Semeato — 25 anos de soluções e compromissos com a agricultura


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Publicado em: 28/02/1991

A Semeato S/A — Indústria e Comércio, iniciou suas operações no final dos anos sessenta em Passo Fundo como uma pequena oficina para reparos da maquinaria agrícola que começava a chegar ao Planalto gaúcho, quando a mecanização dava seus primeiros passos.

Duas décadas e meia mais tarde a empresa conta com uma expressiva participação no mercado nacional, graças a muito pioneirismo e especialização na fabricação de máquinas e implementos para a agricultura. A Semeato tem seis fábricas, sendo quatro em Passo Fundo e uma em Butiá, no Rio Grande do Sul, e outra em Vespasiano, Minas Gerais.

A marca Semeato está enraizada no solo brasileiro e sua história, na realidade, se confunde com a própria história da modernização e da mecanização agrícola do país, pois é responsável por muitas soluções de vanguarda que foi entregando ao agricultor, na justa proporção em que suas necessidades tecnológicas iam se manifestando.

Expressando um compromisso permanente com a agricultura e a empresa sempre se preocupou em desenvolver, aperfeiçoar e construir máquinas e implementos para atender todas as exigências, inclusive o mercado internacional. Toda tecnologia nova nas suas máquinas e implementos é desenvolvida na própria Semeato, uma das poucas empresas do ramo agrícola, no Brasil, que possui pesquisa própria, com o que a preocupação com o aprimoramento é constante.

A Semeato imprimiu a marca do pioneirismo e da ousadia em muitas máquinas e implementos que tiveram papel de destaque na modernização, segurança e aumento da eficiência da lavoura brasileira de grãos. Nesse sentido merece menção especial as máquinas de Plantio Direto, sem as quais, seguramente, esse sistema de cultivo preservacionista, de baixo custo e altos rendimentos, não teria alcançado o estágio que atingiu, tanto em soja e milho, como no arroz irrigado e outras culturas.

As plantadeiras e semeadeiras de plantio direto da empresa estão entre as mais avançadas do mercado mundial, no momento, conforme depoimento de especialistas norte-americanos e canadenses que recentemente percorreram as áreas de lavouras que utilizam essa prática nas regiões do Planalto e Missões.

O momento

“Todo o segmento agrícola do País passa por uma de suas piores crises e a empresa, como parte do setor, sente duramente os reflexos negativos disso”, ressalta o presidente da Semeato, Roberto Rossato, ao falar deste momento econômico.

As dificuldades são muitas, para todos os que estão envolvidos com o setor agropecuário e as perspectivas, confirma Rossato, não são claras e nem boas a curto e médio prazos. Um somatório de questões, como altos estoques mundiais de grãos, mercado consumidor em retração, escassez de crédito, os produtores sem preços adequados à realidade de seus custos, câmbio defasado, tudo isso gera um quadro desolador e de perplexidade, sem que se possa vislumbrar soluções a curto prazo.

Nesse ambiente de incertezas na economia nacional a empresa tenta se adequar, diversificando seus produtos, procurando novos mercados. “Para qualquer um é muito difícil trabalhar nessas circunstâncias”, reconhece Rossato, fazendo coro com os demais empresários ligados ao setor primário que, com insistência alertam para a gravidade da situação da agropecuária brasileira.

Semeato S/A — Roberto Rossato (presidente)