Cancro da haste da soja na safra 93/94 — epidemia no Planalto e Missões/RS


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Publicado em: 30/03/1994

Aconteceu o previsto. Sem os devidos cuidados com a semente trazida de regiões infectadas, uma epidemia de cancro da haste da soja ocorreu na safra 93/94, em diversos locais onde se planta a leguminosa no Brasil, principalmente no Planalto e Missões do Rio Grande do Sul. O ataque severo da doença aconteceu em função das condições climáticas favoráveis, com alta umidade nas primeiras fases da cultura, e a presença de cultivares suscetíveis, semeadas em lavouras onde o inóculo estava presente, isto é, onde não ocorreu rotação de culturas.

O cancro da haste é uma doença de constatação recente no Brasil (1988/89), tendo sido detectada no RS em 1990. Trata-se de uma doença altamente destrutiva, podendo comprometer severamente o rendimento de cultivares suscetíveis. Segundo o CNPT-Embrapa, de Passo Fundo, os ataques mais severos ocorrem na monocultura da soja. Em áreas com plantio direto, o problema pode se agravar devido ao fato de que os restos culturais por permanecerem na superfície do solo requerem mais tempo para a decomposição.

NÃO É PRECISO LAVRAR

De repente, ouve-se algumas vozes insinuando que, pelo fato do cancro da haste e outras doenças permanecerem mais tempo na lavoura através do inóculo agregado à palha, é preciso [voltar a lavrar para incorporar os restos culturais. Os pesquisadores têm alertado que essa não é a estratégia adequada: a solução é rotação de culturas + cultivares resistentes + tratamento de sementes].

matéria sobre epidemia do cancro da haste da soja na safra 93/94, principalmente no Planalto e Missões do RS. Doença detectada no Brasil em 1988/89, no RS em 1990. Ataques mais severos na monocultura. Em PD pode se agravar. Tabela com cultivares de soja recomendadas RS