[De acordo com Manoel Henrique Pereira (Nonô), presidente da Federação Brasileira de Plantio Direto na Palha:]
[“Estamos] em condições de instalar o programa nas lavouras. Nós temos que ter uma grande população de técnicos treinados, os cursos precisam ser intensificados, seja Fundação ABC, STS, Fundacep, Passo Fundo, porque o produtor vai pedir apoio.
De outro lado, isto acaba valorizando o profissional de agronomia, o que acarreta um maior volume de trabalho e uma capacidade produtiva mais intensa. Nós temos lições do passado que nos dizem que deixar o agricultor andar sozinho é perigoso, ele precisa ser monitorado. O brado de alerta é sempre dado, nós temos sido insistentes e até impertinentes mas não podemos mais correr riscos.
Um segmento que precisa agilizar sua participação é o de fabricantes de agroquímicos, insumos e outros. Nós temos pedido às empresas não só o patrocínio de cursos mas também um maior número de técnicos atendendo suas áreas. Além disso, existem empresas deixando de participar num momento em que, sabidamente, estão dobrando as vendas.
Quanto ao Cerrado Brasileiro, onde deverá ocorrer o IV Encontro [V Encontro], em 1995, existem dois pontos positivos e muito importantes: os agricultores estão convencidos de que a agricultura lá, para ser produtiva, tem que ser sustentável, ou seja, é o plano de rotação de culturas em cima da palha, que vai segurar esse solo e aumentar a matéria orgânica. Em segundo lugar, o segundo ponto é que o produtor está disposto a aplicar a sua capacidade criativa e, a partir disso, as soluções para os problemas da região estão aparecendo. Eles estão criando situações [próprias].”
depoimento de Manoel Henrique Pereira (presidente FBPDP) sobre desafios do PD: mais técnicos treinados (F.ABC, STS, Fundacep, Passo Fundo); valorização da agronomia; participação das empresas; preparação para V Encontro Nacional 1995 nos Cerrados