O engenheiro agrônomo e produtor de sementes Luiz Graeff Teixeira, de Coxilha, gosta de contar a seguinte história, sobre o controle de pragas da soja, no Rio Grande do Sul: assim como ele, uma grande parcela dos produtores do Estado aplicavam inseticidas fortes logo que apareciam as primeiras lagartas e, no começo de janeiro, uma segunda aplicação, para não deixar dúvidas e, principalmente, para irem à praia descansados.
“Depois que comecei a fazer corretamente o manejo de pragas e a usar controle biológico, com Dipel quando necessário, meu custo no item inseticidas diminuiu, em alguns casos a zero. Só que exigia uma maior atenção, um controle permanente sobre a lavoura, o que me impedia de ir à praia nessa época. Mas o dinheiro poupado permitia ir veranear na Europa, porque não é obrigatório ir à praia em janeiro ou fevereiro. Claro que ainda não fui a Riviera ou Cannes, mas o raciocínio é verdadeiro”, afirma Luiz Graeff.
A importância do controle biológico na soja, como em outras culturas, vem aumentando significadamente em todo o mundo, resultado das exigências de órgãos governamentais, ambientalistas e dos consumidores, que desejam um produto final sem risco de resíduos tóxicos. Mas o controle biológico também está evoluindo porque é mais racional e mais econômico.
Para o caso específico da lagarta da soja, é importante a aplicação de um produto seletivo, como Dipel, porque ele mata somente a praga, preservando todos os inimigos naturais, que irão manter as lagartas e outros insetos prejudiciais, como os percevejos, num patamar abaixo do nível de dano.
É MAIS ECONÔMICO
Para os percevejos, é importante não usar produtos de choque nas primeiras pulverizações para preservar, entre outros insetos benéficos, a vespinha Trissolcus basalis, parasita dos ovos de percevejo e que controla eficazmente essa praga. A EMBRAPA está distribuindo, para os interessados, ovos parasitados de percevejo, de onde nascerão essas vespinhas, cuja eficiência no controle natural está comprovada. E que não resiste a aplicação de produtos não seletivos, como os piretróides, por exemplo.
O Dipel, à base do Bacillus thuringiensis, volta com força ao mercado, agora com formulação líquida, 10% mais concentrado e mais fácil de manusear. É um produto que somente causa danos às lagartas, sendo que a alimentação destas paralisa 20 minutos após a ingestão, nas primeiras mordidas. Depois disso, as lagartas ficam expostas, sem se movimentar, atraindo facilmente os inimigos naturais, o que explica o fato de que, raramente, ocorre uma reinfestação nessas áreas.
A aplicação de Dipel deve ser feita quando o nível de dano alcançar o percentual recomendado pela pesquisa oficial.
Informações: Leindecker & Cia Ltda. Telefone (054) 331-2506. Fax (054) 331-1512. Carazinho-RS.
matéria sobre controle biológico de pragas na soja, com depoimento do Eng° Agr° Luiz Graeff Teixeira (Coxilha-RS), produtor de sementes. Cita Dipel (Bacillus thuringiensis, nova formulação líquida 10% mais concentrada — Leindecker & Cia, Carazinho-RS) para lagarta da soja, e Trissolcus basalis (vespinha parasita de ovos de percevejo, distribuída pela EMBRAPA)