IAPAR e o Pequeno Produtor + Novo curso 1995 + Pesquisa Savanas Tropicais (Procitrópicos)


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Publicado em: 28/02/1995

IAPAR E O PEQUENO PRODUTOR — PLANTIO DIRETO NA PEQUENA PROPRIEDADE

Poucas experiências têm sido relatadas no Brasil e Exterior sobre as possibilidades da prática do plantio direto nas condições de pequeno produtor. Por se localizarem em áreas de baixa aptidão agrícola e basear sua produção no uso intensivo de mão-de-obra familiar e na tração animal, o pequeno produtor tem no plantio direto uma alternativa para conservação de solo e água e na redução das operações desgastantes de preparo de solo.

O IAPAR apresentou aos participantes do curso de dezembro/1994 as experiências do Projeto Plantio Direto na Pequena Propriedade. Em 1985, o Instituto conduziu um projeto de pesquisa para viabilizar o plantio direto na palha para o pequeno produtor, baseado em três fatores principais: o homem, o meio ambiente e a máquina. A área de Engenharia Agrícola do IAPAR desenvolveu para este projeto uma máquina de plantio direto a tração animal, batizada de “Gralha Azul”. Além da máquina, o IAPAR realizou ensaios de pesquisa em conservação de solos, adubação verde, cobertura de solo e controle de plantas daninhas, necessários para a implantação do plantio direto na pequena propriedade.

Os resultados mostraram que o plantio direto é viável economicamente desde que garanta um nível mínimo de fertilidade do solo. Em comparação ao sistema convencional, o plantio direto é mais intensivo em capital, menos intensivo em mão de obra e diminui a penosidade do trabalho. No ano de 1993 o IAPAR implantou o Projeto Plantio Direto na Pequena Propriedade, que iniciou com 31 propriedades e hoje somam-se mais de 600, com o objetivo de repassar tecnologias de plantio direto aos pequenos produtores geradas pelo IAPAR. As propriedades que adotaram este sistema de plantio tiveram um aumento de produtividade logo no primeiro ano de implantação.

NOVO CURSO EM 1995 — PROGRAMAÇÃO

Considerações gerais sobre o plantio direto na pequena propriedade. Pré-requisitos. Manejo do solo. Controle de plantas daninhas. Aspectos econômicos. Desenvolvimento de equipamentos a tração animal.

Instrutores: Dácio Antonio Benassi (Técnico Agrícola IAPAR); Edson Márcio Siqueira (Técnico Agrícola IAPAR); Flávia Fontana Fernandes (Engª Agrª, MS, Fertilidade de Solos, IAPAR); Michel Jorge Samaha (Eng° Agr°, MS, Economia Rural, IAPAR); Moacir Roberto Darolt (Eng° Agr°, IAPAR); Telma Passini (Engª Agrª, MS, Fitotecnia, IAPAR).

PÚBLICO: Engenheiros Agrônomos, Técnicos Agrícolas e outros agentes de desenvolvimento rural da assistência técnica e extensão rural oficial e privada, com limite de 50 vagas. Poderá ser cancelado caso não atinja o número mínimo de 20 inscrições.

Local: IAPAR/Pólo Regional de Pesquisa Agropecuária de Ponta Grossa, Av. Pres. Kennedy s/n° (Rodovia do Café, km 104), Ponta Grossa-PR. Fone/Fax (042) 225 1919.

PESQUISA DEBATE DEGRADAÇÃO DO SOLO NA REGIÃO DE SAVANAS TROPICAIS (PROCITRÓPICUS-PROJETO SAVANNAS)

Aconteceu no IAPAR-Pólo de Ponta Grossa, entre os dias 28 de novembro e 02 de dezembro, o curso Procitrópicus-Projeto Savannas, promovido pelo IICA (Instituto Inter-Americano de Cooperação Agrícola) e com apoio da UEL (Universidade Estadual de Londrina), Centro Nacional de Pesquisa de Soja da EMBRAPA, COCAMAR e Fundação ABC. Cerca de 30 pessoas participaram do evento entre pesquisadores e extensionistas rurais de países da América Latina como Bolívia, Argentina, Venezuela, Colômbia e Brasil. O objetivo deste curso foi passar a tecnologia de pesquisa em sistemas de produção que o IAPAR utiliza, com ênfase nas etapas de validação.

O módulo em Ponta Grossa foi a segunda etapa do Curso. A primeira parte aconteceu no IAPAR-Londrina num módulo sobre Manejo Conservacionista do Solo, e, em Ponta Grossa abordou o enfoque de Sistemas. O curso Procitrópicos faz parte do Projeto Savannas do IICA e segundo F. Dillaz, do IICA e CIRAD (Centro de Cooperação Internacional para Pesquisa Agronômica e Desenvolvimento), este é um projeto para o manejo sustentável das savanas tropicais (cerrados brasileiros e llanos na Bolívia, Colômbia e Venezuela).

Na América do Sul as áreas de savanas correspondem a 240 milhões de hectares: no Brasil são 180 milhões, Venezuela 28, Colômbia 20 e Bolívia 14, conforme Osmar Muzilli, pesquisador do IAPAR e hoje prestando consultoria ao IICA-Procitrópicos-Projeto Savannas. Estas são áreas naturalmente degradadas e outras foram degradadas pelo homem.

Num primeiro momento desse projeto, diz Muzilli, foi feito um diagnóstico nos quatro países para identificar a natureza e causa da degradação do solo e, junto a instituições de pesquisa, um levantamento da demanda e oferta de tecnologia para um manejo sustentável desses solos, principalmente buscando a integração da agricultura e pecuária. Foi verificado que há um bom estoque de ofertas tecnológicas, mas que não chegam até o produtor. A partir desses dados, o Projeto Savannas decidiu se concentrar na capacitação de pesquisadores e extensionistas em metodologia para síntese, validação e transferência de tecnologia para o manejo do solo em manejo integrado de produção.

IAPAR Projeto PD Pequena Propriedade desde 1985 (homem+meio ambiente+máquina; 'Gralha Azul'); 1993 implantação efetiva 31 propriedades → +600 hoje. PD viável economicamente, menos intensivo em mão de obra. Programação curso 1995 (Instrutores: Dácio Antonio Benassi, Edson Márcio Siqueira, Flávia Fontana Fernandes, Michel Jorge Samaha, Moacir Roberto Darolt, Telma Passini). + Procitrópicus-Projeto Savannas IICA-IAPAR Ponta Grossa 28/nov-2/dez/1994, ~30 pessoas BR/Bolívia/AR/VE/CO. F. Dillaz (IICA-CIRAD); Osmar Muzilli (IAPAR-IICA Procitrópicus). Savanas América Sul 240 mi ha: BR 180/VE 28/CO 20/Bolívia 14.