EMPRESAS — CIBA AGRO PROMOVEU DEBATES SOBRE MERCADO E TECNOLOGIA DO MILHO
Dando prosseguimento ao seu trabalho de aproximação e prestação de serviços aos clientes, a Ciba Agro do Rio Grande do Sul, através da gerência de Passo Fundo, realizou nos meses de julho e agosto seminários regionais onde foram abordados aspectos de tecnologia de produção, principalmente no controle de ervas, armazenamento e mercado da cultura do milho. Segundo o engenheiro agrônomo Carlos Oberdan Vieira, gerente regional da Empresa em Passo Fundo, “o Seminário Técnico Mercadológico do Milho objetiva levar informações atuais de mercado e de tecnologia para o segmento envolvido no processo produtivo de milho, como produtores, engenheiros agrônomos, técnicos agrícolas e comerciantes de insumos”.
Os seminários foram apoiados pelas associações dos engenheiros agrônomos e cooperativas de Passo Fundo e Ijuí (Coopasso e Cotrijui, respectivamente), além das empresas distribuidoras dos produtos Ciba Agro. Em Ijuí, no dia 8 de julho, palestraram Carlos Cogo, Robson de Souza (Fundacep Fecotrigo) e Flávio Lazzari (Universidade Federal de Curitiba). Em Passo Fundo falaram Carlos Augusto Mallmann (Universidade de Santa Catarina) e José Velloso (CNPT-Embrapa). A palestra de encerramento foi feita por Carlos Cogo, da Agriplan, de Porto Alegre.
PROJEÇÕES DE MERCADO
O economista Carlos Henrique Cogo, diretor da Agriplan, de Porto Alegre, falou em suas análises como o produtor pode melhorar a sua lucratividade na lavoura de milho. Aqui, transcrevemos alguns tópicos importantes da sua palestra:
“O milho é a grande alternativa para a agricultura brasileira dos próximos anos. As doenças da soja transformaram o milho em importante alternativa para a rotação de culturas. De obrigatório, como alternativa para rotação, o milho se transformou num produto com liquidez e rentabilidade. É um bom parceiro para a soja.”
“O produtor de milho não terá prejuízos com o Mercosul. Embora o custo de produção de milho da Argentina seja menor que o do Brasil, nós temos uma criação de aves e suínos muito mais avançada que a deles. De qualquer forma, nós, para suprir nossas necessidades de consumo interno, importamos milho da Argentina, basicamente.”
“As perdas na cultura do milho, desde a colheita até o armazenamento, atingem cerca de 30% da produção brasileira. Numa previsão de safra para 33 milhões de toneladas, as perdas podem atingir 9 milhões de toneladas, 6 vezes mais do que a nossa importação, um prejuízo acima de 1 bilhão de dólares.”
“Não se pode esperar uma grande alta nos preços porque a safra americana de milho deverá crescer em 38%. Além disso, é preciso considerar que o ano é eleitoral e o governo não deverá permitir grandes altas nos preços dos produtos agrícolas. Mas nem sempre vender por um preço maior é o melhor negócio.”
“Estas são as palavras de ordem para estes novos tempos. Existe a necessidade do agricultor transformar-se [em um] empresário rural. É necessário medir os custos de produção, reduzir os custos desnecessários. Uma armazenagem [racional permite vender] na entressafra quando os preços são melhores.”
Seminários Técnico Mercadológico Ciba Agro Milho RS. Coord. Carlos Oberdan Vieira (Gerente Regional Ciba PF). Apoio AEA+Coopasso+Cotrijuí+distribuidoras Ciba. Em Ijuí 8/jul: Carlos Cogo, Robson de Souza (Fundacep), Flávio Lazzari (UFCuritiba). Em Passo Fundo: Carlos Augusto Mallmann (UFSC), José Velloso (CNPT), encerramento Carlos Cogo (Agriplan PA). Citações Cogo: milho alternativa BR, sem prejuízo Mercosul (aves/suínos), perdas 30% colheita-armazenamento = 9 mi t/US$ 1 bilhão, safra americana milho +38%, armazenagem racional.