CUSTOS DA NÃO QUALIDADE: UMA PROBLEMÁTICA DOS CONVENCIONAIS SISTEMAS DE CUSTOS NA AGROPECUÁRIA
Alexandre Jeselsohn — Engenheiro Agrônomo, Mestrando em Economia Rural, UFRGS, Porto Alegre-RS.
INTRODUÇÃO
No setor agropecuário, um fator significativo vinculado à carência de informações relevantes de cunho econômico e financeiro, que auxiliem realmente as empresas no processo de tomada de decisão, está não somente relacionada à necessidade de capacitação em gerenciamento, mas à utilização de sistemas de custos inadequados, baseados em princípios que não atendem mais às características da produção e atual ambiente competitivo do mercado.
A formalização de Sistemas de Custos eficazes devem então estar convenientemente adequados aos sistemas produtivos inseridos e adaptados às contingências vigentes do mercado.
Em específico, o tratamento convencional concedido à formação de custos é inadequado, servindo apenas como constatação de gastos ao final de um período produtivo. Considerando o preço de produtos agropecuários, cada vez mais determinado pelo mercado, a lógica de custeio assume a seguinte equação: Preço - Lucro = Custo Meta, ou seja, o preço de produto deve ser para ser competitivo no mercado, e a margem de lucro desejada pela empresa, restando ao custeio assumir a tarefa de planejamento e gerenciamento dos custos.
DEFICIÊNCIAS DOS CONVENCIONAIS SISTEMAS DE CUSTOS
Existem diversos sistemas de custos, originados de combinações entre princípios e métodos de custeio. O sistema convencional de custeio, baseado no princípio de custeio integral, associado ao método de centro de custos, utilizado largamente pela contabilidade, não oferece boas condições para o gerenciamento da empresa.
O custeio integral considera que todos os recursos utilizados, fixos e variáveis, devem ser repassados para os produtos, não contendo o nível de atividade, prevejjudicando ao nível máxima dos recursos da empresa. No entanto, o princípio de custeio por absorção, prescinde o critério de respelas para apuração de seus dois custos cabeça-prima e processos da empresa.
Utilizando os custos variáveis e custos fixos, não estabelecendo relacionamentos diretamente com a produção, ainda que de uma forma do indicado, podem custos fixos relacionados com a capacidade ao nível de atividade da empresa. Porém, custos fixos relacionados com a capacidade ao nível de atividade da empresa.
CUSTOS DA NÃO QUALIDADE
Custos da não qualidade são aqueles produzidos por defeitos, retrabalho, desperdícios, atrasos, reclamações, variações no processo produtivo, perdas excessivas, redução do prestador rural, falhas operacionais, etc. Frequentemente estes custos representam 5 a 25% do faturamento de uma empresa — e na agropecuária, onde a variável climática e a complexidade biológica acrescentam riscos, podem ser ainda maiores.
Sistemas modernos como o Activity-Based Costing (ABC) permitem rastrear atividades, identificar perdas e desperdícios, e implementar ações corretivas. O gerenciamento de custos não é apenas observar a contabilidade histórica; é um instrumento estratégico para garantir a competitividade da empresa rural.
Artigo. Alexandre Jeselsohn (Eng.Agr. Mestrando Economia Rural UFRGS Porto Alegre-RS). Sistemas custos convencionais inadequados ao mercado competitivo. Fig 1 Mercado/Sistemas Produção. Equação Preço-Lucro=Custo Meta. 3 sistemas: integral (apuração - não decide), variável (ponto equilíbrio - ignora qualidade), ABC Activity-Based Costing (rastreio atividades - moderno). Custos não-qualidade = desperdício+retrabalho+refugo+atrasos = 5-25% faturamento (maior agropecuária).