Manejo integrado de plantas daninhas na cultura do milho no sistema plantio direto
Mario Antonio BianchiPesquisador da Fundacep, Cruz Alta, RS - Cx. Postal 10 - 97100-970E-mail: fundacep@comnet.com.br.
1. Introdução
O sistema plantio direto está ancorado num eficiente planejamento das culturas em rotação e de sua consequente produção de biomassa. As culturas escolhidas, de interesse comercial ou simplesmente para cobertura de solo, devem contemplar aspectos referentes ao manejo da fertilidade do solo, pragas, doenças e plantas daninhas e propiciar rentabilidade a propriedade rural. A rotação de culturas além de propiciar maior diversidade na composição florística e redução na densidade de algumas plantas daninhas, amplia as opções para o controle das mesmas. Como exemplo, cita-se o caso do balãozinho (Cardiospermum halicacabum) e das plantas daninhas resistentes a herbicidas, que sabidamente tem seu controle facilitado na cultura do milho. Os resíduos vegetais em quantidades superiores a 4 t/ha, reduzem a densidade das plantas daninhas, atrasam sua emergência e diminuem a evaporação da água (solo fica mais úmido). Isto possibilita melhorar a eficiência do controle químico, bem como, reduzir a área efetivamente controlada e as quantidades usadas de herbicidas.
2. Estratégias para redução de plantas daninhas
O Manejo Integrado de Plantas Daninhas representa um conjunto de práticas que visam a redução da população infestante nas áreas destinadas à agricultura, evitando sua interferência no rendimento das culturas.
Tabela 1. Densidade de plantas daninhas afetada pelo sistema de manejo do solo e culturas de inverno, medida 10 dias após sua colheita ou rolagem. (dados referentes ao terceiro ano de avaliação).
Sistema de manejo
Culturas de inverno
Densidade (pl/m2)
Plantio Direto
ErvilhacaAveia PretaTrigo
135235
Plantio Convencional
ErvilhacaAveia PretaTrigo
1282317299
Fonte: Ruedell, citado por Bianchi, (1998).
A identificação das plantas daninhas que ocorrem numa região, na propriedade e em glebas na propriedade, auxilia muito na decisão quanto a necessidade de controle, bem como na escolha do método de controle a ser utilizado. Bianchi (1997) constatou que em 101 propriedades avaliadas no planalto do Rio Grande do Sul, o leiteiro ocorreu em 71%, picão preto em 66%, papuã em 56%, guanxuma em 38% , corriola em 37%, balãozinho em 16%, nabiça em 11%, caruru e carrapichão em 8%. Também observou que o picão preto, guanxuma, corriola, papuã e milhã apresentaram maior frequência em densidades de 1 a 10 pl/m2 , e o leiteiro densidades de 11 a 60 pl/m 2. Com estas informações, identificação das espécies, determinação da densidade de cada espécie e sua localização na lavoura, é possível, quando efetuado o controle químico, escolher o herbicida pós-emergente ou a mistura de herbicidas mais adequada à situação e aplicar onde existem plantas daninhas estabelecidas (germinadas), priorizando o controle naquelas áreas com maior densidade. A redução das plantas daninhas ao longo dos anos, possibilita que o controle possa ser realizado em parte da lavoura, ou até não ser efetuado, sem resultar em prejuízo do rendimento da cultura. Isto pode ser alcançado com o uso em conjunto de práticas de manejo como o plantio direto, a rotação de culturas e a cobertura do solo. O plantio direto mostra-se eficiente, a médio-longo prazo, na redução das principais plantas daninhas. Ruedell (1995), constatou que após 9 anos, no plantio direto ocorreu uma redução de 10 vezes na quantidade inicial de latifoliadas e no plantio convencional apenas 2,7 vezes. Já, as gramíneas (principalmente papuã) apresentaram quantidades menores no plantio direto em relação ao convencional, porém sem ocorrer redução significativa ao longo dos anos. A rotação de culturas no inverno e no verão possibilita o uso de técnicas diferenciadas de controle de plantas daninhas. Possibilita também o uso de herbicidas com eficiência e mecanismo de ação diferente, diminuindo com isto o risco de uma falta de controle, como ocorreu com leiteiro e atualmente ocorre com balãozinho, e da resistência de plantas daninhas a determinados herbicidas, o que seria mais grave. Estudo conduzido por Ruedell (1995), há nove anos com com rotação de culturas na proporção de 1/3 de milho e 2/3 de soja, observou redução na densidade de folhas largas e aumento na densidade de gramíneas. Isto indica que em áreas infestadas de gramíneas, o controle das mesmas normalmente é suficiente para evitar perdas no rendimento do milho, porém poderá ocorrer germinação tardia, deixando a lavoura ”suja”. Este fato proporcionou o problema do aumento da densidade de gramíneas na cultura da soja no verão seguinte. Por outro lado, após a colheita do milho, a presença de papuã pode ser aproveitada como pastagem para bovinos. Neste caso, o referido ”escape” tardio do papuã seria desejável. O uso de práticas agronômicas visando o aumento de resíduos culturais na superfície do solo ao longo dos anos, dificultam a germinação e o estabelecimento de plantas daninhas pelo efeito físico da palhada e por possíveis efeitos alelopáticos. Almeida & Rodrigues (1985) demonstraram que há uma redução de 2,55 t/ha na biomassa verde de infestantes para cada 1,0 t/ha de massa seca de resíduos na superfície do solo. Existe certa distinção entre as infestantes que germinam após diferentes resíduos de plantas para cobertura de solo no inverno. Almeida & Rodrigues (1985), relatam que há predominância de folhas largas após gramíneas e de folhas estreitas após as leguminosas ou crucíferas, sendo a aveia preta, em geral, a mais eficiente na redução de folhas largas e estreitas. Roman (1990), trabalhando com culturas para cobertura de solo, mostra que é possível ser obtido controle acima de 95% com aveia preta, aveia branca, colza e trigo para papuã, com aveia preta, aveia branca, chícharo e ervilhaca para poaia branca, com aveia preta, aveia branca, colza, chícharo e trigo para picão preto, e controle menor do que 30% para corriola e guanxuma, para qualquer cobertura solo usada. Na Tabela 1, que representa uma área com soja semeada sobre aveia preta e trigo, e milho semeado sobre ervilhaca, nota-se que o tipo de cultura de inverno e o sistema de cultivo determinou o número de plantas daninhas germinadas. No plantio direto, devido a menor densidade de plantas daninhas, o uso de herbicidas poderá ser reduzido na soja semeada sobre a aveia preta e no milho que sucede a ervilhaca. No plantio convencional não houve efeito das coberturas de solo, sendo a densidade de infestantes alta em todas as coberturas, perdendo-se a opção propiciada no plantio direto quanto a redução de área aplicada e quantidade de herbicidas.
3. Interferência das plantas daninhas
Os efeitos negativos observados no crescimento, desenvolvimento e produtividade de uma cultura, devido à presença das plantas daninhas, não devem ser atribuídos exclusivamente à competição imposta pelas últimas, mas são, em última análise, a resultante de um total de pressões ambientais que são direta (competição, alelopatia, interferência na colheita e outras) ou indiretamente (hospedando pragas, doenças, nematóides e outros) ligadas as suas presenças no ambiente agrícola. A este efeito global denomina-se de interferência. Assim, num sentido amplo, o termo refere-se ao conjunto de ações que recebe uma determinada cultura em decorrência da presença das plantas daninhas num determinado local. Especificamente em relação aos efeitos diretos sobre as plantas cultivadas, a competição (uso por duas ou mais plantas dos recursos essenciais ao crescimento e desenvolvimento que são limitados no ecossistema comum) e a alelopatia (qualquer efeito causado por uma planta sobre a outra, através da elaboração de produtos químicos liberados no ambiente), são os mais importantes mecanismos de interferência (Pitelli, 1985). Conforme Deuber (1992), a interferência causada das plantas daninhas sobre as culturas dependem de fatores relativos ao ambiente (solo, clima, manejo), plantas daninhas (espécies, densidade, distribuição), cultura comercial (cultivar, espaçamento, densidade) e período de convivência da planta daninha com a cultura (época e duração). Por exemplo, o grau de interferência pode ser alto se a espécie de planta daninha predominante for o papuã, ocorrendo em alta densidade e distribuído em toda a lavoura e as medidas de controle utilizadas não forem eficientes. Isto se agrava quando o espaçamento da cultura for amplo e ocorrer má distribuição das sementes, resultando numa baixa densidade de plantas de milho. Por outro lado, em solos com boa fertilidade, bem estruturados e com boa capacidade de retenção de água, clima propício à cultura (temperatura, precipitação e insolação) e manejo adequado da cultura (época de semeadura, tratamento de sementes, controle de doenças e pragas, adubação, entre outros), o crescimento e desenvolvimento da cultura é favorecido, as plantas daninhas são suprimidas, resultando em menor grau de interferência. A cultura do milho deve permanecer no limpo até 45 dias após sua emergência, sendo que as medidas de controle devem ser tomadas até 20 dias após sua emergência (Deuber, 1992). Considerando os estádios fenológicos pode-se dizer, genericamente, que o estágio de 4 folhas é atingido aos 20 dias e 12 folhas aos 45 dias após a emergência do milho.
4. Controle Químico
O controle eficiente das plantas daninhas no sistema de plantio direto é fundamental para a sua viabilidade técnica e econômica. É importante utilizar os efeitos físicos e alelopáticos das culturas de inverno e a rotação de culturas, usando-se herbicidas sobre as plantas daninhas remanescentes quando necessário. As doses variam com o grau de infestação, com a fase de desenvolvimento das plantas e com as condições climáticas presentes. A aplicação deve ser realizada na época de crescimento intenso, evitando-se períodos de seca prolongada, pois nesta condição a eficiência é prejudicada.
Tabela 2. Nomes técnicos, doses e época de aplicação de herbicidas indicados para a operação de manejo (dessecação) de plantas para cobertura de solo e plantas daninhas no sistema de plantio direto do milho.
Plantas controladas
Nome técnico
Dose de P.C.(g ou L/ha)
Época de aplicação5
Plantas para cobertura do solo ou adubos verdes
Azevém 1/ aveia preta
Glifosate ou sulfosateParaquat + diuron 2
0,8 a 1,52,0 a 2,5
10 a 30 das10 a 30 das
Ervilhaca/tremoço
Glifosate3 ou sulfosate32,4-DParaquat + diuron2Glifosate ou sulfosate = 2,4-D
1,5 a 201,02,01,0 + 0,5
10 das10 das10 das10 das
Nabo Forrageiro
Glifosate 3 ou sulfosate 32,4-DGlifosate ou sulfosate + 2,4-DMetsulfuron-metil 4
1,5 a 2,01,01,0 + 0,54,0
10 das10 das10 das10 das
Plantas daninhas (Vegetação espontânea)
Monocotiledôneas anuais
ParaquatParaquat + diuronGlifosate ou sulfosate
1,0 a 2,02,0 a 2,51,0 a 2,0
1 a 5 das 1 a 10 das
Dicotiledôneas anuais
2,4-D ésterGlifosate ou sulfosate
1,0 a 2,01,5 a 2,0
10 das1 a 10 das
Mono e DicotiledôneasAnuais e perenes
2,4-D éster e paraquat2,4-D ésterGlifosate ou sulfosate
1,0 a 2,0 e 1,51,0 a 2,01,5 - 3,0
10 das10 das1 a 10 das
1 Efetuar duas aplicações, sendo a segunda após 15 a 20 dias da primeira.2 Obtém-se maior eficiência quando são efetuadas duas aplicações (a segunda 7 dias após a primeira), principalmente, quando as plantas apresentam desuniformidade no florescimento.3 Estes produtos propiciam controle entre 70 e 80% nestas doses.4 Produto não registrado para esta modalidade de aplicação na cultura do milho, entretanto, se o nabo apresentar boa uniformidade e desenvolvimento, a probabilidade de fitoxicidade ao milho é reduzida.5 DAS = dias antes da semeaduraFonte: Bianchi, 1998.
Tabela 3. Mecanismos de ação, nomes técnicos e comerciais de herbicidas sugeridos para o controle de plantas daninhas na cultura do milho.
Nome técnico
Mecanismos de ação
Nome Comercial
I- Uso na dessecação para o estabelecimento do milho
2,4-D amina
Mimetizadores de auxina
Aminol, Capri, DMA, Herbi D, U-46
2,4-D ésterGlifosate
Mimetizadores de auxinaInibidores de EPSPs
Deferon, Esteron 400 BR, Agrisato, Glifosato Fersol, Glifosato Nortox, Roundup, Trop.
Metsulfuron-metil2
inibidores de ALS
Ally
Paraquat
inibidores do FS I
Gramoxone
Paraquat + diuron
inibidores do FS I e FS II
Gramocil
Sulfosate
Inibidores de EPSPs
Zapp
II- Uso em pré-emergência das plantas daninhas
Acetoclor
Inibidores da parte aérea
kadett, Surpass
Alaclor
Inibidores da parte aérea
Alachlor Nortox, Laço
Atrazine + metolaclor
Inibidores do FS II e parte aérea
Primestra
Isoxaflutole
Inibidores de caroteno
Provence
Metolaclor
Inibidores da parte aérea
Dual
Pendimetalin
inibidores da polimerização de tubulina
Herbadox
Simazine
Inibidores do FS II
Herbazin
Trifluralin
Inibidores da polimerização de tubulina
Premerlin
III- Uso em pré ou pós-emergência precoce das plantas daninhas
Atrazine
Inibidores do FS II
Atrazina Nortox, Atrazinax, Gesaprim, herbitrin, Siptran, Stauzina, Primóleo Agimix, Boxer
Atrazina + alaclor
Inibidores do FS II e da parte aérea
Agimix, Boxer
Atrazine + simazine
inibidores do FS II
Extrazin, Herbimix, Primatop, Triamex
Cianazine
Inibidores do FS II
Bladex
Nicosulfuron + atrazine
Inibidores da ALS e FS II
Mistura no tanque
IV- Uso em pós-emergência normal das plantas daninhas
Bentazon
Indefinido
Banir, Basagran
2,4-D amina
Mimetizadores de auxina
Aminol, Capri, DMA, Herbi D, U-46
2,4-D éster
Mimetizadores de auxina
Deferon, Esteron
Nicosulfuron
Inibidores de ALS
Sanson
V- Uso em pós-emergência das plantas daninhas com jato dirijido na entrelinha
Amônio glufosinato
Inibidores de GS
Finale
Paraquat
Inibidores do FS I
Gramoxone
2 Não registrado para a cultura.Fonte: Adaptado de Recomendações (1999) e Vidal (1997).
4.1. Manejo das plantas para cobertura do solo:
O efeito supressor propiciado por algumas culturas utilizadas como cobertura do solo e/ou adubação verde sobre o estabelecimento de plantas daninhas é muito importante. Culturas que se destacam neste aspecto são o azevém, aveia preta, nabo forrageiro e colza, que pelo elevada supressão, principalmente das duas primeiras, têm dispensado em algumas áreas, a utilização de herbicidas ou a complementação com capinas. Culturas como o tremoço e a ervilhaca, entre outras leguminosas, tem menos efeito supressor, no entanto têm como vantagem o fornecimento de nitrogênio para o milho. O manejo das culturas de inverno visando formar a cobertura protetora para o milho, pode ser realizado mecanicamente (roçadeiras, rolo-facas, grades niveladoras destravadas, etc.) ou com herbicidas (Tabela 2). A época ideal para o manejo mecânico e/ou químico é quando as culturas de cobertura estão na fase reprodutiva. As gramíneas (aveia preta e azevém) têm demonstrado maior resistência ao manejo mecânico de que leguminosas (ervilhaca e tremoço) e crucíferas (nabo forrageiro). Neste caso, principalmente quando, estas culturas apresentam desenvolvimento deficiente, baixa densidade, presença de plantas daninhas ou se a área no ano seguinte for destinada para a produção, principalmente de trigo e cevada (risco de reinfestação com aveia preta), recomenda-se o manejo químico. Em áreas com elevada infestação com plantas daninhas, mesmo com culturas para cobertura do solo, normalmente faz-se necessário uma aplicação de herbicidas pós-emergentes e/ou de aplicação dirigida.
4.2. Controle químico da vegetação espontânea (dessecação):
Plantas como buva (Conyza bonariensis (L.) Cronq), maria-mole (Senecio brasiliensis Less.), poaia-branca (Richardia brasiliensis Gómez), serralha (Sonchus oleraceus L.), lingua-de-vaca (Rumex obtusifolius L.), guanxumas (Sida spp), corriolas (Ipomoea spp), entre outras, são comumente encontradas neste período, e sua dessecação se faz necessária. Alerta-se para o fato do uso do herbicida 2,4-D éster, que devido a volatilização e deriva atinge pomares e hortas nas proximidades afetando seriamente seu desenvolvimento, comprometendo a produção ou mesmo levando as plantas à morte. Portanto, desaconselha-se o uso de 2,4-D éster na dessecação e em pós-emergência das plantas daninhas e da cultura em áreas de lavoura próximas a pomares, parreirais e hortas, principalmente na primavera e no verão. Como alternativas para a dessecação, temos: a) Substituição da formulação éster pela amina (não volátil), entretanto, a formulação amina exige um período maior entre a aplicação (dessecação) e a semeadura do milho do que a formulação éster; b)usar doses mais elevadas de glifosate ou de sulfosate isoladamente; c) quando possível substituir o 2,4-D pelo paraquat+diuron.
4.3. Controle químico em pós-semeadura:
Esta modalidade é efetuada em pré e pós-emergência das plantas daninhas (Tabela 3). A aplicação em pós-emergência é dividida em pós-emergência inicial (2 a 4 folhas), pós-emergência normal (5 a 8 folhas ou gramíneas com perfilhos) e jato dirigido na entre-linha do milho (qualquer estágio das plantas daninhas e o milho com 50 a 80 cm de altura). O controle de balãozinho e o manejo de plantas daninhas resistentes a herbicidas pode ser efetuado com maior eficiência quando o milho faz parte do sistema de rotação de culturas de uma propriedade rural. O balãozinho pode ser controlado em vários momentos na cultura do milho, por exemplo, com a mistura em tanque de atrazina + nicosulfuron (3,0 L/ha + 0,5 L/ha do produto comercial) aplicada em pós emergência inicial ou com 2,4-D (0,8 L/ha do produto comercial) aplicado em pós emergência normal. As plantas remanescentes destas aplicações podem ser controladas com paraquat (2,0 L/ha do produto comercial) aplicado em jato dirigido na entrelinha do milho e/ou na dessecação após a colheita do milho com glifosate ou sulfosate (2,5 L/ha do produto comercial) quando poucas plantas do balãozinho estão com as sementes viáveis. O controle de plantas daninhas resistentes a herbicidas inibidores da ALS, como a leiteira (Euphorbia heterophylla) e picão preto (Bidens pilosa), originárias do uso contínuo destes herbicidas na monocultura da soja, são controlados com herbicidas a base de atrazina por serem eficientes e apresentarem mecanismo de ação diferente (inibidores do FS II).
5. Bibliografia consultada
ALMEIDA, F.S. de & RODRIGUES, B. N. Guia de herbicidas - contribuição para o uso adequado em plantio direto e convencional. Londrina, Iapar, 1985. 482 p.
BIANCHI, M.A. Manejo integrado de plantas daninhas no Rio Grande do Sul. Revista Plantio Direto, 41: 53-57, 1997.
BIANCHI, M.A. Manejo integrado de plantas daninhas. In: Campos, B.C., ed. A cultura do milho no plantio direto. Cruz Alta, Fundacep Fecotrigo, 1998. p.125-143.
DEUBER, R. Ciência das plantas daninhas: fundamentos. Jaboticabal, FUNEP, 1992. 431 p.
PITELLI, R.A. Interferência de plantas daninhas em culturas agrícolas. Inf. Agropecuário, Belo Horizonte, no 129, 1985. p 16-27
RECOMENDAÇÕES Técnicas para a Cultura do Milho no Estado do Rio Grande do Sul. Porto Alegre: FEPAGRO, EMATER/RS, FECOAGRO/RS, 1999. (Boletim Técnico n. 6)
ROMAN, E.S. Effect of cover crops on the development of weeds. In: INTERNATIONAL WORKSHOP ON CONSERVATION TILLAGE SYSTEMS, 1990, Passo Fundo. Proceedings. Passo Fundo, CIDA/EMBRAPA-CNPT, 1990. p.218-230.
RUEDELL, J. Plantio direto na região de Cruz Alta. Cruz Alta, Fundacep/Basf, 1995. 134p.
VIDAL, R.A. Herbicidas: mecanismos de ação e resistência de plantas. Porto Alegre, R.A. Vidal, 1997. 165p.