Trimestre Produtivo (Editorial)


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Publicado em: 01/08/2001

Trimestre produtivo

Nos últimos meses, assistimos a uma verdadeira avalanche de eventos ligados ao sistema plantio direto, em termos gerais ou específicos, todos eles com enorme sucesso. Essa fase de retomada motivacional e aprofundamento técnico fazem parte de um complexo histórico, que possui raízes e ligações com o processo de globalização da economia e do conhecimento humano. Em síntese, é possível dizer que ao mesmo tempo em que a necessidade de utilização de um sistema produtivo eficiente e limpo ambientalmente, por exigência do mercado e da sociedade, direciona os produtores para a adoção do plantio direto, a necessidade de reduzir custos, e enfrentar os desafios técnicos que a nova fórmula de plantar apresenta, tem trazido um aporte de conhecimentos sobre a intimidade do processo produtivo com palha sobre o solo que não poderíamos imaginar há 10 ou 20 anos atrás. A palha sobre o solo e a rotação de culturas estão abrindo um leque de conhecimentos que só aqueles que se dedicam com mais afinco à melhoria tecnológica podem usufruir. E os eventos, do Maranhão ao Rio Grande do Sul, motivacionais ou sobre itens específicos, tem lotado ginásios e auditórios, deixando a todos com uma nova alimentação, que nos faz avançar nessa estrada, nessa instigante aventura do conhecimento. Houve um tempo em que se dizia, principalmente aqueles que ainda torcem o nariz para o plantio direto: de novo um evento sobre plantio direto, mas isso já não está esgotado? Está acontecendo exatamente o contrário. Quanto mais se estuda, mais sse descobre que o caminho é mais largo, e que precisamos percorrê-lo, porque o caminho do preparo convencional é estreito, mas com muito pó, muito barro e sem nenhum desafio para nossa inteligência.Nesta edição, estamos relatando alguns aspectos de diversos eventos acontecidos de maio a julho, em São Paulo, no Cerrado, no Rio Grande do Sul, em diversos locais, que nos fazem reviver aqueles grandes momentos em que o sistema deu passos gigantescos, na busca da sua evolução.Falamos também sobre o polêmico caso da soja transgênica, sua utilização na Argentina e no Rio Grande do Sul onde, incentivados pela redução de custos e pela facilidade na obtenção de sementes contrabandeadas do país vizinho, desrespeitando lei e recomendações técnicas, os produtores gaúchos poderão plantar aproximadamente dois milhões de hectares de soja geneticamente modificadas na próxima safra. E, além de outros assuntos importantes, como uma excelente descrição técnica do desenvolvimento do plantio direto na Região Noroeste de Minas Gerais, abordamos o histórico das nove fazendas do Grupo SLC, espalhadas em cinco estados brasileiros, um modelo de administração e do emprego de tecnologia.

Gilberto BorgesEditor