A grande presença dos produtores das mais variadas regiões do País e do Exterior foi o grande destaque do IV Encontro. Eles vieram em grupos ou solitários, ávidos por buscar conhecimentos sobre essa tecnologia que está revolucionando a agricultura brasileira. Muitos queriam aumentar esses conhecimentos, outros estavam tomando contato com o sistema pela primeira vez.
“A gente, que já está com 7 anos de plantio direto, vê as coisas com naturalidade mas ainda foi possível ouvir produtores dizendo que não sabiam que o plantio direto era assim”. Ulfried Arns, engenheiro agrônomo, produtor e professor da Faculdade de Agronomia de Cruz Alta, foi um dos coordenadores do campo demonstrativo do IV Encontro. Segundo ele, “o campo era fundamental para demonstrar a tecnologia aos produtores. Nós já havíamos feito inúmeros encontros e achamos que as parcelas demonstrativas seriam mais atrativas para eles, que gostam de ver a coisa na prática. E eles saíram com uma idéia a respeito do sistema que vai levá-los a andar sozinhos, sem subsídios, sem problemas de falência, com a certeza do rumo correto”.
Um agricultor que veio de longe e se perdeu no meio da multidão, Valdir Tafarell, de Sinop, no Mato Grosso, também está com 7 anos de plantio direto, só que numa latitude diferente e numa região especial. Assinante do Jornal do Plantio Direto, Tafarell procura se alimentar em todos os lugares onde a tecnologia está disponível. Já participou de encontros no Mato Grosso, foi a Castro no Seminário Internacional de 1993 e, além disso, recebe a orientação de técnicos franceses que atuam na região, principalmente de Lucien Segui.
Gaúcho de Erechim, Valdir Tafarell está em Sinop desde 1976. “Eu só vejo vantagens no plantio direto”, disse ele. “As dificuldades nós temos é com o convencional. Minha média de colheita em soja está em torno de 3.000 kg, nos últimos 3 anos. No milho, já cheguei a colher até 7.000 kg/ha”.
Trabalhando numa região plana, Tafarell está satisfeito com as perspectivas do sistema, apesar do alto preço das máquinas, principalmente agora que estão evoluindo na [tecnologia para o Cerrado].
matéria sobre presença dos produtores no IV Encontro. Cita Ulfried Arns (Eng° Agr° FA Cruz Alta, coord. campo demonstrativo) e Valdir Tafarell (Sinop-MT, gaúcho de Erechim, MT desde 1976), 7 anos PD, soja 3.000 kg/ha, milho até 7.000 kg/ha. Orientação de Lucien Segui (técnico francês)