Cerca de 500 agricultores e técnicos de ponta do plantio direto estiveram em Castro, Paraná, a 140 km de Curitiba, participando do “Simpósio Internacional sobre Plantio Direto em Sistemas Sustentáveis”, nos dias 8 a 11 de março de 93 e todos salientaram uma unanimidade a respeito do evento: foi um dos momentos mais expressivos do desenvolvimento do sistema em toda sua história, ultrapassando as expectativas, principalmente daqueles que ainda não conheciam o potencial dos Campos Gerais do Paraná e, mais especificamente, a capacidade técnica e organizativa da Fundação ABC, responsável pela execução do Simpósio.
Durante 3 dias, engenheiros agrônomos e produtores pioneiros do Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile, México e Estados Unidos fizeram palestras sobre itens específicos como fertilidade e correção do solo, controle de ervas, doenças e insetos, máquinas e outros, debateram em cima de suas experiências mais variadas e passaram um dia no campo vendo algumas das principais evoluções da exploração agropecuária das cooperativas holandesas que compõe o grupo ABC, nos Campos Gerais do Paraná, com destaque para a sustentabilidade do agro-ecossistema.
“Acredito que hoje a ‘siembra directa’ é uma realidade e isto não significa o fato de termos ganho uma discussão, de que estamos com a razão em determinado assunto mas isto tem a ver com a sorte do produtor que realmente aposta neste sistema. Para nós hoje o desafio não é mais debater se o sistema funciona ou não, mas sim de como melhorá-lo e como difundi-lo em todos os países, sobretudo nesta zona e em toda a América que vivemos”. As afirmações são do Engenheiro Agrônomo Victor Trucco, presidente da CAAPAS (Confederação de Associações Americanas para a Produção Agropecuária Sustentável), uma das entidades de apoio do Simpósio. Juntamente com outros 37 hermanos argentinos, Trucco participou do evento com as antenas ligadas às amplas perspectivas que o desenvolvimento do plantio direto experimenta em todo o continente e o bom momento que vive a Confederação por ele presidida. Para Victor Trucco “O plantio Direto permite por um lado ter rentabilidade, ter ganhos e sustentar o sistema, ou seja, deixar aos filhos dos produtores um campo em melhores condições do que quando recebeu de seus pais, com uma esperança a longo prazo de seguir tirando produção do campo e, por sua vez, aos nossos países de ter cada dia uma agricultura mais eficiente, que traga uma expectativa para a humanidade de contar com alimentos não contaminados, em qualidade e quantidade suficientes”.
Para Manoel Henrique Pereira — Nonô, Presidente da Federação Brasileira de Plantio Direto na Palha, entidade promotora do Simpósio, “É gratificante e causa muito entusiasmo ver o estágio em que o programa de plantio direto chegou na região, depois de 15 anos, sempre inovando em tecnologia, com uma ampla variação e criatividade. Acima de tudo, o interesse é um só: dividir esses conhecimentos com os companheiros, de onde quer que eles venham”.
Nonô foi um dos palestrantes que prestaram seu depoimento histórico. Segundo ele “como agricultor, é possível notar uma consolidação do processo em nível internacional e a presença neste simpósio é altamente significativo, com representantes de entidades regionais, [?nacionais e estrangeiras?]”.
[?Esperada?] com expectativa, a conferência de Mr. Phillips foi ouvida com atenção, já que ele foi uma importante fonte de incentivo do desenvolvimento do plantio direto na região dos Campos Gerais e, por consequência, de várias outras regiões do Sul da América.
Depois de 8 anos sem vir ao Brasil, Mr. Phillips afirmou, entre outras coisas importantes que as fronteiras do plantio direto são determinadas pelos limites da nossa imaginação.
Nos dias seguintes, além de Mr. Shirley Phillips, 3 outros norte-americanos fizeram pa[lestras].
matéria-balanço sobre o Simpósio Internacional sobre Plantio Direto em Sistemas Sustentáveis (Castro-PR, 8-11 março 1993, ~500 agricultores e técnicos). Coordenação Fundação ABC. Depoimentos: Victor Trucco (CAAPAS, com 37 argentinos), Manoel Henrique Pereira (Febrapdp), e a presença marcante do Dr. Shirley Phillips (U. Kentucky) — que retornou ao Brasil após 8 anos. 3 outros norte-americanos também palestraram