Alguns Assuntos que Foram Notícia (Notícias)


Autores:
Publicado em: 01/02/2003

Alguns assuntos que foram notícia

Avicultura agroecológica

Agroecologia é a ciência que estuda as relações entre o ambiente e as atividades produtivas no meio rural, enfatizando princípios que proporcionam a sustentabilidade dos agroecossistemas, bem-estar animal e das pessoas. Por outro lado, a produção orgânica, biológica, natural e regenerativa são formas ou sistemas de produção. Cada uma com suas particularidades porém, todas seguindo os princípios e orientações agroecológicas.

Por definição, segundo Élsio Pereira de Figueiredo, pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, área de melhoramento genético, o sistema orgânico de produção deve envolver todo o espaço físico, isto é, a área de terras onde o sistema esta implantado. Portanto, todos os produtos obtidos naquele espaço físico serão orgânicos e não apenas o mais importante ou o produto final. Assim, não se tem projetos independentes de produção orgânica de milho, por exemplo, mas sim, projetos de produção orgânica onde todas as culturas envolvidas na rotação de culturas e fixação de nitrogênio são orgânicas. ”O milho, afirma o pesquisador, é apenas um dos produtos do sistema de produção que, normalmente, inclui soja, aveia, pastagem, mandioca, tremoço, trevo, feijão, carne, ovos, leite, etc. A agroecologia é, então, uma base científica, de princípios que são aplicáveis de forma orgânica, ou de outras formas, para se chegar a uma agricultura sustentável”.

A Embrapa Suínos e Aves, com sede em Concórdia, Santa Catarina, está colocando em circulação, gratuitamente, um folder com 10 páginas sobre: ”Avicultura Agroecológica Orgânica” que contém um resumo sobre normas de manejo na produção orgânica de aves, extraído da norma de produção orgânica de produtos agrícolas e indicações referentes a produtos agrícolas e alimentos do Conselho da Comunidade Econômica Européia número 2092/91, com todas as atualizações até outubro de 2000. Especificamente, esse documento trata dos seguintes assuntos: período de conversão, saúde animal, desverminação, vacinação, doenças infecciosas, outras doenças, alimentação, bem-estar e instalações.

Engenheiro agrônomo assume presidência da Embrapa

No dia 23 de janeiro, tomou posse na Presidência da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento o Engenheiro agrônomo Clayton Campanhola.

Paulista de Jundiaí, Clayton Campanhola faz parte do quadro da Embrapa desde 1985, já tendo assumido, entre 1990/1998 a chefia-geral da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna/SP), onde vinha atuando como pesquisador na área de desenvolvimento rural sustentável. O novo diretor-presidente já integrou o corpo docente da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e foi coordenador científico de projeto e pesquisador do Instituto Biológico de São Paulo (IB).

Campanhola é graduado pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz/USP, tem mestrado em Energia Nuclear na Agricultura pela USP, doutorado em entomologia pela Texas A&M University/EUA e pós-doutorado na Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Economia (Unicamp) quando teve como orientador da dissertação: ”Desenvolvimento Econômico, Espaço e Meio Ambiente”, o Ministro do Combate à Fome e Segurança Alimentar, José Graziano da Silva.

Alberto Duque Portugal, que esteve por quase oito anos à frente da Embrapa, transmitiu o cargo de Diretor-Presidente a Campanhola na presença do Ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, de diretores de unidades descentralizadas da Embrapa e, de empresas estatais de pesquisa agropecuária além de, representantes de organismos internacionais que também acompanharam a cerimônia.

Capes aprova Doutorado em Agronomia

No dia 22 de novembro de 2002, foi recomendado pelo Conselho Técnico-Científico da Capes, o curso de Doutorado em Agronomia da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, em Dourados, criado a partir do curso de mestrado.

O programa de Pós-Graduação em Agronomia é coordenado pela professora Dra. Marlene Estevão Marchetti, do DCA de Dourados. Segundo a coordenadora, com a criação do doutorado, pretende-se aumentar o número de publicações indexadas, reduzir o tempo de titulação e conseguir um bom equilíbrio entre o quadro docente versus o aumento crescente de alunos na pós-graduação em Produção Vegetal.

Um dos pontos fortes do programa, considera Marchetti, é a universalidade e a qualidade de seu corpo docente. O programa conta atualmente com cerca de 18 professores doutores em dedicação integral, pesquisadores ativos em suas respectivas especialidades.

O parecer da Capes ressaltou a importância das 37 disciplinas que sustentam adequadamente a área de concentração e as linhas de pesquisa, além do fato deste ser o primeiro em Produção Vegetal no Centro-Oeste e, ser sustentado pelo mestrado, que é o único na região e está em completa consolidação.

A novidade será iniciada no primeiro semestre de 2003, sendo que as linhas de pesquisa do novo curso serão: ”Dinâmica e disponibilidade de nutrientes no sistema solo-planta; Manejo integrado de pragas e doenças; Sistemas integrados de produção vegetal; e, Conservação e manejo de recursos naturais renováveis”. As inscrições poderão ser feitas a partir de fevereiro após a publicação do edital.

Consultas: www.ceud.ufsm.br ou pelo fone: (67) 422-3888.

Fome ZeroO lançamento do Programa Fome Zero, com a distribuição de R$ 50,00 por família para a compra de alimentos, começará a movimentar a comercialização de produtos alimentares no País, mas ainda de forma limitada. Esse valor representa apenas 41,8% do menor valor da cesta básica de alimentos calculada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), ou R$ 119,39 para o consumo mensal de cada trabalhador, apurada em Fortaleza, no mês de Dezembro de 2002.

”Além disso, é importante enfatizar que 49,6% das 44 milhões de pessoas a serem beneficiadas com o Fome Zero estão na região Nordeste, que responde por apenas 10% da produção nacional de grãos. Será necessário gastar com o transporte de alimentos do Centro-Sul para o Nordeste, bem como substituir determinados produtos da cesta básica por aqueles disponíveis regionalmente”, analisa Getúlio Pernambuco, chefe do Departamento Econômico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

O Fome Zero, do Instituto Cidadania, calcula a existência de 44,043 milhões de pessoas, o que corresponde a 9,324 milhões de famílias, que poderiam ser atendidas pelo programa de combate à fome. Segundo Pernambuco, considerando o consumo de três adultos por família, seriam necessários anualmente R$ 40 bilhões de orçamento, admitindo-se o custo da cesta básica de menor valor.

A implantação do Programa Fome Zero trará um impacto significativo sobre o consumo dos principais itens da cesta básica, segundo estimativa realizada pelo Departamento Econômico da CNA. No caso do feijão, a demanda poderia aumentar até 56% para o leite, até 23%; para o arroz, até 12%; e para a carne de frango, até 17%.

Apesar disso, assegura Pernambuco, é necessário enfatizar que em todos os produtos da cesta básica é possível, a médio prazo, aumentar a produção para atender o acréscimo de consumo gerado por essas mais de 44 milhões de pessoas incluídas no Programa Fome Zero. No curtíssimo prazo, porém, caso o novo governo queira atender imediatamente a toda essa população ainda em 2003, a produção será insuficiente, à exceção do óleo de soja e café, para atender ao crescimento do consumo.

Se no primeiro ano o Fome Zero atender inicialmente a 9,6 milhões de pessoas, os produtos mais sensíveis serão o leite, feijão e arroz, segundo Pernambuco. ”O ideal, nesse caso, seria o governo atender ao consumo extra com fortes incentivos ao aumento da produção interna, o que geraria empregos e renda, conforme preconiza o próprio Fome Zero”, afirma.

No caso do leite, o estudo indica que o Fome Zero provocaria um aumento inicial no consumo de 1,1 bilhão de litros, o que representa cerca de 5,2% da produção atual. ”O País pode responder rapidamente ao acréscimo desse consumo, apesar do aumento de 52% nas importações, para US$ 248 milhões”, diz.

No caso do feijão, o acréscimo de consumo no primeiro ano do Fome Zero seria de 12,1%, o que corresponde a 329,2 mil toneladas – com a implantação plena do Programa, o consumo de feijão aumentaria 56%. Como o mercado internacional não terá como atender a essa demanda extra de 1,5 milhão de toneladas, o governo terá que implementar um forte programa de fomento à produção doméstica. Embora tenha três safras de feijão, o Brasil importa anualmente cerca de 80 mil toneladas de feijão da Argentina.

Segundo Getúlio Pernambuco, o arroz também é um produto sensível ao Programa Fome Zero, logo no primeiro ano. A necessidade de consumo para 9,6 milhões de pessoas é de 219,5 mil toneladas, o que corresponde a 2,7% do consumo atual. Em 2003, prevê-se que o País tenha que importar cerca de 600 mil toneladas do produto. O acréscimo do consumo deverá aumentar a necessidade de importações. Quer dizer, o aumento da produção estimado entre 3,9% e 5,9% ainda é pouco para atender ao Fome Zero.

Fonte: Departamento de Comunicação da CNAHomenagens

O fundador da Revista Plantio Direto, Engenheiro Agrônomo Gilberto Borges, falecido em agosto de 2002, recebeu homenagens póstumas de colegas no final do último ano.

A Associação dos Engenheiros Agrônomos de Passo Fundo homenageou, em almoço de confraternização realizado no dia 15 de dezembro de 2002, o colega Gilberto Borges, destacando seu espírito participativo e empreendedor como colega e associado, além dos relevantes serviços prestados em prol do desenvolvimento da agricultura, consolidação do plantio direto e divulgação de informações.

Com o objetivo de prestar homenagem àqueles ex-alunos que se destacaram na área agronômica, a turma de 1971, ao completar 30 anos de formatura, instituiu o troféu ”Destaque Agronômico 30 anos”. Ficando definido na ocasião que tal distinção será concedida somente a profissionais que tenha concluído sua graduação na Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária da Universidade de Passo Fundo.

Em sua segunda edição, a promoção foi coordenada pela Turma de 1972 que completou 30 anos. Durante jantar de confraternização e entrega dos troféus realizado no dia 28 de dezembro, o fundador da Revista Plantio Direto, Gilberto Borges recebeu in memorian o troféu ”Destaque Agronômico 30 Anos - Categoria Extensão Rural e Difusão de Tecnologias”. Gilberto Borges formou-se na primeira turma da Faculdade de Agronomia da Universidade de Passo Fundo, em 1971. Outros profissionais destaques em suas áreas de atuação foram os ex-alunos: Humberto Falcão, turma 1982-I (Categoria Empresário ou Produtor Rural); Paulo Fernando Bertagnolli, turma 1982-I (Categoria Pesquisador); Benami Bacaltchuck, turma 1971 (Categoria Dirigente de Empresa Pública); Carlos Leonardo Kipper, turma 1973 (Categoria Professor da Área Agronômica); Bernardo Luiz Palma, turma 1985-I (Categoria Dirigente de Empresa Privada); Gelson Melo de Lima, turma de 1981 (Categoria Política e Cooperativismo).