Cartas — Lara (UFU) + Voss (Embrapa Trigo) + Diniz (Sorriso-MT) + Brum (Ijuí) + Tornquist (Manah) + Pavinato (SLC) + Crovetto (Chile)


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Publicado em: 01/12/2001

Edição 66

Home Page e correção

Gostaria de parabenizá-los pelas mudanças na página da Revista Plantio Direto na internet, que ampliou suas fontes de informação, disponibilizando alternativas. Não tenho dúvidas de que, neste momento, em termos de plantio direto, vocês estão na fronteira qualitativa do sistema. De apresentação muito atrativa, a página constitui-se numa valiosa fonte de informação para todos os segmentos que trabalham com agricultura sustentável.Aproveito para agradecer a publicação do artigo sobre nitrogênio em plantio direto, na edição número 65 da Revista Plantio direto. Igualmente, gostaria de solicitar o favor de que sejam citados os autores que também participaram na elaboração do trabalho.

Waldo LaraUniversidade Federal de Uberlândia/MG

Caro Waldo,

Obrigado pelas palavras elogiosas. A Revista Plantio Direto é feita pelos amigos e para os amigos, e você faz parte desse universo.Os co-autores da matéria sobre nitrogênio em plantio direto, publicada na edição anterior, são: Murilo R. de Arruda1; Heitor Cantarella2; Volnei Pauletti3; Paulo C.O. Trivelin4; José A. Bendassoli5 e Gaspar H. Korndörfer61Discente do PG - Instituto de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Uberlândia; 2Pesquisador científico da Seção de fertilidade de Solo do Instituto Agronômico de Campinas; 3Pesquisador da Área de Fertilidade de Solos da Fundação ABC; 4Professor Associado do Centro de Energia Nuclear na Agricultura/USP; 5Professor Doutor do Centro de Energia Nuclear na Agricultura/USP; 6Professor Titular do Instituto de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Uberlândia

Gilberto Borges - Editor

Inoculantes turfosos

A edição número 65 da Revista Plantio Direto traz, na página 12, a informação de que ”hoje, a pesquisa recomenda apenas inoculantes turfosos”. Como o autor do artigo é do Paraná, convém ressaltar que, desde 1997, a Reunião de Pesquisa da Soja da Região Sul do Brasil, responsável pelas indicações para a soja, não distingue o veículo do inoculante. Todos os inoculantes usados no Brasil são registrados no Ministério da Agricultura, após terem sido feitas pesquisas por órgãos credenciados por esse ministério, dando conta de sua eficiência agronômica.Atenciosamente,Márcio VossPesquisador em Microbiologia do Solo,Embrapa Trigo - Passo Fundo/RSInternet e Sorriso

Caro Gilberto,

Fiquei feliz em voltar a acessar a homepage da Revista Plantio Direto. Para nós, que não estamos mais nos bancos da universidade, a Revista é de fundamental importância para nosso aprendizado e conhecimento de novas tecnologias em plantio direto. Caso queira conhecer o norte do Mato Grosso, ligue e combinamos um tour por uma região que possui em torno de um milhão de hectares de soja, com um percentual aproximado de 80% sob plantio direto.Um abraço,

Juliano DinizMonsanto, Sorriso/MT

Ijuí

Caro Gilberto,

Parabéns a toda a equipe da Revista pelo arrojo, discernimento, visão, conteúdo e abrangência das publicações e eventos realizados. Continuem cada vez melhor!

Francisco BrumIjuí/RS

Tempo de PD x adubação

Caros amigos,

Estive lendo a entrevista e a matéria sobre o Grupo SLC e fiquei entusiasmado com o planejamento e o programa organizacional utilizado. No tópico sobre adubação, falaram sobre o método utilizado para o cálculo, baseado na quantidade de nutrientes exportada por cada cultura. Penso que isso pode ser feito, porque utilizam o plantio direto. Gostaria de saber quanto tempo após o início do plantio direto é possível utilizar esse cálculo para adubação. Tenho algumas áreas onde começamos há um, dois e três anos respectivamente. O pH (CaCl) varia de 5,2 a 6,3. No entanto, o teor de alumínio no solo está sempre baixo, inferior a 3%. O teor de argila é de 55 a 70%.Nosso maior problema é o nível de fósforo que, em algumas áreas possui 19 ppm (resina). No entanto, segundo a pesquisa, após alguns anos, a disponibilidade de P no solo melhora.O que vocês acham dessa questão?

Adriano Junqueira SantosRio Brilhante/MS

Caro Adriano,

O sistema de adubação pela reposição da exportação de nutrientes, em princípio, pode ser aplicado em áreas com fertilidade alta, sem limitação de qualquer nutriente. O nível de P mencionado (19 mg dm-3) é médio, o que limita a aplicação desta estratégia. Sugiro manter o sistema de aplicação atual. Dentro de alguns anos, com a estabilização do Sistema Plantio Direto, os níveis de P (assim como a matéria orgânica e outros nutrientes), certamente aumentarão e poderá adotar a outra recomendação.Um abraço,

Carlos Gustavo TornqüistManah/RS

Caro Adriano,

Para utilizar a filosofia de adubação com base na exportação de nutrientes, é necessário que o solo esteja com teor de nutrientes em níveis suficientes ou altos. Pelos teus dados, o teor de fósforo está bom. No Sistema Plantio Direto, nos primeiros cinco anos, ocorre redução na disponibilidade de nutrientes, comparando-se com o preparo convencional, devido ao contínuo processo de acúmulo no solo. Isto pode não ser verdade, quando se obtém cobertura do solo com alta qualidade de massa seca e alta reciclagem de nutrientes, do subsolo inclusive, os quais não seriam absorvidos pela cultura principal em preparo convencional, sem cobertura de solo.A filosofia que adotamos na empresa é de adubação com base na exportação. Porém, consideramos um ciclo de rotação de culturas de alguns anos, conforme a fazenda, utilizando uma dosagem mais elevada de fertilizantes nas culturas mais responsivas (milho e algodão), e uma dosagem menor na cultura menos responsiva (soja). Não adubamos de acordo com a exportação específica de cada cultura. Para seguir à risca essa filosofia, é preciso saber o nível de perda de nutrientes da lavoura, seja por erosão ou por lixiviação. Com base nestes dados, você poderá estimar um nível de eficiência agronômica a ser considerada nas adubações.Espero estar contribuindo e me coloco à disposição para informações ou troca de idéias adicionais.Um abraço,

Aurélio PavinatoGrupo SLC, Horizontina/RS

Chile e Luiz Teixeira

Caro Gilberto,

Com muito agrado, li a Revista Plantio Direto número 65, na qual consta a informação sobre o prêmio ”Futuro da Terra”, recebido pelo destacado agricultor e engenheiro agrônomo Luiz Graeff Teixeira. Tive a oportunidade de conhecê-lo, em 1984, quando fiz minha primeira viagem ao Rio Grande do Sul. Na sua fazenda, conheci suas inquietações sobre o plantio direto, observei seu começo e suas fortes convicções conservacionistas.Poucos anos depois visitei novamente sua fazenda e, com grande alegria, pude observar seus campos vestidos de verde e amarelo, e as águas de seus arroios já eram cristalinas. Nesse momento, compreendi o grande trabalho que havia feito e que sua liderança chegaria longe.Ano após ano foi ganhando experiência, aplicando melhores tecnologias e superando o temor ao fracasso. Hoje, Luiz tem o reconhecimento da sua sociedade, a qual avalia seu esforço como pioneiro inovador e seu grande amor por comunicar suas experiências a quem as solicita.Não creio que sua trajetória tenha sido fácil, nunca o tem sido o fato de inovar. Por isso, sinto-me muito orgulhoso do que ele recebeu nesta vida, com o que se compromete toda sua sociedade. Neste momento, fica somente que aqueles que não o seguiram em seu afã conservacionista reconheçam sua liderança e aceitem seus sábios conselhos, pelo bem de toda sua comunidade.

Carlos CrovettoPresidente da Sociedade de Conservação de Solos do ChileConcepción, Chile