Plantio Direto em arroz irrigado no RS — 8º Encontro já tem data


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Publicado em: 30/03/1993

Os arrozeiros que usam semeadura direta no Rio Grande do Sul realizam o seu 8º Encontro em junho deste ano comemorando um aumento progressivo de área, que está nos planos da direção e técnicos do Clube do Plantio Direto de Arroz Irrigado. A área deste ano ficou em torno de 240.000 ha, um aumento de 10%.

“Passar de repente para o plantio direto pode ser um choque tanto para o produtor como para seus auxiliares de lavoura, aguadores e operários. O clube recomenda que cada produtor comece com uma área pequena e vá aprendendo, participando dos dias de campo, dos seminários de plantio direto. Conversar com vizinhos e amigos que já iniciaram e tenham uma boa experiência é recomendável.” As afirmações são do produtor de arroz irrigado e Vice-Presidente do [Clube], com sede em Porto Alegre, possui um presidente, atualmente Eurico Dornelles, de Alegrete, e três vice-presidências regionais. A vice-presidência de Werner Arns abrange Uruguaiana, São Borja, Alegrete, Itaqui, Quaraí e outros. Ele esteve presente no Seminário de Plantio Direto em Sistemas Sustentáveis em Castro, onde procurou elementos de diversificação das culturas.

“A grande vantagem do plantio direto em arroz irrigado é a racionalização das operações de semeadura, prossegue Arns. É possível fazer a lavoura com menor quantidade de máquinas e implementos, com um menor desgaste. E não é só isso. Você consegue eleger uma época mais adequada para o plantio enquanto que no preparo convencional a semeadura de uma parte da lavoura sempre acaba ocorrendo fora da época recomendada. O PD consegue encurtar o período de plantio pois proporciona o trabalho dia e noite, com menor quantidade de pessoal.”

Outra vantagem importante destacada pelo produtor é o tipo diferenciado de taipa que o plantio direto usa e que facilita as operações de aplicação de herbicidas, evitando problemas de erosão.

COMPACTAÇÃO / PESQUISAS

Na semeadura direta, o gado pode ficar mais tempo na lavoura durante o inverno, segundo informa Werner Arns. Para ele, a compactação não é problema, sendo que, com animais menores como terneiros, é possível ficar até uma semana antes de iniciar o plantio em pastoreio. “No convencional, o produtor precisa tirar o gado em julho ou agosto, que são justamente os meses em que o pasto está escasso no campo. Com o plantio direto aumentou o tempo de pastoreio no campo arrozeiro”, conclui Arns.

Além da preparação do 8º Encontro, que se realizará de 21 a 26 de junho, em Gramado, o Clube preocupa-se com a evolução da tecnologia do plantio direto em arroz irrigado, como as opções de rotação de culturas, que ainda são limitadas. O Clube está propondo um projeto de pesquisa sobre rotação de culturas para os órgãos de pesquisa da Região Sul. No momento, dois projetos já se encontram em andamento. Um deles é coordenado pela EMBRAPA de Pelotas e objetiva o controle de ervas daninhas e alelo[patia].

matéria sobre o avanço do PD em arroz irrigado no RS (~240.000 ha em 1993, +10%) e o 8º Encontro do Clube do Plantio Direto de Arroz Irrigado (Gramado-RS, 21-26 junho/1993). Depoimento de Werner Arns (vice-presidente do Clube — Uruguaiana, São Borja, Alegrete, Itaqui, Quaraí). Presidente: Eurico Dornelles (Alegrete). Pesquisa: dois projetos sobre rotação de culturas (EMBRAPA Pelotas + outro)