Renovação de pastagens, a nova contribuição do Sistema de Plantio Direto
Elizeu Vicente dos SantosEngenheiro Agrônomo com especialização em Administração Rural.Coordenador de Marketing da Monsanto do Brasil, e-mail: elizeu.v.santos@monsanto.com
1. Introdução
Indiscutivelmente, o maior problema das pastagens brasileiras é o seu atual estado de degradação. Raramente, encontramos uma propriedade que não tenha uma área em processo de degradação ou já degradada. Os números são alarmantes, 70% das pastagens do cerrado se encontram assim e, somente no Estado do Mato Grosso do Sul o prejuízo anual causado pelo problema é superior a R$ 21 bilhões. Nos Estados do Paraná e São Paulo, as regiões produtoras de carne não estão conseguindo atingir os índices mínimos exigidos pelo Incra de 1,2 UA/ha (Tabelas 1 e 2), tornando várias propriedades alvos de desapropriação (Figura 1).
Estes números levam a baixas produtividades (Tabela 3) e conseqüentemente lucratividades. Isso tem provocado mudanças na ocupação dos solos produtivos, uma vez que a pecuária traz um menor retorno do capital investido na propriedade quando comparada com culturas como a cana-de-açúcar, em franca expansão no Estado de São Paulo, principalmente nas regiões tipicamente pecuárias como São José do Rio Preto e Araçatuba.
Por outro lado, os cenários futuros para a pecuária brasileira são muito positivos. As exportações de carne, item mais comentado pela mídia do setor nos últimos meses, comprovam estas tendências.
Tabela 1. Lotação das pastagens do arenito do Caiuá
Lotação
Município
Lotação Média
(UA/ha)
Nº
(%)
(UA/ha)
0,85 - 0,99
8
7,5
0,90
1,00 - 1,14
26
24,3
1,07
1,15 - 1,19
11
10,3
1,17
Abaixo de 1,2
45
42,1
1,05
1,20 - 1,34
22
26,6
1,26
1,35 - 1,49
21
26,6
1,41
1,5 - 1,64
9
8,4
1,58
1,65 - 1,79
6
5,6
1,70
1,80 - 1,94
1
0,9
1,85
1,95 - 2,09
1
0,9
2,02
2,10 - 2,30
2
1,9
2,30
Acima de 1,2
62
57,9
1,73
Fonte: Sá & Caviglione, 1999
Neste contexto, as fazendas produtoras de carne não têm outra saída a não ser intensificar os sistemas produtivos, tendo como referências o aumento da capacidade de suporte das pastagens, a busca da eficiência reprodutiva, a produção de animais mais precoces e o aumento da rentabilidade por hectare.
Tabela 2. Estatísticas da produção animal, área de pastagem por Região Administrativa (RA), Estado de São Paulo, 2001
Bovinos enviados ao abate durante o ano
RA
Pasto Total1
Rebanho total2
Leite total3
Quantidade
Peso total
(ha)
(em cabeças)
(1.000 litros)
(cabeças)
(arroba)
Araçatuba
1.205.930
1.818.793
212.930
682.721
10.240.818
Baixada Santista
2.000
1.445
41
462
6.930
Barretos
207.282
294.025
33.871
101.238
1.518.570
Bauru
835.793
1.109.328
86.650
399.196
5.987.922
Campinas
845.953
962.400
336.187
315.776
4.736.622
Central
267.527
348.644
92.309
115.687
1.735.308
Franca
303.647
373.906
113.782
124.619
1.869.282
Marília
1.010.976
1.281.273
98.409
470.364
7.055.460
Presidente Prudente
1.779.360
2.387.928
157.694
872.769
13.091.544
Registro
130.871
92.002
7.850
30.844
462.660
Ribeirão Preto
175.923
199.509
67.526
59.787
896.802
São José do Rio Preto
1.516.814
2.160.664
335.109
746.115
11.191.728
São José dos Campos
634.892
510.410
221.981
120.705
1.810.596
São Paulo
31.840
48.025
39.695
12.632
189.492
Sorocaba
1.346.639
1.566.297
172.392
533.446
8.001.708
Estado
10.295.447
13.154.649
1.976.426
4.586.361
68.795.442
1Exclui áreas para produção de sementes2Leite, corte e misto3Leites A, B e CFonte: Instituto de Economia Agrícola e Coordenadoria de Assistência Técnica Integral.
Tendo em vista que as pastagens representam a forma mais prática e econômica de alimentação dos bovinos, constituindo a base de sustentação da pecuária de corte do Brasil, a alternativa que traz melhor retorno econômico em curto prazo é a renovação das pastagens degradadas e a recuperação da fertilidade do solo.
Tabela 3. Índices médios de produtividade/ha para as Regiões Administrativas (RA) tipicamente pecuárias, do Estado de São Paulo, 2001
Lotação
Produção
Estimtiva de
RA
(cab/ha)
(litros/ha)
(@/ha)
Receita bruta (R$/ha)
Araçatuba
1,50
176,5
8,5
564,25
Barretos
1,41
163,4
7,32
491,62
Bauru
1,32
103,67
7,16
452,79
Central
1,30
345,0
6,48
535,38
Marília
1,26
97,34
6,97
438,99
Presidente Prudente
1,34
88,62
7,35
455,91
São Josédo Rio Preto
1,42
220,92
7,37
523,18
Estado
1,28
191,97
6,68
470,05
Fonte: Elaborado a partir dos dados fornecidos pelo IEA / CATI
O plantio direto (Figura 2) pode contribuir sensivelmente com este processo, tanto para pastagens solteiras quanto para o consórcio de gramíneas com uma leguminosa. Ao longo deste artigo será demonstrado resultados de campo, evidenciando as vantagens do plantio direto quando comparado ao convencional.
2. Dúvidas e perguntas freqüentes sobre o a utilização do plantio direto em áreas de pastagens
Freqüentemente, nos deparamos com algumas dúvidas dos pecuaristas para as quais os resultados práticos já trouxeram respostas. Compactação por exemplo, já sabemos que isto não é problema tanto para a implantação de lavouras e principalmente para renovação de pastagens. Na verdade o que ocorre é um adensamento superficial de no máximo 5 – 10 cm, pois compactação é a ausência de ar e água e, na ausência destes elementos, a raiz não se desenvolve. Sabemos que uma pastagem estabelecida possui um volume muito grande de raízes e em grandes profundidades, comprovando a tese de que o selamento causado pela pata do boi não é prejudicial para o estabelecimento de uma nova planta. Além disso, as semeadoras possuem sulcadores que facilmente rompem esta camada permitindo ótimas condições de plantio.
Outra dúvida freqüente refere-se à calagem. Vários resultados práticos têm mostrado que a correção em solos de pastagens quando efetuada a calagem superficialmente, ocorre sem problemas, em função da dinâmica da renovação das raízes de gramíneas e da decomposição dos resíduos das pastagens, sendo esta, a forma mais efetiva de incorporação de calcários em pastagens já implantadas. Resultados obtidos em lavouras de regiões como os Campos Gerais no Paraná, onde há 20 anos faz-se calagem superficialmente, corroboram nossas observações.
Por último, uma terceira dúvida, diz respeito à provável emergência das sementes da pastagem antiga reinfestando a área. O que se observa com o plantio direto, é que as sementes do pasto anterior ficam protegidas pela camada de palha, impedindo que a mesma receba os comprimentos de onda de luz que estimulam a quebra da dormência. O fato da semente não estar enterrada e conseqüentemente envolta por camada de terra úmida, faz com que o processo germinativo não seja iniciado. Depois da nova pastagem estar estabelecida e desde que bem manejada, o sombreamento da mesma faz com que a antiga forrageira não reinfeste a área.
3. Proposta de renovação de pastagens com plantio direto
A dinâmica de implantação via plantio direto é muito simples e fácil de se adotar, cabendo a qualquer fazenda que tenha infra-estrutura mínima para o plantio.
A reforma inicia-se com a avaliação e planejamento da área, levando-se em conta, seu histórico em termos de fertilidade, efetuando correção do micro-relevo (tais como cupinzeiros e trilheiros de gado) e retirada de tocos e arbustos. Feito este diagnóstico, efetua-se a calagem superficialmente. Isso deve ocorrer de preferência seis meses antes do plantio. No início das chuvas faz-se a vedação do pasto aguardando rebrota para posterior dessecação.
Dessecada a área, inicia-se o plantio direto do novo capim. A partir daqui introduzimos duas novidades as quais vem revolucionando as produtividades da pecuária brasileira. Trata-se do sorgo de pastejo e do guandu Super N.
Tanto o sorgo de pastejo quanto o guandu Super N são semeados juntamente com o capim. Essa operação torna-se possível, utilizando-se máquinas de plantio consorciados existentes no mercado, que fazem a operação da semeadura da nova pastagem juntamente com o guandu ou o sorgo, mais a adubação de uma única vez (Figura 3).
O plantio direto, por não revolver o solo, mantém sua estrutura física natural, conserva a matéria orgânica e aumenta a infiltração de água, reduzindo um dos maiores problemas da agropecuária que é a erosão e a perda de solo. Do ponto de vista econômico, o plantio direto proporciona redução de 10 até 25% nos desembolsos com a reforma. Além disso, devido à rapidez do processo e à maior eficiência técnica o plantio direto, permite a amortização dos investimentos já no primeiro ano, enquanto que no plantio convencional isto não é possível.
Os custos representados no Quadro 1, são os resultados médios obtidos por fazendas da região Oeste de São Paulo.
Quadro 1. Comparativo entre os custos com plantio convencional e direto.
Plantio Convencional de Pastagens
R$/unid.
Unid./ha
R$/ha
1. Insumos
441,00
Calcário
40,00
2,5 t
100,00
Super simples
0,390
300 kg
117,00
Semente capim
5,00
10 kg
50,00
Uréia (cobertura)
580,00
0,3 t
174,00
2. Operações
215,00
Terraceamento
60,00
0,8 h/m
48,00
Grade aradora
50,00
1,5 h/m
75,00
Grade intermediária
40,00
0,6 h/m
24,00
Grade nieveladora
30,00
0,4 h/m
12,00
Plantio e compactação
20,00
2,5 h/m
50,00
Distribuição de calcário
30,00
0,2 h/m
6,00
Total R$ 656,00
3. Ganho esperado
8@
4. Receita Bruta
@ à R$ 55,00
R$ 440,00
Receita líquida
R$ 216,00
Pastejo durante 2 meses (fevereiro e março)Lotação 4 ua/haGanho de peso 1 kg/dia/uaGanho de peso total = 60 dias x 4 ua x 1 kg/dia/ua/2 = 8@
Sistema Plantio Direto
R$/unid.
unid./ha
R$/ha
1. Insumos
532,00
Calcário
40,00
2,4 t
96,00
Adubo 8-20-10 + Zn
0,850
300 kg
255,00
Roundup WG
20,40
2,5 kg
51,00
Semente capim
5,00
14 kg
70,00
Sorgo 2501
5,00
12 kg
60,00
2. Operações
66,00
Pulverização
30,00
0,5 h/m
15,00
Plantio
45,00
1 h/m
45,00
Distribuição calcário
30,00
0,2 h/m
6,00
Total R$ 598,00
3. Ganho esperado
27@
4. Receita bruta
@ à R$ 55,00
R$ 1.485,00
Receita líquida racional
R$ 887,00
Pastejo durante 4,5 meses (15 novembro à 30 de março)Lotação 6 ua/haGanho de peso 1 kg/dia/uaGanho de peso total = 135 dias x 6 ua x 1 kg dia/ua/2 = 27@
4. Razões para utilização do sorgo de pastejo e do guandu Super N nas reformas de pastagens em sistema de plantio direto
Pesquisas demonstram que uma pastagem para ser considerada produtiva e que certamente irá remunerar o pecuarista dentro dos valores exigidos pelo custo de oportunidade da terra deveria apresentar as seguintes características:
- No mínimo 20 toneladas de matéria seca/ha/ano, ou seja, produção elevada por área;- Boa qualidade nutricional (em média 12% de proteína bruta e 60% de NDT)- Custar no máximo entre R$ 45,00 a R$ 55,00 / tonelada de matéria seca produzida.
Certamente, estes índices estão longe da realidade da maioria das fazendas brasileiras porém, existem ferramentas para obtenção destes resultados, sendo uma delas o sorgo de pastejo.
Visando oferecer alimentos na entressafra, reduzir o custo de alimentação, permitir o plantio direto e melhorar a estrutura de solos dentro de uma visão ambientalmente sustentável, o sorgo de corte e pastejo (Figura 4) aparece com uma série de vantagens descritas a seguir:
- Alta resistência à seca, podendo ser semeado direto logo após as primeiras chuvas;- Rápido crescimento inicial, obtendo forragem para corte ou pastejo entre 35 a 45 dias no primeiro corte;- Alta capacidade de rebrota e perfilhamento, com intervalos de corte ou pastejo de 30 a 35 dias- Permite 2 a 3 cortes na safrinha, podendo chegar de 50 a 70 t/ha de massa verde com 15 a 20% de MS- Semeado nas águas, pode chegar até mais de 5 cortes, com produtividade final de até 150t/ha de massa verde em 5 cortes (médias aproximadas de 30 t/ha/corte)- Suporta alta pressão de pastejo (média de 5 UA/ha=2.250Kg Peso Vivo/ha)- Alto valor nutritivo, possuindo em média 12 a 16% de PB (proteína bruta) por corte/pastejo, com até 80% de proteína assimilável- Possui alta digestibilidade da fração verde, devido a bons valores de fibras (FDA/FDN)- Baixo custo de implantação (R$500,00/ha em média na última safra), mostrando alta viabilidade econômica. (Em torno de R$ 7,00 a 10 da matéria verde e R$30,00 a R$50,00/t de MS) - Pode ser utilizado na forma de corte para fornecimento verde, silagem pré-secada, feno, pastejo direto e cobertura morta- Permite o plantio direto, pois cortes subseqüentes podem ser utilizados para dessecação e palhada, fornecendo até 8 t/ha de MS de palhada nos cortes finais- Excelente volume e profundidade de raízes melhorando a estrutura dos solos compactados na ensilagem.
Com exceção do míldio, que ocorre mais na Região Sul e em altitudes elevadas (>1000m), todas as doenças do milho não são compatíveis com o sorgo e vice e versa, a exemplo da cercospora e ferrugem, tornando-se uma boa opção para o sistema de rotação de culturas.
O frio intenso pode paralisar o crescimento, fazendo com que esta fique em estágio latente, podendo voltar a crescer após o período de inverno (ago/set), fornecendo alimento ou massa para o plantio direto na semeadura da cultura;
O guandu Super N (Figura 5) presente na pastagem, em razão de sua capacidade de fixação de nitrogênio e da agressividade do seu sistema radicular, traz vários benefícios gratuitos para o pecuarista. O primeiro deles é a melhoria da fertilidade do solo. O guandu fixa em torno de 150 kg de nitrogênio/ha/ano, algo equivalente a 375 quilos de uréia, podendo até dobrar os índices de fósforo da pastagem. Ou seja, após implantada a pastagem, o pecuarista passa a não se preocupar mais com a sua adubação. E, tendo em vista que o nitrogênio é o nutriente que mais limita a produção de matéria verde, esse passa a ser o grande diferencial do sistema.
A presença do guandu enriquece também a qualidade nutricional do pasto. Primeiro pela fertilização, que aumenta em 2% o teor de proteína da gramínea, e depois pelo próprio guandu, que possui 25% de proteína na folha e percentual maior ainda na vagem. Isso faz com que a pastagem tenha uma composição perfeita de volumoso, matéria seca e proteína, tornando-se altamente nutritiva para o rebanho.
Um outro grande benefício é seu diferencial no período da seca. O guandu é uma planta cuja palatabilidade aumenta após o período de florescimento. Este estádio dá-se a partir de março/abril, ou seja, quando as gramíneas naturalmente declinam a produção em função da seca. O guandu passa então, a fornecer alimentação de excelente qualidade para o rebanho pelas suas folhas e principalmente pelas vagens consumidas pelo gado.
Os resultados obtidos até agora confirmam a viabilidade do sistema. A Figura 6, mostra o resultado de recente pesquisa, que foi concluída em dezembro de 2001, pela Faculdade de Zootecnia da USP de Pirassununga (SP), comparando uma pastagem formada com o sistema proposto pela Monsanto e uma pastagem tradicional de braquiarão, obtendo-se ganho de peso 136% superior com o consórcio.
A pastagem com guandu também pode ser utilizada em sistemas de cria e recria. No primeiro caso, na fase pré-parto as matrizes exigem maior valor nutricional das pastagens e, coincide com o período de maior escassez em quantidade e qualidade de alimento, justamente, durante a época da seca. Como o guandu passa a ser consumido nesta época, pode ser a solução para eliminar a carência nutricional do terço final de gestação das matrizes.
Com relação à recria, existem dados de ganhos de peso em bezerros de 0,586 kg/cab./dia durante 98 dias na estação seca, referendando o múltiplo uso do sistema.
Além do plantio do guandu na formação do novo pasto, outro emprego que vem despertando grande interesse é a introdução desta leguminosa em pastagens já existentes com os mesmos fins de melhoria de solo e alimentação.
5. Resultados práticos da renovação de pastagens com o sistema de plantio direto
Vários são os benefícios que vem sendo alcançados, quando adotado o sistema de reforma de pastagens com plantio direto. Quando analisado sob o ponto de vista técnico, há uma melhoria significativa da fertilidade do solo no sistema plantio direto de pastagens, consorciado com guandu Super N (Figura 7), principalmente fósforo e nitrogênio, nutrientes comprovadamente escassos nos solos brasileiros, significando redução de gastos com adubação (Quadro 2).
Quadro 2. Quantidade de N fixada pelo guandu em pastagens (kg/ha/ano)
Quantidade de N fixada pelo Guandu kg/ha/ano
Correspondente em sulfato de amônia (21%)
Custo sulfato de amônia tonelada
Ganho em R$ com guandu super N
150
714
R$ 400,00
R$ 285,60
Ainda do ponto de vista técnico, recente trabalho concluído juntamente com a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu e a Faculdade de Agronomia e Zootecnia de Uberaba mostrou que é possível obter lotações bem acima das médias observadas à campo (Figura 8), com ganhos de peso igualmente surpreendentes (Figura 9). Dados semelhantes vem sendo obtidos exclusivamente à pasto por pecuaristas que vem adotando o sistema.
Do ponto de vista prático o sistema de plantio direto agiliza a reforma. Enquanto numa reforma convencional o pecuarista retorna com o gado em torno de 60 a 90 dias após o plantio do novo capim, com o plantio direto combinado como sorgo de pastejo a entrada do rebanho é antecipada para 30 dias após o plantio com ganhos de peso bastante superiores à uma pastagem convencional. No Quadro 3, é possível observar um esquema prático comparativo entre os dois sistemas de renovação de pastagens.
Do ponto de vista estratégico o sistema de plantio direto (Figura 10) permite manter o rebanho durante o ano todo no pasto sem suplementação, algo praticamente impossível nos sistemas de pastagens convencionais, conforme ilustra a Figura 6.
Com isso o plantio direto mostrou ser uma tecnologia importante para o aumento da produtividade da propriedade pecuária, tornando-a competitiva comparativamente a outras oportunidades de ocupação do solo, para regiões onde a pecuária compete com mais culturas. A Figura 11 mostra o aumento da produção por hectare por ano proporcionado pelo plantio direto.
Finalmente, do ponto de vista econômico o sistema de plantio direto mostrou ser uma ferramenta fundamental para o pecuarista aumentar a lucratividade da fazenda conforme se observa nos índices apresentados na figura 12.
Bibliografia consultada
Fernandes, L. O. Zebu – do pasto ao prato. Uberaba-MG, Associação Brasileira dos Criadores de Zebu, setembro/outubro de 2001. (ABCZ, Revista da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu, ano 1 no 4).HERLING, V. R. & CERQUEIRA LUZ, P. H. Estudo comparativo do ganho de peso de animais cruzados em pastagens exclusiva de braquiarão e consorciação guandu x braquiárias. Pirassununga-SP, FEZEA/USP, março de 2000. (não publicado).INSTITUTO DE ECONOMIA AGRÍCOLA DE SÃO PAULO. Estatísticas da produção animal, 2001. Disponível em: www.iea.sp.gov.brSá, j. p. & caviglione, j. h. Arenito Caiuá – Capacidade de lotação das pastagens. Londrina-PR, IAPAR, set/99. (IAPAR. Informe da Pesquisa no 132).
Dados para referências bibliográficas:Revista Plantio Direto edição nº 76, julho/agosto de 2003. Aldeia Norte Editora, Passo Fundo-RS