UnB faz comparação econômica entre Plantio Direto e Convencional no Cerrado


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Publicado em: 30/03/1994

A Universidade de Brasília, preocupada com a qualidade da agricultura praticada na região do Cerrado Brasileiro, que abrange uma superfície de 2,7 milhões de km² nos estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Tocantins, Goiás, Distrito Federal, Minas Gerais e Bahia, desenvolveu um estudo de “Comparação Econômica, Operacional e Agronômica entre o Plantio Direto e o Plantio Convencional no Cerrado Brasileiro”. A pesquisa foi realizada no período de maio de 1992 a agosto de 1993, sob a supervisão do engenheiro agrônomo e professor da UnB, Luiz Vicente Gentil, um dos fundadores da Associação Brasileira de Mecanização Agrícola, entidade que apoiou a realização do trabalho. Participaram também o engenheiro agrícola Álvaro Luiz Dilli Gonçalves, especialista em mecanização agrícola do Cerrado, e o estudante Kirkson Bandeira da Silva, da UnB. Apoiaram economicamente a efetivação da pesquisa as empresas Semeato e Monsanto.

O estudo teve como objetivo suprir a falta de trabalhos acadêmicos que estabeleçam a comparação econômica entre os dois sistemas, já que é significativa a taxa de expansão do plantio direto no Cerrado, apresentando-se como uma alternativa frente ao tradicional uso de grades, que constitui a base do convencional de preparo do solo.

Com a grande diversidade de microrregiões existentes no Cerrado, ocorre o desenvolvimento de diversas formas de efetuar o plantio. A equipe encarregada do projeto, visando estabelecer um denominador comum, visitou propriedades de níveis tecnológicos médios e altos, em culturas de verão e de sequeiro, com ênfase na soja.

SOLO

Os solos do cerrado são fundamentalmente siltosos, lixiviáveis e sofrem compactações, quando há intenso trânsito de máquinas, principalmente quando do preparo convencional do solo com grades e arados. A soleira ou pé de grade, fruto da mecanização, é um mal, pois limita a passagem de água, oxigênio e raízes das plantas. Neste sentido, o plantio direto eliminando o preparo do solo, evita em alto grau a formação de pé de grade e gera os benefícios de menores custos, investimentos e tempos.

A menor mecanização evita a destruição da estrutura do solo evitando que ele “se transforme em poeira no longo prazo”. Alguns proprietários eliminam ou rebaixam os terraços sob o princípio de que o plantio direto, não revolvendo o solo, reduz a erosão provocada pelas chuvas. Isto elimina custos, tempo, investimentos, e otimiza a lucratividade da propriedade rural. Não é recomendado o plantio direto em lavouras novas porque o solo não está limpo, corrigido e equilibrado.

O plantio direto otimiza as características físicas, químicas e orgânicas do solo, seja pelo melhor nível de umidade, maior vida [biótica do solo], insetos, minhocas, protozoários e outros elementos que favorecem a decomposição da matéria orgânica, além do veranico de janeiro, com [chuvas mais espaçadas].

matéria sobre estudo da UnB 'Comparação Econômica, Operacional e Agronômica entre o PD e o Convencional no Cerrado Brasileiro' (mai/1992 a ago/1993). Cerrado: 2,7M km² (MS, MT, TO, GO, DF, MG, BA). Coordenação Prof. Luiz Vicente Gentil (UnB). Equipe: Álvaro Luiz Dilli Gonçalves + Kirkson Bandeira da Silva. Apoio Semeato e Monsanto. Cobre p11+p12