Perdas de Solo por Chuvas (UFSM, Mateus Luiz Seganfredo) + Produtores Americanos visitam Brasil


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Publicado em: 28/02/1995

PERDAS DE SOLO POR CHUVAS (UFSM)

Desde 1991 está sendo conduzido, no Campus da Universidade Federal de Santa Maria, em solo podzólico vermelho-amarelo, um experimento que avalia perdas de solo e água por erosão hídrica. Estas perdas são determinadas após cada chuva na cultura do milho em plantio direto, sobre resíduos de aveia + ervilhaca, tremoço, mucuna, feijão-de-porco e também em solo permanentemente descoberto.

No dia 20 de outubro de 1994 ocorreu uma chuva de 86 mm, correspondendo a uma intensidade de 120 mm/hora (alta capacidade erosiva), apenas 20 dias após a semeadura do milho, justamente no período crítico em relação à perda de solo por erosão. Nas parcelas onde o milho foi semeado sobre resíduos de aveia + ervilhaca, tremoço, mucuna e feijão-de-porco, as perdas foram de 0,01, 0,14, 0,06 e 0,36 t/ha respectivamente, enquanto que onde o solo foi mantido descoberto as perdas foram de 38,7 t/ha.

Com base nos resultados obtidos verifica-se que todos os tratamentos onde foi realizada a semeadura direta sobre resíduos houve redução das perdas sempre superior a 90% comparadas ao solo descoberto. Isto evidencia a importância da manutenção de resíduos vegetais sobre a superfície do solo no controle da erosão hídrica.

Mateus Luiz Seganfredo — Aluno de Mestrado em Agronomia UFSM, Eng. Agr. EPAGRI/SC. Extraído do Informativo do Departamento de Solos da UFSM.

PRODUTORES AMERICANOS VISITAM O BRASIL (JAN/1995)

Mark Wittmeyer, um jovem produtor rural de Platte City, no Estado de Missouri, Estados Unidos, usa o sistema plantio direto há mais de 10 anos, nos 500 ha cultivados com milho, trigo, sorgo e fumo. Embora não ocorra uma situação de 100% de área plantada com “No-till”, pelas características de solo e clima, Mark tem incrementado o plantio direto nos últimos 5 anos, principalmente em função da nova legislação em vigor nos Estados Unidos que pune os agricultores que não protegem o solo contra a erosão. Mas, segundo ele, o sistema oferece outras vantagens como menor tempo para se fazer as operações e um custo inferior da lavoura, mesmo que o item produtos químicos seja maior do que no preparo convencional, principalmente para o controle de ervas.

Wittmeyer foi um dos 30 produtores americanos que visitaram o Brasil no mês de janeiro, numa viagem promovida pela Phillips Morris e Universidade de Kentucky. A caravana, da qual participavam quatro professores da Universidade, era composta de agricultores líderes de várias regiões agrícolas do Meio Oeste Americano. Eles vieram ao Brasil para conhecer a agricultura do nosso País, bem como aspectos do setor de agroindústria.

No Sul do Brasil, os produtores visitaram diversas fazendas, empresas e órgãos de pesquisa. Em Passo Fundo-RS, eles visitaram a Semeato, onde tiveram a oportunidade de verificar a tecnologia empregada para a produção de semeadoras para plantio direto e outros implementos. No CNPT-Embrapa, a comitiva assistiu uma palestra sobre os principais tópicos da agricultura brasileira. Finalmente, os americanos tiveram a oportunidade de conhecer uma das principais fazendas da região, a Cabanha Butiá, da família Bertagnolli, a 30 km de Passo Fundo, onde puderam ver o plantio direto e uma integração lavoura-pecuária modelo, com a criação de gado da raça Jersey, cavalos Criolos e ovelhas Sufolk.

Para Phillip Couldrey, gerente de blênding da Phillips Morris brasileira, um dos coordenadores da viagem, os produtores americanos estavam impressionados com o nível da nossa agropecuária e, por isso também, eles têm o Brasil como um dos principais concorrentes para alguns de seus produtos agrícolas.

2 notícias: 1) UFSM Santa Maria desde 1991 em podzólico vermelho-amarelo. Chuva 86 mm (120 mm/h) em 20/out/1994 — perdas PD com resíduos: aveia+ervilhaca 0,01, tremoço 0,14, mucuna 0,06, feijão-de-porco 0,36 t/ha vs solo descoberto 38,7 t/ha (>90% redução). Mateus Luiz Seganfredo (Mestrado UFSM, Eng. Agr. EPAGRI-SC). 2) Mark Wittmeyer (Platte City-Missouri-EUA, PD 10 anos em 500 ha milho/trigo/sorgo/fumo) + 30 produtores caravana Phillips Morris + Univ. Kentucky (4 professores), jan/1995. Visitaram Semeato (PF), CNPT-Embrapa, Cabanha Butiá da família Bertagnolli (30 km PF — Jersey + Crioulos + Sufolk). Coord. Phillip Couldrey (Phillips Morris brasileira).