cd, transformado para toneladas é 0,0156t e é utilizado no cálculo do limiar de dano econômico (LDE).
Ec = eficiência do controle (%) (Dados de pesquisa fornecerão a eficiência de controle dos fungicidas recomendados para o controle da ferrugem). Nesse exercício toma-se uma Ec de 80% de controle.
Rp é o rendimento potencial da lavoura (Kg/ha), devendo-se ajustar o Cd em função do rendimento da lavoura pelo cálculo Rp x Cd:
Por exemplo, uma lavoura com Rp = 3.000 kg/ha ou 3,0 t/ha;Rp x Cd. Substituindo-se têm-se: 3,0 t x 0,0156 = 0,0468
Substituindo todos os valores na fórmula:
ID = [(72/(530* 0,0468)]* 0,8 = 2,32 % S
Por conceito, LDE é a ID na qual o Cc = P (Perda); ou 72/72 = 1
Portanto, a aplicação do fungicida deve ser feita quando a severidade (LDE) for < 2,32 %.
Nesse caso o LDE é uma severidade do oídio, nos estádios fenológicos posteriores a V5 e V6, de 2,32 % correspondente a uma perda de R$ 72.00/ha.
Por princípio a aplicação do fungicida deve ser feita antes que a intensidade da doença alcane o LDE, por isso deve ser aplicado no limiar de ação (LA).
Por conceito LA é aquela quantidade de doença na qual as medidas de controle devem ser implementadas de tal maneira que a doença não atinja ou ultrapasso o LDE. Por conseguinte se sugere que a aplicação de fungicida, no presente caso, seja feita quando a severidade foliar do oídio – LA- for de 1,5 a 2, 0%.
Como o LDE não é fixo, deve por isso ser calculado anualmente e para cada situação diferencial de lavoura em função das variações do preço da soja, do fungicida e do custo de sua aplicação.
Comparado com os critérios do calendário e do estádio fenológico o LDE leva em conta a doença alvo do controle e sua intensidade. Além disso esse critério é desenvolvido experimentalmente satisfazendo o rigor científico. O LDE deve ser desenvolvido para cada doença que ataca uma cultura.
2.2.3 Sistemas de previsão de doenças de plantas
Também se pode tomar como critério indicador do momento para o início e intervalo das aplicações dos fungicidas os sistemas de previsão de doenças. Esses sistemas tem aplicação prática principalmente em oleri e fruticultura.
Os sistemas de previsão de doenças são fundamentados na presença, no tempo e no espaço dos três fatores determinantes de doenças: hospedeiro, patógeno e ambiente favorável. Poucos modelos de previsão baseiam-se no monitoramento do inóculo relacionando-o com o início do desenvolvimento da doença (Berger, 1969) por serem muito laboriosos. A maioria dos sistemas disponíveis tem como base os requerimentos climáticos para a multiplicação do inóculo (Lalancette et al., 1988) e para a infecção (Wallin, 1975; Krause & Massie, 1975; Madden et. al., 1978).
Sistemas de previsão podem ser desenvolvidos a partir de informações disponíveis na literatura ou de experimentos específicos.
O modelo climático de previsão fundamenta-se no efeito do ambiente sobre o processo infeccioso. Uma vez os esporos estando depositados nos sítios de infecção respondem a estímulos que são sinais do ambiente. Os principais estímulos são o molhamento foliar e a temperatura. A resposta dos esporos ao molhamento é obrigatória e irreversível reagindo ao estímulo através da germinação. O modelo climático prevê a infecção (germinação, crescimento do tubo germinativo, penetração do hospedeiro e estabelecimento do parasitismo). Uma infecção é bem sucedida quando o molhamento for de duração suficiente, a uma temperatura média, para dar início a colonização do hospedeiro. A essa interação Zadoks & Schein (1969) denominaram de período crítico (PC). Portanto, após ocorrer um PC, pode secar a superfície foliar que o patógeno dará continuidade ao seu ciclo de vida.
A maioria dos sistemas de previsão fundamentados no modelo climático valem-se do PC para prever a infecção. Como numa população os esporos dos fungos não respondem sincronicamente em germinação à duração do molhamento e à temperatura, tem-se diferentes proporções de infecção e conseqüentemente de intensidade da doença em função de sua resposta àqueles fatores ambientais. Cada indivíduo tem um requerimento de duração do molhamento e de temperatura para completar com sucesso a infecção (Sutton, 1988).
Por outro lado, diferentes intensidades de doença podem ser obtidas utilizando-se diferentes concentrações de inóculo, ou diferentes temperaturas e/ou durações do molhamento foliar. A interação da duração do molhamento foliar com a temperatura média nesse período é a pedra fundamental dos sistemas de previsão de doenças baseado no efeito do clima sobre o processo infeccioso denominado de modelo climático fundamental ou indutivo que prevê a infecção (Sutton, 1988).
Os efeitos das interações entre temperatura e duração do molhamento sobre a infecção, obtidos em condições controladas, podem apresentar distorções no campo. Nesse caso os fatores que comprometem a eficiência da infecção de modo a não refletir exatamente o que ocorreu sob condições controladas são: (a) variações na flutuação da temperatura no dossel, (b) pequenas interrupções na duração do molhamento, (c) diferente disponibilidade de inóculo (densidade), (d) viabilidade dos esporos (% de germinação), (e) predisposição do hospedeiro (idade das folhas), (e) presença de nutrientes e de pesticidas no filoplano, e (f) atividade biológica antagônica dos organismos residentes no filoplano. Por isso, a freqüência absoluta de infecção não pode ser predita (Sutton, 1988).
A severidade futura é função da eficiência da infecção dos esporos que por sua vez é governada pelos PCs.
Os PCs são diferentes para cada patossistema por isso as tabelas de PCs são também diferentes para cada espécie de fungo em um dado hospedeiro.
Considerações finais
Portanto, pergunta-se qual o melhor critério para o controle de uma doença de uma cultura? Seria o calendário fixo, ou tomar um estádio fenológico fixo ou a quantidade de doença e os seus danos e as condições predisponentes à ocorrência de uma doença?
Em geral os critérios racionais exigem melhor capacitação técnica e requerem mais trabalho, porém satisfazem os requisitos da sustentabilidade econômica e ambiental da atividade agrícola.
Embora sem levar em conta esses princípios, a primeira recomendação para o controle do oídio, em soja (Recomendações, 2000) sugeria que a aplicação do fungicida fosse feita quando a severidade foliar do oídio atingisse 40%. Não se encontrou na literatura disponível nenhuma informação científica que justificasse o uso desse limiar de ação (LA). Posteriormente (Indicações, 2002.) esse LA foi reduzido para 20% de severidade para uso na região sul e continuando o de 40 – 50% para as demais regiões. Comparando-se com o critério do LDE acima exemplificado (LA de 1,5 a 2,0%), mesmo o LA de 20% de severidade recomendado esta, provavelmente, muito distante da realidade.
A aplicabilidade dos sistemas de previsão concentra-se naquelas culturas nas quais é viável economicamente 4 a 5 aplicações, ou mais, de fungicidas num ciclo da cultura e por isso, são usados principalmente em batata, cebola, cenoura, macieira, parreira, tomateiro, etc.
O sistema de Wallin (1962) utilizado no Brasil, para indicar o início e o intervalo das aplicações em batateira e tomateiro tem reduzido até 30% o número de aplicações de fungicidas visando ao controle da requeima.
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