Plantio Direto movimenta o Estado de São Paulo
Com objetivo de estimular a discussão em torno do Sistema de Plantio Direto na região do Médio Paranapanema, foram realizadas as duas primeiras etapas do Fórum de Debates Sobre Plantio Direto. Os eventos são uma promoção da Associação de Plantio Direto do Vale Paranapanema, da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral – CATI Regional Assis e da Revista Plantio Direto.
A primeira etapa aconteceu em Pedrinhas Paulista, no dia quatro de junho e a segunda, em Cândido Mota, no dia três de julho. Em cada um dos eventos estiveram presentes mais de 500 produtores, técnicos e estudantes interessados na troca de informações e debates sobre o Sistema Plantio Direto na Palha.
Os Fóruns também tem como objetivo preparar a região para a realização do Vale Direto 2004, um evento amplo, projetado para tornar-se referência em tecnologia agrícola e plantio direto no Estado de São Paulo.
Segundo dados da Secretaria de Agricultura, o Estado conta hoje com mais de 308 mil hectares cultivados sob o Sistema Plantio Direto, o que significa 10% da área total. Apesar de ser um percentual ainda modesto perto de outras regiões, São Paulo demonstrou avanço muito rápido na adoção da técnica nos últimos anos, pois em 1998 haviam somente 160 mil hectares semeados diretamente sobre a palha.
A região de Assis é uma das mais avançadas em termos de adoção do sistema. No ano de 2000, possuía média de 70 mil hectares sob plantio direto, o que corresponde a 20% da área total. Por estar acima da média Estadual, a região apresenta grande potencial de crescimento em termos de conservação de solos através do plantio direto, embora ainda existam focos de resistência bastante acentuados.
Um marco para agricultura regional
A Prefeita Municipal de Pedrinhas Paulista, Ida Franzoso de Souza, avaliou como positiva a realização da primeira etapa do Forum de Debates Sobre Plantio Direto na cidade. ”Tenho que admitir que com toda a experiência que tenho em eventos ligados a agricultura, jamais vi um interesse tão grande do público, os produtores permaneceram até o final participando ativamente do evento” comentou Ida de Souza.
A economia do município de Pedrinhas Paulista é essencialmente agrícola, a cidade possui apenas uma indústria que é destinada à produção de implementos.Trabalhando com essa realidade, a Prefeita defende que o poder público deve apoiar o setor primário, ainda com mais empenho. ”Como pessoa pública, eu estaria fora do meu contexto, deveria estar desenvolvendo outra atividade, em outro local, se não apoiasse a agricultura, se não apoiasse as iniciativas ligadas ao setor”, enfatizou Ida de Souza.
A Administração Municipal deu apoio total a realização da primeira etapa do Fórum, abraçando o projeto desde o início, colaborando em todas as fases, até sua conclusão. ”Tenho vivência em agricultura, venho de uma família de imigrantes italianos que trabalharam na roça. Por isso tenho grande interesse pelo assunto. Gosto, participo, apoio, como fiz aqui nesta edição do Forum, junto à Associação de Plantio Direto do Vale Paranapanema, desde a primeira reunião até este final grandioso”.
Quanto ao sucesso da promoção, Ida de Souza afirmou que o evento foi muito importante para todos os que participaram, seja na organização ou na platéia. Segundo ela, o empenho da Associação deve ser valorizado pelos agricultores de toda a região, pois possibilitou o acesso a informações fundamentais na condução das atividades. ”Me envolvi de corpo e alma, aprendi muito, tivemos lições de vida que nem mesmo uma universidade pode oferecer, foi uma experiência valiosa. Fico contente em perceber que a APDVP possui muitos membros aqui de Pedrinhas, jovens que foram meus alunos. Como educadora há 23 anos, sempre tive esperança de colher os frutos do meu trabalho. Então, quando vejo esses jovens desenvolvendo um projeto tão importante como incentivar a valorização do solo, a preservação do meio ambiente através do plantio direto. Quando vejo as novas gerações participando de tudo isso, sinto que realmente valeu a pena o esforço desprendido”, declarou a Prefeita de Pedrinhas.
Ida de Souza acredita no potencial ilimitado do setor primário para a economia e defende a maior atenção do poder público aos assuntos ligados a agricultura. ”Muitos administradores públicos ainda não perceberam o quanto é valioso estarem apoiando as iniciativas da agricultura, pois o Brasil é o celeiro do mundo, em função da importância que o país tem nessa área. Tivemos exemplos aqui neste evento, de produtores que buscam conhecer mais, que precisam ter alternativas para melhorar sua produção e tornarem-se viáveis economicamente”, afirmou.
A união em torno da causa do plantio direto foi outro ponto destacado pela Prefeita de Pedrinhas. ”Esse espírito de união deve permanecer, é importante que os produtores estejam juntos em associação, em comunidade, pois é dessa forma que se aprende e se progride. São as boas idéias, ações como essa, verdadeiros testemunhos de vida que devem ser levados para as pessoas que conosco convivem, para nossos descendentes. O tema escolhido para o evento: ”Não herdamos a terra de nossos pais; nós a tomamos emprestada de nossos filhos”, trata de uma situação que o homem ainda não percebeu, que a terra não é sua e por isso é fundamental preservá-la para as futuras gerações” finalizou.
A valorização dos colaboradores
Um exemplo de profissional valorizado, Jair Pereira dos Santos é gerente na fazenda do produtor Andrea Vicentini desde 1981 e desenvolve o plantio direto há mais de 15 anos, durante a primeira etapa do Fórum de Debates, realizado em Pedrinhas Paulista, ele falou de seu trabalho e experiência junto a um dos pioneiros do plantio direto no Estado de São Paulo.
Revista Plantio Direto – Como foi a implantação do sistema na Fazenda de Andrea Vicentini?
Jair Pereira dos Santos - Quando comecei a trabalhar nessa propriedade o plantio era convencional, mas partir de 1987 foi adotado o plantio direto. Tivemos muitas dificuldades no início, pois não havia plantadeiras e nem conhecimento técnico adequado. No primeiro ano foram feitos apenas 50 hectares direto, no segundo o sistema ocupou 50% da área, já em 1991 atingimos 100% da área.
RPD – Antes do plantio direto, como era feito o controle da erosão na propriedade?
Jair dos Santos – Quando o Sr. Andrea Vicentini adquiriu uma parte da área da fazenda que é lindeira a barragem, em 1984, teve que comprar também uma carregadeira para fazer todo o terraceamento, porque achava que eram os terraços que seguravam a água dentro da propriedade. Quando chovia, ficam cheios de água de cinco a seis quilômetros de curvas e não se produzia nada. Hoje pode chover 100mm num dia e no outro não tem uma gota de água, já infiltrou tudo. Quando passávamos a grade o trator atolava nos bancos de areia, porque o solo da fazenda é arenoso como o de Ponta Grossa-PR. Para o trabalho precisava de dois tratores, um para gradear e outro para desatolar o que passava grade. Hoje nós estamos plantando normalmente, com eficiência e sem atraso.
RPD – Houve melhoria nas condições de trabalho após o plantio direto?
Jair dos Santos - No momento que se adota o plantio direto, a diferença em relação ao convencional em termos de tempo é radical, mas sempre há a preocupação de estar começando algo novo. Na época a incerteza dos resultados causou desconforto. Porém, depois que tivemos nas mãos os primeiros resultados e adquirimos um pouco mais de experiência o trabalho ficou 100% melhor. Hoje a equipe da fazenda é formada por seis pessoas plenamente adaptadas ao plantio direto. Trabalhamos como se a fazenda fosse nossa, o Sr. Andrea somente gerencia a parte financeira. Com o plantio direto o trabalho reduziu em torno de 70%. Agora só se trabalha mais na colheita da soja, pois com o plantio direto é possível colher a soja e plantar milho safrinha num mesmo momento.
RPD – Sua avaliação de aventos com o Forum de Debates?
Jair dos Santos - É importante a participação de toda a equipe em eventos que tratem dos assuntos relacionados à atividade dentro da propriedade. Estive na fazenda de Sr. Manoel Henrique Pereira, fiquei conhecendo o trabalho dele lá em Ponta Grossa e de outros produtores também. Participei de vários eventos e reuniões que tratavam do plantio direto e sempre tiramos muito proveito do que é apresentado. Essa região está com dez anos de atraso na adoção do sistema, mas sempre é possível reverter o quadro. Encontros como esse são importantes para despertar o interesse dos produtores e fazê-los considerar a possibilidade de experimentar o plantio direto pelo menos numa pequena parcela.
Considero importante a participação de toda equipe, porque é uma forma de valorização. As pessoas são preconceituosas, só porque somos empregados não nos dão crédito, isso está errado. Nós que trabalhamos diretamente no campo sabemos onde estão os problemas. Se o Sr. Andrea trabalhasse em nosso lugar, seria diferente, todos iriam ouvi-lo porque ele é o dono. Mas, felizmente, ele valoriza muito seus funcionários. Muitas vezes ele é questionado por não aceitar comprar insumos ou sementes sem falar comigo antes, isto é muito gratificante. Sinto a confiança que ele deposita em mim devido ao trabalho que desenvolvo há duas décadas em sua propriedade.
Maior compromisso para organizadores
Ruy Vaz, Assistente Técnico de Recursos Naturais da CATI - Regional de Assis e um dos coordenadores do evento, destacou que o sucesso da primeira etapa, realizada em Pedrinhas Paulista, deflagrou um processo de melhoria progressiva para o Fórum de Debates Sobre Plantio Direto, que deve obter sucesso ainda maior nas demais etapas. Para ele, o evento superou todas as expectativas e teve um excelente resultado técnico. ”Todos os envolvidos promotores, apoiadores, público e patrocinadores ficaram satisfeitos e já pensam nas próximas edições do evento”, comentou Ruy Vaz.
Superada a meta inicial, os promotores acreditam que os resultados serão sentidos nas propriedades de toda região. Além disso, Ruy Vaz, ressaltou outro aspecto positivo do sucesso alcançado desde a primeira etapa, o despertar dos parceiros para o projeto de realização do Vale Direto 2004, que será o maior evento técnico sobre plantio direto do Estado de São Paulo. ”Esse evento marcou o início de um trabalho que com certeza renderá muitos frutos para a agricultura regional e estadual” concluiu Ruy Vaz.
O Presidente da Associação de Plantio Direto do Vale Paranapanema, Leonardo Coda, em sua avaliação das primeiras etapas do evento, salientou o importante apoio das Prefeituras Municipais de Pedrinhas Paulista e Cândido Mota, da Cooperativa Agropecuária de Pedrinhas Paulista e da Coopermota, do CIVAP, das Instituições de Pesquisa, Sindicatos Rurais e Associação de Produtores, além de empresas locais que uniram esforços para garantir o sucesso do Fórum de Debates Sobre Plantio Direto. ”O público superou as expectativas iniciais confirmando a necessidade de ações dessa natureza, que objetivam levar aos produtores e técnicos informações aplicáveis em sua atividade”.
Outro ponto destacado pelo presidente da APDVP, foi a mobilização dos membros da Associação em torno da realização das três etapas do evento. ”Percebemos o grande potencial que temos e a importância desse trabalho para os produtores da região” afirmou Coda. O sucesso da primeira etapa despertou em todos os envolvidos a expectativa e o compromisso de manter e ampliar a qualidade do evento em termos de organização e programa técnico. ”Nossa responsabilidade ainda é maior a partir desse momento, pois sabemos que é necessário continuar o trabalho e buscar alternativas aplicáveis em nossas propriedades, debater os problemas locais e, através da união de todos, solucionar as dificuldades” disse Leonardo Coda, ao final do evento em Pedrinhas Paulista.
Na primeira etapa do Fórum de Debates estiveram palestrando e trocando informações com os participantes Manoel Henrique Pereira, Herbert Bartz, Dirceu Gassen e os produtores Andréa Vicentini e Mauro Cicciliato, que trouxeram suas experiências com o plantio direto na palha para o painel de debates do evento.
Para o Presidente da APDVP, Leonardo Coda, o painel de debates com os produtores locais, tanto em Pedrinhas Paulista quanto em Cândido Mota, mostrou aos participantes um novo ângulo de visão para os problemas dentro das propriedades. Fez com os agricultores percebessem a necessidade de trocar idéias e discutir as dificuldades, procurando corrigir erros e aplicar os conhecimentos adquiridos. ”A forma espontânea com que esses produtores colocaram suas experiências, aproximou público e palestrantes, levando os agricultores a expressar suas opiniões, gerando uma interação surpreendente e positiva ao final do evento”, disse Coda.
Há grande expectativa quanto à adoção do Sistema Plantio Direto na região do Médio Paranapanema, assim como em todo o Estado de São Paulo. ”Acreditamos ter sensibilizado os que ainda praticam o plantio convencional, esses produtores devem ter sentido a necessidade de conhecer um pouco mais sobre o sistema plantio direto e, quem sabe, irão iniciá-lo numa pequena parcela de suas propriedades. Se isso ocorrer, teremos a certeza que saímos vitoriosos desse projeto que engloba as três etapas do Fórum de Debates Sobre Plantio Direto na Região de Assis”, concluiu Leonardo Coda.
Testemunho de pioneiro
Mauro Cicciliato é pioneiro do plantio direto no município de Florínea-SP, participou do painel com os produtores locais na etapa Pedrinhas Paulista do Fórum de Debates. Planta 1.500 hectares em plantio direto desde 1998, atingiu 100% da área quatro anos após ter iniciado o sistema em sua propriedade.
Mauro Cicciliato apontou a erosão como principal motivo que o levou a adotar o plantio direto. ”Havíamos feito, naquela época, muitos investimentos em máquinas, em terraceamento, em equipamentos para plantio convencional de última geração, numa tentativa de evitar os problemas de perda de solo por erosão. Mas percebemos que isso não era solução. Através da informação dos técnicos tínhamos consciência que o plantio direto representava a alternativa mais adequada, isso nos levou a iniciar o sistema em nossa propriedade”.
Como na maioria dos casos a resistência dos auxiliares na fazenda foi citado por Cicciliato como uma dificuldade nos primeiros anos de implantação da técnica. ”Houve uma resistência muito grande por parte dos colaboradores no início, pois eles não acreditavam que fosse possível adotar o plantio direto, mas com insistência no trabalho diário e a forma criativa com que iniciamos, conseguimos fazê-los viver o plantio direto em sua rotina e, aos poucos, conseguimos convenr a todos. Hoje temos grandes aliados dentro da propriedade e tudo ficou mais fácil”, considerou Mauro Cicciliato.
Há grande dificuldade de introduzir a rotação de culturas no sistema de produção dos agricultores da região. É quase uma unanimidade a deficiência nessa questão. ”A gente faz rotação de culturas inserindo o milho. Mas eu não tenho feito isso da forma adequada. No próximo inverno pretendo fazer 20% da área, pois estou sofrendo as conseqüências de não estar fazendo rotação. Com o plantio direto evitamos a erosão, economizamos tempo, não perdemos prazo de plantio, mas ainda não tivemos um aumento expressivo de produção. Tenho consciência que isso irá ocorrer quando eu estiver fazendo o plantio direto de forma correta, com equilíbrio, incluindo a rotação de culturas” afirmou.
Citada como foco de resistência ao plantio direto, Pedrinhas Paulista, através da grande participação dos agricultores, provou que está mudando essa realidade. ”Sediar a primeira etapa foi muito oportuno, pois aqui se encontra o maior foco de resistência quanto a adoção do plantio direto da região. Acredito que apenas 15% dos produtores plantam direto no município. A grande participação dos produtores aconteceu devido a necessidade de conhecer mais sobre a técnica. O que foi repassado pelos palestrantes foi absorvido de alguma forma e certamente os agricultores farão experiências em suas propriedades. O sistema plantio direto veio para ficar e quem adota não volta atrás”, finalizou Mauro Cicciliato.
Cândido Mota
A segunda etapa do Fórum de Debates Sobre Plantio Direto aconteceu no município de Cândido Mota e contou com um público de 500 participantes. Estiveram debatendo com os produtores da região os pesquisadores Afonso Peche Filho, Ulisses Rocha Antuniassi, Orlando M. Castro e Reinaldo Anastácio. Falaram de suas experiências com plantio direto os produtores Izo David e Antonio Flauzino Santiago.
O Prefeito Municipal de Cândido Mota, Cidinho de Lima avaliou como importante a realização do Fórum de Debates Sobre Plantio Direto em seu município, ressaltando que toda a região é agrícola e necessita desse tipo de iniciativa;
Segundo Cidinho de Lima, a região está bem organizada em torno da agricultura e também na busca de alternativas para o setor primário. A aplicabilidade de novas tecnologias, a atuação dos sindicatos rurais e das cooperativas, o incentivo do setor público, que está cada vez mais voltado para a agricultura, são itens citados pelo Prefeito como de destaque e fundamentais para o desenvolvimento da região como um todo.
O prefeito de Cândido Mota ressaltou ainda a atuação da Associação de Plantio Direto do Vale Paranapanema e da CATI, por estarem desenvolvendo um trabalho de difusão de tecnologias voltado para os produtores que buscam a melhoria da rentabilidade e sustentabilidade de suas propriedades. Segundo ele, são ações como essa que tornam a agricultura brasileira mais competitiva.
Para Cindinho de Lima, a participação da comunidade e das empresas foi fundamental para o sucesso do evento, que como na primeira etapa realizada em Pedrinhas Paulista, surpreendeu em termos de público e qualidade do programa técnico. ”Sentimos que a região está buscando alternativas, está buscando agregar valor à produção através da utilização de tecnologias e, nesse aspecto, salientamos a importância de eventos como o Fórum de Debates e próprio Sistema Plantio Direto, que vem ao encontro das necessidades da região, principalmente na preservação do meio ambiente, que é uma das grandes preocupações de todos no momento e também, uma alternativa para que possamos pensar no futuro”, concluiu Cidinho de Lima.
Para o Secretário de Agricultura e Obras do Município, Alessandro José Ferreira, o Fórum de Debates Sobre Plantio Direto, etapa Cândido Mota é importante para todo o Estado de São Paulo, pois estimula a prática de uma agricultura conservacionista. Segundo ele, a região de Assis possui um dos solos mais férteis do mundo, tem um grande potencial de agregação de valor a produção e disponibilidade de mão-de-obra para a prática da agricultura. Ferreira afirmou que a secretaria de agricultura está trabalhando fortemente na manutenção e conservação das estradas municipais, sendo considerado um trabalho muito importante, pois favorece de forma direta o escoamento da safra, ajudando a conter a perda de grãos durante o transporte, uma fonte de prejuízo para o agricultor.
Para Ferreira, eventos como o Fórum de Debates oportunizam ao produtor acesso às informações e novas tecnologias, e neste caso mais especificamente, ao plantio direto na palha, técnica que traz inúmeros benefícios para o meio ambiente como a conservação dos solos e preservação dos mananciais. ”Dar ao agricultor a oportunidade para ele e seus funcionários conhecerem e utilizarem melhor suas máquinas e insumos, com mais qualidade do plantio a colheita, é dar condições de um gerenciamento adequado da propriedade e, conseqüentemente, um retorno econômico mais satisfatório”, afirmou Alessandro Ferreira.