Concurso Fotografias prazo encerra fev/1995 + Plantio Direto na Alemanha (Rolf Derpsch + Herbert Bartz fins 1993)


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Publicado em: 28/02/1995

CONCURSO DE FOTOGRAFIAS SOBRE PLANTIO DIRETO — PRAZO PARA INSCRIÇÕES ENCERRA EM FEVEREIRO/1995

“Vizinhos” é o nome que escolhemos para as 3 fotografias que o engenheiro agrônomo e produtor rural Luiz Caspechaque, de Ponta Grossa-PR, enviou para participar do I Concurso de Fotografias Jornal do Plantio Direto/Monsanto. Elas são bastante ilustrativas das diferenças entre os sistemas de preparo do solo usados pelos agricultores brasileiros e suas consequências.

Diversos produtores e técnicos de vários estados brasileiros já enviaram belas fotos para concorrer. O Concurso premiará o vencedor com uma passagem de ida e volta para ver plantio direto nos Estados Unidos, numa viagem programada para setembro/95 pela Monsanto, patrocinadora do evento.

Para os que ainda não se inscreveram mas têm boas fotos, o prazo para envio do material é o dia 28 de fevereiro de 1995. A comissão julgadora será composta de um fotógrafo profissional, um engenheiro agrônomo especializado em plantio direto e a Aldeia Norte Editora, responsável pelo Jornal do Plantio Direto.

PLANTIO DIRETO NA ALEMANHA (ROLF DERPSCH + HERBERT BARTZ, FINS DE 1993)

Segundo Rolf Derpsch, engenheiro agrônomo pesquisador da GTZ, um nome importante nos primeiros tempos do desenvolvimento do plantio direto no Brasil, que se encontra atuando no Paraguai, o arado de aiveca salvou a Europa da fome no século 18. Para Derpsch, o problema das ervas daninhas era grave naquela época e o preparo de solo com o novo implemento foi fundamental para a lavoura, de tal forma que este fato formou toda uma mentalidade, colocando o arado de aiveca num pedestal. No Museu Agrícola de Hoheinheim, perto de Sttugart, existe um arado de ouro, que passeia todos os anos numa solenidade que lembra os tempos difíceis.

Visitando a Alemanha no final de 1993, Rolf Derpsch e Herbert Bartz, produtor de Rolândia-PR, pioneiro do plantio direto no Brasil, por caminhos diferentes, anotaram sinais da evolução do sistema, principalmente na região onde era a Alemanha Oriental.

“Existem poucas pessoas entendidas em plantio direto na Alemanha e elas ainda não assumiram a idéia de cobertura permanente do solo, porque é difícil para eles assumirem essa filosofia”, disse Rolf. Mas, segundo ele, lá também ocorre problemas de erosão e as perdas de solo podem chegar a 20 ton/ha.

Na sua viagem, Herbert Bartz ficou surpreso ao encontrar plantio direto nas grandes fazendas coletivas da ex-Alemanha Oriental, que foram arrendadas a grupos empresariais agrícolas e produtores independentes. Uma área considerável está sendo trabalhada com o sistema, disse Bartz. “As razões principais para a adoção do plantio direto são a possibilidade de reduzir a quantidade de HPs/ha e, principalmente, a diminuição da mão de obra, que é cara.”

Segundo Bartz, como o nível salarial do operador qualificado é muito alto, algo em torno de 2.000-3.000 marcos, este é um fator muito forte para levar os empresários agrícolas a adotar a semeadura direta, que ocupa uma área estimada em 20%, naquela região do país. Ali, a herança das fazendas coletivas deixou áreas de 1.000 a 2.000 ha, com terrenos planos, cujo custo operacional baixa com o plantio sem preparo.

“Essa tendência foi uma surpresa para nós”, finalizou Bartz, “porque lá os problemas de erosão, principalmente na parte oriental, não são significativos. Para eles, as motivações são puramente econômicas, isto é, poder tocar grandes extensões com custo reduzido.”

2 notícias: 1) Concurso Fotografias JPD/Monsanto prazo 28/fev/1995. Foto 'Vizinhos' de Luiz Caspechaque (Eng. Agr. Ponta Grossa-PR). Comissão: fotógrafo profissional + eng° agr° PD + Aldeia Norte. Prêmio passagem EUA visita PD set/95 (Monsanto). 2) PD na Alemanha — visitas Rolf Derpsch (GTZ, atuando PY) e Herbert Bartz (Rolândia-PR, pioneiro BR) fins 1993. Arado de aiveca salvou Europa século 18; Museu Agrícola Hoheinheim/Stuttgart tem arado de ouro. Erosão Alemanha pode chegar 20 t/ha. Ex-Alemanha Oriental: fazendas coletivas 1.000-2.000 ha arrendadas, ~20% PD; motivação econômica (salário operador qualificado 2.000-3.000 marcos).