A camada superficial do solo é o ambiente do agroecossistema, onde ocorrem os eventos de maior importância biológica. Os insetos de solo constituem um grupo dinâmico e diversificado de animais associados às plantas cultivadas. O sistema plantio direto, com a presença de palha na superfície do solo, tem se evidenciado como o principal fator de manutenção de inimigos naturais de pragas nas lavouras, sendo uma prática altamente desejável. Algumas espécies, entretanto, podem se tornar pragas e causam preocupação. Os corós ou bicho-bolo, são larvas de um inseto que tem o ciclo biológico de um ano nas regiões de clima subtropical. Elas apresentam hábitos alimentares variados, algumas se alimentam de plantas, outras de palha.
O pesquisador Dirceu N. Gassen, da EMBRAPA-CNPT, Passo Fundo, está desenvolvendo estudos sobre os hábitos destes insetos. As espécies que apresentam características desejáveis, constroem galerias, perfuram a camada compactada do solo, permitindo a absorção de água e o transporte de nutrientes e resíduos orgânicos. É importante diferenciar as espécies úteis das pragas, e conhecer os hábitos e a biologia delas para adotar estratégias adequadas de manejo e, assim, obter o maior proveito possível.
Na foto, larvas de coró, muito comuns nas áreas de plantio direto na região de Guarapuava e Ponta Grossa, PR, que incorporam e se alimentam de palha, sem causar danos às plantas.
matéria de capa sobre estudos do pesquisador Dirceu N. Gassen (EMBRAPA-CNPT, Passo Fundo) sobre coros (bicho-bolo) — larvas com ciclo de 1 ano em região subtropical. Foto Daltro Mattos