AGRICULTURA SUSTENTÁVEL — A PALAVRA DA SWCS (USA)
A palavra da Sociedade de Conservação do Solo e da Água (SWCS — Soil and Water Conservation Society), dos Estados Unidos, sobre o tema que será debatido no I Congresso Brasileiro de Plantio Direto para uma Agricultura Sustentável, de 18 a 22 de março de 1996, em Ponta Grossa-PR. Traduzido do Journal of Soil and Water Conservation - USA Novembro/Dezembro de 1995.
O que pode fazer a SWCS para acelerar o desenvolvimento e a adoção de sistemas sustentáveis? A sustentabilidade da agricultura é o centro das missões da sociedade e de seus membros. É crucial que as políticas e os programas suportem e incentivem meios para acelerar o desenvolvimento e adoção de sistemas de agricultura sustentável, que atendam a demanda por alimentos e por fibras, enquanto se mantenha a viabilidade econômica dos produtores.
DEFINIÇÃO
Conforme as normas agrícolas Norte Americanas (USA) de 1990 (U.S. Congress, Food, Agriculture, Conservation and Trade Act of 1990, Title XVI, Research Subtitle A, Section 1602): "Um sistema integrado de práticas de produção de plantas e de animais com consequências a longo prazo que: a) satisfaçam as necessidades humanas de alimentos e fibras; b) melhorem a qualidade ambiental e a base dos recursos naturais; c) faça o uso mais eficiente possível dos recursos não renováveis; d) sustente a viabilidade econômica das operações agrícolas; e) melhore a qualidade de vida dos agricultores e de toda a sociedade."
SUSTENTANDO A BASE DE RECURSOS
A agricultura produtiva e lucrativa não poderá continuar existindo se não sustentar o solo, a água, o ar e sistemas biológicos num estado produtivo. Numerosas civilizações, no passado, falharam porque o solo e a água foram prejudicados além do ponto de uso produtivo. "Não podemos continuar dependendo de recursos não-renováveis, incluindo combustíveis fósseis, defensivos e fertilizantes, que mascaram o efeito da degradação do solo sobre o decréscimo da produtividade."
OS RISCOS DA AGRICULTURA
A agricultura e a pecuária têm riscos financeiros intrínsecos. Talvez o risco seja a maior barreira para a adoção de práticas sustentáveis. Por exemplo, é reconhecido que a incorporação de controle biológico de pragas pode reduzir a dependência de insumos não-renováveis. Entretanto, pode haver um risco inicial maior para o produtor ao trocar de um sistema de controle químico para um que adota controle biológico. Muitos dos métodos e dos programas planejados para reduzir os riscos são barreiras para a adoção de sistemas de agropecuária sustentáveis.
POSIÇÃO DA SWCS
1) A pesquisa, a educação e as iniciativas políticas deveriam ser direcionadas para reduzir as barreiras no desenvolvimento e na adoção de sistemas mais sustentáveis. Substituir os programas atuais de suporte por políticas que encorajem práticas sustentáveis e rotação de culturas. Insistir na pesquisa orientada pela demanda. Apoiar sistemas biológicos de controle de pragas e manejo integrado. Desenvolver diálogo entre ambientalistas, agricultores, comércio e mercado. 2) Desenvolver enfoque real para os custos e benefícios da adoção de práticas sustentáveis (econômicos, ambientais, desenvolvimento rural e bem estar social). 3) Formar novas parcerias multidisciplinares em agricultura. Trabalhar para obter fundos suficientes para programas de pesquisa e extensão.
Sustentabilidade. Traduzido do Journal of Soil and Water Conservation - USA Nov/Dez 1995. Sociedade de Conservação do Solo e da Água (SWCS) sobre tema I CBPDAS PG mar/96. Definição USA Food, Agriculture, Conservation and Trade Act 1990 (FACTA Title XVI Section 1602): sistema integrado com 5 critérios (necessidades humanas + qualidade ambiental + recursos não-renováveis eficientes + viabilidade econômica + qualidade de vida). Sustentar base recursos: 'Não podemos continuar dependendo de recursos não-renováveis, incluindo combustíveis fósseis, defensivos e fertilizantes que mascaram o efeito da degradação do solo'. Riscos: barreira para adoção sustentável. Posições SWCS: 1) pesquisa+educação+políticas direcionadas; substituir programas atuais; pesquisa orientada demanda; apoio biológico/MIPD; diálogo grupos. 2) Enfoque real custos/benefícios. 3) Novas parcerias multidisciplinares.