O Desafio da Informática na Agricultura


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Publicado em: 30/06/1996

O DESAFIO DA INFORMÁTICA NA AGRICULTURA

Flávio Renato Gassen — Eng.-Agr., pós-graduando em Administração Rural - UNOESC, Assistente Técnico terceirizado da Cooperativa Agrária Mista Entre Rios Ltda, Guarapuava-PR.

Nos primórdios do desenvolvimento dos computadores, os poucos familiarizados com esta tecnologia discutiam com apreensão sobre o desenvolvimento da informática, tanto dos hardware (equipamentos físicos do computador), como dos software (programas), sobre o medo do iminente controle pelas máquinas. Mas, há um terceiro elemento fundamental para que esta evolução seja rápida: o ser humano.

Nós, engenheiros agrônomos, temos necessidade de nos colocarmos como humanware e não somente como pilotos da uma tecnologia disponível e de rápida evolução. Ao nos posicionarmos com habilidade, seremos beneficiados tanto pelo software como pelo hardware.

Acreditamos que o notebook (computador portátil) será uma ferramenta essencial para os próximos anos. Hoje, softwares para transferir dados de um texto impresso diretamente para o computador, sem que haja necessidade de digitá-los. Com máquinas fotográficas digitais, temos condições de digitalizar as imagens e transferi-las para processamento num computador. Já existem profissionais trabalhando no desenvolvimento desta tecnologia para digitalizar imagens de folhas com manchas, provocadas por doenças, para softwares semelhantes com o objetivo de identificar e quantificar a severidade e a incidência das mesmas.

O desenvolvimento de tradutores oticos de alta sensibilidade confere ao computador habilidades extremamente superiores, e nossa para diferenciar cores. Da mesma forma, instrumentos como o písca-pisca da pulverização, já existem equipamentos de pulverização que apresentam a presença de plantas daninhas, e que se vai, gerenciam a abertura da fluxo de calda, individualmente, por bico, promovendo apreciável economia de produto.

"... Já existem equipamentos de pulverização que reconhecem a presença de plantas daninhas, e, por sua vez, gerenciam a abertura do fluxo de calda, individualmente, por bico, promovendo apreciável economia de produto."

As unidades de pesquisa tem desenvolvido equipamentos muito sofisticados que apresentam simultaneamente mapas em realidade virtual. Estas áreas apresentam simultaneamente equipamentos de fertilidade, calagem (realizando com pH ídeal), doenças do solo (oidio, ferrugem, etc.), zoneamento microclimático, manchas de plantas daninhas, espécies, recursos hídricominerais, zoneamento de relevo, rotação de culturas, etc. Com pose destes dados históricos, pode-se ter realizar, inclusive, modelagem matemática sobre a evolução das mais diversos parâmetros (ex.: dinâmica da fertilidade) que ao agricultor vão usar em realidade virtual.

Estas bases apresentam simultaneamente todas as informações e variantes de fertilidade, calagem (realizando com pH ideal), doenças em rebodeira, nematoides, etc.), zoneamento microclimático, talhões, recursos hidromiminerais, zoneamento de relevo, rotação de culturas, etc. Com poses destes dados históricos, pode-se realizar, inclusive, modelagem matemática sobre a evolução dos mais diversos parâmetros, dando ao agricultor uma capacidade de previsão e de planejamento.

O assistente técnico que ainda tem mente exigir da pesquisa resultados extremamente processados (minimizados e pormenorizados) sairá do mercado do trabalho, pois, cada vez mais a pesquisa fornecerá equações matemáticas como, que é plantada no trabalho de campo das mais diversas profissionais habilitados, é profissionais agrônomos infinitamente habilitados a utilizá-la, va embora informados.

Alguns profissionais da agronomia afirmam que nada disso será realidade (sensibilidade/sensitividade do profissional). Concordamos com esta afirmação, mas dado os dados fornecidos pela informática. Segundo a lei de Moore (executivo da Intel Corp.), a capacidade dos microprocessadores dobra a cada 18 meses ao seu mesmo custo de fabricação.

Qual o nosso ritmo de adoção de tecnologia? Fazemos jus ao título engenheiro? Estamos preparados para usar estas tecnologias?

PINUS BRASILEIRO É ADMINISTRADO COM SOFTWARES DA EMBRAPA

Mais da metade das florestas de pinus do Brasil já é administrada a partir de informações geradas com o sistema "Sispinus-Planin-Replan", desenvolvido no Centro Nacional de Pesquisa de Florestas. Segundo o pesquisador Edilson de Oliveira, que os softwares, as 40 empresas que já o adotaram e o sistema responderam por mais de 50% da produção nacional da madeira de pinus.

O sistema "Sispinus-Planin-Replan" é uma ferramenta que auxilia os produtores no manejo das florestas. Ele permite planejar os regimes de manejo, auxilia a tomada de decisões sobre quando, quanto e como desbastar e também quando fazer o corte final. Fornece os critérios de análise econômico-financeira mais utilizados pelas empresas do Brasil, fixos: o cidade do desenvolvimento. As análises de análises da sensibilidade.

Extraído da publicação "Folha de Floresta" do CNPFlorestas (Janeiro/Março de 1996).

Artigo. Flávio Renato Gassen (Eng.-Agr., pós-graduando Adm. Rural UNOESC, Assist.Téc.Coop.Agrária Mista Entre Rios Ltda, Guarapuava-PR). Notebook portátil como ferramenta essencial. Máquinas fotográficas digitais p/ digitalizar imagens de folhas com manchas (identificar/quantificar severidade doenças). Pulverização com bicos individuais que reconhecem plantas daninhas. Mapas em realidade virtual com fertilidade+calagem+doenças+nematóides+microclima+rotação. Lei de Moore: capacidade microprocessadores dobra cada 18 meses. + Box 'Pinus brasileiro com softwares Embrapa': Sispinus-Planin-Replan (CNPFlorestas Colombo-PR, Edilson de Oliveira), 40 empresas adotaram = 50% produção pinus nacional.