Cadeia produtiva do arroz discute comercialização
O Secretário Nacional de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Ivan Wedekin, reuniu-se em Porto Alegre no dia 1º de março, para o primeiro encontro com toda a cadeia produtiva gaúcha do arroz. Agricultores e indústrias pediram a repetição de mecanismos para comercialização do ano passado para a safra que já começou a ser colhida no RS. O Mapa estuda a adoção de contratos de opção para um milhão de toneladas. Wedekin também acenou com aumento de verba para as operações de EGF. O dinheiro sairia do adicional de R$ 1 bilhão que os bancos serão obrigados a investir na agricultura este ano devido ao aumento, nos últimos seis meses, dos depósitos à vista. O setor ainda não sabe se conseguirá os R$ 200 milhões do EGF. O presidente do Sindicato da Indústria de Arroz de Pelotas (Sindapel) Jaírton Russo, enfatizou ser emergencial que os instrumentos estejam a disposição no mercado até o mês de abril.
Segundo Wedekin, o quadro para o setor é otimista para 2003, tendo em vista o baixo estoque de passagem, de apenas 70 mil toneladas no país. No RS, conforme a Conab, os estoques estão zerados. A expectativa do presidente do Irga, Pery Coelho, é que uma proposta concreta seja apresentada no dia 9, na Abertura Oficial da Colheita de Arroz, em São Lourenço do Sul, pelo ministro Roberto Rodrigues.
Outro fator que colabora para o otimismo do setor é que há um quadro ajustado entre oferta e demanda no país, com produção estimada de 11,1 milhões de toneladas contra um consumo que deve chegar a 12,2 milhões de toneladas. A importação deverá vir de países produtores do Mercosul, uma vez que o dólar alto inviabiliza compras de outros países. O Estado colheu até agora 5% da área.